30.1.13

Busch Gardens, Florida

1º texto da Florida Road Trip - Miami Beach

Bom, bom vai ser quando eu parar de adiar a escrita dos meus textos de viagens e escrever tudo a tempo e horas. Mas como nunca é tarde, espero publicar o resto que me falta durante as próximas semanas. Adiante!

Busch Gardens foi dos parques temáticos mais giros que já tive a oportunidade de ir. É um jardim zoológico de ar livre arraçado de Feira Popular (mas das boas, não é nada do que está a imaginar antigamente em Entrecampos). Fica em Tampa, que é a cerca de 90 Km de Orlando. É rápido demoramos cerca de uma hora a chegar até lá.  Vindos de Orlando, traçámos no itinerário um dia em Tampa só para ir a este parque. Cheio de animais, era um local de sonho para o Poisoned Apple Man; minado de montanhas-russas, era um sonho para mim.

Estado da Florida

Quando o parque inaugurou em 1959 era apenas um jardim zoológico com a intenção de dar a conhecer a vida selvagem ao ar livre, mas acabaram por acrescentar uma montanha russa. E mais uma. E mais outra. E acabou por se tonar um parque como não conheço mais nenhum, giro, giro, muito bem arranjado, muito bem pensado, com animais fabulosos e bem tratados. É um parque de atracções a sério, um retrato de África, com perto de 2.000 animais.

Ficámos num hotel sem nenhuma localização de interessante, mas que tinha um shuttle que nos levava e trazia do parque e sempre se poupava o valor do estacionamento. Os bilhetes de acesso ao parque custaram cerca de 85$USA/cada. Saímos cedo do hotel, rumámos ao parque e pouco depois das 10h estávamos a entrar. Não pensem que é cedo. O parque fechava pelas 18h naquela altura do ano e foi o tempo certinho para dar a volta, ver tudo e andar em todas as montanhas russas que quis. Se algum dia tiver oportunidade de ir, não planeie mais nada para esse dia, vai sair de rastos. 

Chegámos ao parque e tivemos uma sorte danada: era dia de semana, época baixa, o máximo que alguma vez esperámos em filas foi 5 minutos, a larga maioria das vezes era sempre a andar. Fomos imediatamente buscar um mapa e o problema era saber por onde começar e ter a certeza que íamos ter tempo para tudo. Afinal, não se faz um safari em África no interior da Florida todos os dias!



Começámos por uma montanha russa que tinha um design espectacular: toda de madeira a lembrar as montanhas russas antigas, carrinhos pequenos, sem loopings, mas a grande velocidade. Lá fomos nós! O PAM achou que não tinha grande aventura, encheu-se de confiança para me acompanhar. Coitado, que terrível experiência! Os bancos eram duros que nem cornos, andava a uma velocidade estúpida, o monte de tábuas parecia que se ia desmontar a qualquer momento, o percurso era tão rijo que até me doía nas maminhas. Com medo de trincar a língua naqueles solavancos, nem abri a boca para gritar, acho. Chegados ao fim, o PAM olhou para mim com um tom esverdeado-trauma e disse: "não gostei... demasiado violento, mas a violência estava na rijeza da coisa.

Não sei quantas montanhas russas havia no parque, não sei quantas voltas dei no ar, mas sei que muitas vezes fui sozinha, o meu querido PAM é um bocadinho caguinchas para estas coisas e prefere ver animais. Ainda assim, lá o arranquei naquela que foi a pior (ou melhor) montanha russa que fiz na vida. 

Nestas coisas, naturalmente não podemos levar mochilas, óculos de sol, nada de nada. Para guardar as coisas usámos os mil cacifos que há à entrada de cada atracção. Neste parque tivemos de andar a meter moedas de 0,25$USA para guardar as coisas e lá nos safámos com os trocos que vale a pena levar. O meu stress eram as máquinas fotográficas, mas não temos histórias de roubos para contar na viagem inteira.

Chegados à entrada, sentados na carruagem da Sheikra, cintos apertados e ombros presos, não havia nada a fazer. Uma das coisas que reparei nos parques dos EUA é quem quem está a rever os cintos, está mesmo a rever os cintos. Não há aquela coisa de deitar o olho, vão lá mesmo com a mão puxar com força.

E agora vejam este vídeo feito por um maluco qualquer. É um miminho que vos deixo. Na altura, coloquei um vídeo na minha página pessoal de Facebook, a minha mãe viu e comentou "ainda bem que eu não estava lá para vos ver!". Para estas coisas eu sou sempre corajosa, peito cheio, ainda por cima nunca tinha feito uma montanha russa como esta: tinha uma descida a 90º! Achei que era peanuts, ficámos a ver várias carruagens cá de baixo, a histeria das pessoas, os gritos lá no alto, e o PAM encheu-se de coragem como eu.

'Bora lá! E lá fomos nós. Mas lá no alto, virada para baixo e de frente a uma descida a 90º, com a sensação que me vou estatelar no chão com os dentes da frente, arrependi-me. Juro que me arrependi e gritei, gritei, gritei.  

A aventura começa calma, muito calminha, uma subida longa, enorme e lenta, uma curvinha nada de especial, uma vista espectacular, até que se olha para baixo: uma altura absurda com os pés no ar! Temos a sensação de não controlar coisa nenhuma, os nervos na barriga, aproxima-se a descida que faz desaparecer os carris à frente. A carruagem trava. Gritos. A travagem cede uns centímetros. Mais gritos. A carruagem cede mais um pouco, como quem não aguenta o peso das pessoas e deixa-nos pendurados na curva da descida. Foi histeria generalizada, o momento em que me arrependi e agradeci não ter tido lugar na fila da frente (fui na segunda fila). Era aguardar pela desgraça enquanto eu pensava coisas como "tenho de manter a boca fechada, se entra uma mosca numa descida a esta velocidade morro sufocada".

E largam-nos em queda livre em direcção ao chão.

Na verdade, não sei como não sujei as cuecas. A sério, ao rever o vídeo não sei mesmo como não sujei as cuecas. No fim, algumas criaturas vomitavam à saída. Não vale a pena encher a barriga de hamburguers, gelados e porcarias o dia inteiro e ir a correr andar nestas coisas.

Fiz mais uma série de montanhas russas sozinha, o PAM fechou a loja e ficou a tirar-me fotos na loucura. Juntos fizemos mais uma montanha russa, a Cheetah Hunt, na altura uma novidade que procura imitar os movimentos de um felino a caçar na selva africana. Brutal, super comprida, rápida, até o PAM adorou e repetimos uma segunda vez. Podem dar um olho na Cheetah Hunt aqui e têm oportunidade de ver as redondezas, o verde que é o parque, tudo tão bem arranjado e a forma como as montanhas russas estão integradas na "selva" sem chocar. Ainda fizemos as atracções de água, as quais repetimos com o PAM a pedir "outra vez! Outra vez!", qual criança, mas eu com água até às cuecas.

Mil voltas no ar depois, decidimos ir almoçar. A variedade de comida é o ponto mais fraco deste parque, mas esse é também um problema nos EUA inteiro. É difícil fugir dos hamburguers e se poderiam haver cadeias boas, as que lá andavam eram desconhecidas, muito fraquitas, muito oleosas, enfim, comeu-se, mas para comer fast food preferia os verdadeiros fast food conhecidos de todos.

De barriga cheia tínhamos de acalmar, seguimos para o teleférico, demos uma volta aérea pelo parque, passámos por cima dos bichos, descemos e parámos na estação para apanhar o comboio. Demos uma volta pela selva, num comboio com design dos primeiros comboios, à velocidade certa, com os bichos nas planícies mesmo ali ao nosso lado, com tempo para ver, fotografar e conversar. Não podemos sair do comboio, mas os bichos estão ali mesmo e têm um ar muito mais feliz do que vemos no nosso jardim zoológico. Estão à solta, terão vedações algures, mas não vivem num cubículo.

Quando o passeio de comboio se acabou ainda fomos ver elefantes, crocodilos, peixinhos, girafas, as fotos contam tudo. Ainda fomos ao recinto de atracções mais leves, andei por lá aos gritos, demos muitos passeios a pé, comemos gelados, e acabei o dia com tempo de experimentar a última montanha russa à saída do parque, minutos antes de fechar, já com a cabeça a acusar peso, mas não ia sair dali sem experimentar tudo. Fui sozinha, claro.

Ao fim do dia, na hora de sair, os meus pés arrastavam-se no chão, doíam, eu queria uma massagem, a minha cabeça latejava, queixei-me, logo eu que nunca tenho dores de cabeça, "normal, já viste as voltas que deste no ar?", mas eu repetia. Repetia uma e outra vez. Adorei o parque da Universal, mas em termos de montanhas russas... bom, na qualidade nenhuma fica à frente da outra, mas na quantidade supera-se sem dúvida. Se for à Florida e gosta destas coisas, o parque Busch Gardens é mesmo a não perder.

(continua)















7 loopings. Estou na 2ª fila à esquerda. Coragem!

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23.1.13

Os meus dentes!




Juventude, eu não sei a quantas pessoas já respondi sobre o meu trajecto "aparelho", quais foram o resultado das minhas pesquisas, blá, blá. Deixo aqui tudo contadinho. Ainda há dias escrevi sobre isto no facebook do blogue e aqui fica para que todos possam tirar dúvidas.

Uma coisa pela qual fiquei grata, mesmo muito grata, em 2012, foram os meus dentes! Sem dúvida, 2012 vai ser lembrado como o ano que tirei o aparelho e adorei o que vi. Passei a adorar os meus dentes dos quais não gostava, ando sempre com as pérolas à mostra, não posso ver uma máquina fotográfica que ponho logo os dentes de fora. Estou um pavão com os dentes, muito vaidosa, assumo.

Se precisavam de um incentivo para colocar aparelho, aqui está ele na foto! Só me arrependo de não ter feito isto mais cedo, esse é mesmo o único arrependimento. A todos os que dizem ah e tal, não sei, depois custa, depois demora muito tempo, mais os motivos que não confessam que é a vergonha de usar um aparelho, só tenho a dizer: deixem-se de coisas! Eu passei por isso.

O que custa, as dores que tive (tomei compridos duas vezes, vejam lá o horror), e o tempo que se espera, vale o sacrifício. Vale mesmo! O que eu gosto dos meus dentes agora! E tão melhor que ficam as fotos! De facto, o sorriso muda a cara de uma pessoa e para melhor. Quanto ao tempo, tive aparelho por 19 meses, parece uma eternidade, mas passou num instante. Quanto mais tempo demorar a decidir, mais tempo passa, é tempo que os dentes poderiam estar a ir ao lugar. Outra vez, a única coisa de que me arrependo mesmo é não ter feito isto mais cedo.

E por que motivo não fiz isto mais cedo? Cá vem a confissão: além de ser estúpida (o que é evidente com este argumento), achava que me ia sentir feia, que as pessoas iam olhar para mim e achar-me horrorosa e, sobretudo, que nenhum homem ia querer beijar-me.

E agora respondam-me, alguma vez pensaram mal de alguém porque cuida e trata dos dentes colocando um aparelho? Haja paciência! Já vi pessoas com aparelhos que ocupavam a boca toda, mas hoje em dia os brackets são pequenos, não ocupam o dente inteiro. Os brackets transparentes, segundo a minha médica, servem apenas para ganhar dinheiro, trabalham mais lentamente, estragam-se mais, e ficam de um amarelo-dente-podre muito bonitinho, como já vi alguns. Não recomendo mesmo!

Confesso que no dia que pus o aparelho cheguei a casa e verti algumas lágrimas. Mas ao fim de uns dias passou-me, eu queria ter dentes bonitos e atingi o meu objectivo. Foi muito mais fácil do que poderia ter imaginado! Inicialmente pedi elásticos transparentes (erro, ficam nojentos), depois passei aos cinzentos (a melhor opção para quem quer ser discreto) e a dada altura arrisquei o cor-de-rosa. Ui, a partir daí só queria cor-de-rosa! Fica discreto, engraçado para quem repara e não ficam nojentos. Meninas, vão por mim, escolham pink!

Então aqui ficam as dicas para colocar aparelho da forma mais barata e com recomendação da melhor ortodontista.

Fiz o seguro Claro Dental que custa 6€/mês.

Com esse seguro, cada aparelho custa 160€, cada consulta mensal 40€/mês, os moldes 40€ e o estudo é gratuito. Há um investimento inicial, para algumas pessoas é preciso um esforço maior, mas depois desse investimento são 40€/mês e aquilo que se gastar em pastas de dentes, ceras (não usei), elixir, escovilhões, não é nada de exorbitante.

Não me lembro se o seguro tem período de carência, mas se tiver é curto. Para usar este seguro é preciso escolher uma clínica que faça parte do directório clínico (ver no site do seguro). Optei pela minha 3ª opção depois de passar por um médico absolutamente estúpido e antipático e outro que não falava nem explicava o que ia fazer aos dentes.

Finalmente conheci a a Dra. Rute Viera Mendes, tive imensa sorte! Ela é uma simpatia, está sempre a explicar o que está a fazer, vai tirando fotos, diz umas piadas, pede sempre para levantar a mão se estiver a magoar, dá um espelho para a mão para explicar os procedimentos, é absolutamente impecável e responde a todas as perguntas e queixas com paciência de santa. Até dá vontade de ir beber um café com ela a seguir, é toda descontraída. Recomendo mesmo. Já disse que o meu aparelho foi colado ao som de as saudades que eu já tinha da minha alegre casinha...?

Já depois de vir a tirar o aparelho conheci um dentista. Falei-lhe na Dra. Rute Viera Mendes e ele disse que ela é conhecida na classe dentista e que é muito boa. Nem vale a pena procurar mais.

Além deste seguro, eu tenho outro da Multicare que me devolvia 250€/ano em despesas com dentistas, pelo que sempre abatia algum valor. Vejam se o vosso seguro de saúde também tem reembolso de estomatologia.

Depois, no fim do processo, no meu caso 19 meses depois, tive de colocar uma contenção fixa nos dentes de baixo para não mexerem (está cá e não a sinto, só se passar a língua com força) e uma contenção em cima transparente que uso à noite para dormir. Cada uma dessas contenções custa 160€. Mas é só no fim do tratamento!

Contas feitas, no total, com produtos que gastei em farmácia com 6 aparelhos (tive de colocar 2 aparelhos para fazer espaço, depois mais os 2 aparelhos normais dos brackets que ficaram 19 meses, mais as 2 contenções para ficar os dentes), mais 6 vezes que fiz moldes para cada aparelho, mais todas as consultas mensais, e sem descontar o dinheiro que a Multicare me devolveu, paguei um total de 1.859,71€ por todo o processo para ficar com os dentes da foto. Não chegou a 100€/mês, se dividirmos pelo número de meses.

Quando tiramos o aparelho, no mês seguinte vamos a uma nova consulta ver se está tudo bem, depois ao fim de 6 meses e depois ao fim de 1 ano (falta-me esta consulta). Cada uma destas consultas é o preço da revisão mensal, 40€.

Quem não precisar de tantos aparelhos como precisei, fica mais barato!

Votos de sucesso dentário ao Jorge (namorado de uma leitora) que soube ter recorrido aos serviços da Dra. Rute por minha recomendação. De certeza que está a ficar um espectáculo! E de certeza que a namorada não se importa de beijar o Jorge com aparelho. Mas afinal, quem é que beija com os dentes?

Entretanto, soube de tantas leitoras que recorreram à minha dentista, é impressionante! E todas muito, muito, satisfeitas. De facto, não façam como uma outra leitora que me escreveu em testemunho, esteve 7 anos de aparelho (SETE! Isto não existe!) com um dentista sempre a voltar à "casa de partida" porque não estava a ficar bem e acabou por ter de ser operada ao maxilar. Optem sempre por um médico do qual já têm alguma referência. Quanto a mim, a Dra. Rute Mendes será minha dentista o resto da vida.

A Dra. Rute Mendes trabalha na LISCLINIC em Lisboa e na Clínica Médico dos Dentes em Algés.


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© A Maçã de Eva

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