31.3.16

Coisas que a Google faz e se calhar não sabia! - parte I


Eu recebo alguns convites para eventos, mas é raro aceitar. Mas quando me calhou em sorte um evento da Google, não só virei a agenda do avesso para conseguir ir como arrastei o homem-geek comigo.

A Google faz coisas extraordinárias, ajuda-nos de forma imensurável no dia-a-dia, tenho a certeza que o mundo seria menos despachado sem a Google. Para dar um exemplo, para mim é uma ajuda para lá de espectacular quando quero alugar casas no AirBnb e ver no street view o aspecto das ruas. É fundamental perceber se vou alugar uma casa para acabar com uma facada nos rins ou se parece uma zona normal, é como ter olhos à distância.

Mas isto da internet tem muito que se lhe diga e por vezes há potencial que desconhecemos simplesmente porque ninguém nos ensinou! Mas eu venho desempenhar esse papel por vós com umas simples dicas capazes de melhorar as vossas pesquisas. 

Uma parte destas dicas eu já sabia (senti-me tão sábia), outras nem o homem sabia (senti-me sábia x 10) e outras foram uma surpresa como entrar no carro do Marty McFly.


DICAS QUE TORNAM A PESQUISA MAIS SIMPLES E MAIS RÁPIDA 


1. Usar aspas para pesquisar. Ao fazer uma pesquisa, se colocarmos palavras entre aspas ou uma frase exacta entre aspas, a Google dá-nos conteúdos com essa frase exacta e na ordem exacta. Ou seja, quem nunca quis procurar uma notícia que já não sabemos em que jornal saiu, mas lembramos mais ou menos o título? Essa é uma forma de pesquisa mais precisa.

2. Usar o sinal de menos para eliminar uma palavra. Uso imensas vezes! Às vezes estou à procura de algum tipo de informação e aparecem mil páginas brasileiras quando quero apenas conteúdos portugueses. É fácil, escrevem o que procuram e no fim acrescentam -br ou -brasil. Ou também, se queremos procurar todos os escândalos do Sócrates e não queremos conteúdos do Sócrates filósofo, basta escrever -filósofo.

3. Pesquisar um documento com um formato específico (Powerpoint, PDF, Excel). Se procurarmos apenas resultados de um suporte específico como Power Point ou PDF, escreve-se o que se quer pesquisar e à frente filetype:pdf ou filetype:powerpoint, aquilo que pretendem.

4. Pesquisar dentro de um site específico também é possível. Antes da palavra a pesquisar basta escreva site: como por exemplo, site:nytimes.com (mais as palavras a pesquisar). 

5. Podemos usar um asterisco quando procuramos informação (mais abrangente) sobre um tema específico. Se quisermos saber de design, a Google procura combinações possíveis relacionadas com a palavra *design. O asterisco também pode ser usado para procurar músicas. 

6. Quantas vezes precisamos de fazer contas? Na página da Google não precisamos de ir procurar uma calculadora, podemos fazer a conta ali mesmo, na barra de pesquisa.

7. O mesmo acontece com as conversões (quantas vezes já precisei disto!) em milhas, quilómetros. moedas estrangeira, etc

8. Até é possível saber a que hora vai acontecer o nascer ou o pôr do sol em determinada cidade. Se escrevermos pôr do sol Faro, a Google vai responder-nos com a hora que vai acontecer nesse dia.

Mais dicas daqui a uns dias!


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30.3.16

Método parental que não me impressionou


Deixemo-nos de rodeios: eu não gosto de toda a gente. É verdade, não é nenhuma qualidade, não é uma rebeldia sem causa, mas acho impossível que se possa gostar de toda a gente. Podemos, isso sim, ser cordiais e educados com todos, goste-se ou não.

E isto de não gostar das pessoas é válido para qualquer um, até mesmo dentro da minha família, havendo com quem não fale há mais de 10 anos. Não há guerras, não há olhares, não há insultos, não há nada. Quando chego às festas cumprimento todos menos um, quando janto à mesa falo com todos menos um. Tudo na maior das tranquilidades: não penso nisso, não desejo nem mal nem bem, é assumir que não dá e vai para uma década que não se troca uma palavra. Nunca me arrependi, foi uma decisão acertada que nunca vai mudar.

No entanto, não significa isto que não falasse com a descendência, um primo, de quem gosto. Aqui o justo não paga pelo pecador, não misturo águas, cada um é como é e independente do pai ou da mãe que lhes calhou em sorte.

Na Páscoa, num almoço de família, falava com um primo sobre a depilação a laser. Maior de idade, vinte e poucos, não é o homem da fotografia, mas a vida deu-lhe muitos pêlos. E vejo que aquilo é tema que o chateia, que é um assunto em que pensa, que mói, para além de que no verão deve ser um incómodo.

Éramos três a um canto de uma sala, falávamos de pêlos, de como não faço depilação há 9 anos. Afirmava eu que se lhe incomoda, devia experimentar a Ultimate Laser. A ideia dele não era sequer ficar liso como um bebé, era tirar pêlos dos ombros, criar uma separação entre os pêlos do peito e a barba, coisas que imagino que incomodem qualquer homem. E por isso recomendei-lhe algumas sessões, explicando não iria ficar como uma mulher, mas iria sentir-se sem dúvida melhor.

Era uma conversa trivial, do meu lado que tenho a experiência era meramente informativa. Do outro lado, perguntas normais de quem desconhece o método mas parece um sonho ver a solução para um complexo que carrega. Contei até que o PAM tinha feito depilação a laser entre as sobrancelhas e nos mamilos, não para ficar como uma menina, mas para ficarem menos espessos e menos pretos, deixar de ter o ar de mato. Na verdade eu cheguei a dizer para não fazer os mamilos, mas numa duas sessões tive de reconhecer que ficou com muito melhor aspecto e continua homem, com pêlos, mas sem ar de alcatifa.

Falava normalmente com o meu primo quando a conversa foi interrompida:

- Era o que me faltava fazeres depilação, punha-te fora de casa! - disse a mãe.

Quanto preconceito e ignorância.

Nem sabia que estávamos a ser ouvidos. Humilhado, o meu primo deu com os olhos no chão, o que me matou de pena. Eu, tive de engolir a estupidez, reforcei a minha opinião (não dá mesmo para falar com esta pessoa), outro primo ficou em silêncio constrangido e foi isto. Ficámos ali largados ao silêncio da estupidez, mantendo-me calada para não criar dramas familiares, olhando para o meu primo que depois encolheu os ombros e me sorriu, tentando fingir que não se tinha importado com aquele momento de merda e de humilhação.

É triste que não respeitem os nossos desejos para coisas básicas que não trazem qualquer mal ou consequência grave. Quanto preconceito e ignorância! Parece que anunciou que iria deixar de estudar ou ou foi apanhado a injectar heroína nos braços (verdadeiros motivos para querer despejar e assustar um filho para fora de casa).

Esta porcaria, o som daquela frase por causa de um não-motivo está-me a fazer eco na cabeça há dois dias. Não me sai do pensamento. Sempre achei uns merdas as pessoas, particularmente pais, que para se fazerem ver, ameaçam com a porta da rua. Um deixas de viver comigo e viras sem-abrigo! ou um não te pago mais nada!, como se o filho fosse delinquente. Só faltou ouvir se fazes depilação morreste para mim!

Quanto preconceito e ignorância.

Não houve ali um papel de maturidade que se espera de um adulto. Não houve ali qualquer ponderação de procurar conversar mais tarde, de pensar que lhe fazia confusão um homem fazer depilação mas tentar compreender a vontade, olhar aos motivos em vez de se centrar no umbigo da intolerância eu é que mando e é assim que tem de ser.

Sempre achei (e acharei) uns merdas os pais que acenam a porta da rua para se fazerem compreender. A vida dá-lhes a opção de conversar e tentar compreender e preferem antes agarrar no martelo da ameaça, o método fácil e egoísta. O ponho-te na rua é tão mau que até tenho dificuldade de escrever este texto e explicar as emoções negativas que provoca em mim. É de mau carácter, é de um merdas.

Esta forma de acção parental lembra-me um grupo que também rejeita o diálogo e a liberdade, querendo fazer vingar as suas opiniões e vontades pelo método da força: o Estado Islámico.

Se algum dia vier a ser mãe, espero nunca usar o argumento do ponho-te fora de casa. É reles, baixo, ordinário e próprio de quem não tem vocação para o diálogo, a compreensão e a paternidade. Até porque odeio bluffs, é coisa de gente fraca. Só os fracos e os merdas dizem coisas para provocar medo sem sombra de vir a cumprir as afirmações.

Conheço quem tenha ouvido merdas dessas repetidamente de um pai. Acabou por um dia começar a trabalhar, sair de casa, mas nunca esqueceu as ameaças e viverá para sempre com os convites da porta da rua na sua memória. Era um pai "porreiro", daqueles, os merdas.

Sei bem que posso arranjar problemas por ter escrito este texto, mas talvez o risco valha a pena se fizer algum pai ou mãe pensar nas emoções negativas que provocam a um filho quando os ameaçam em pôr fora de casa. Por aí, quais são as memórias que querem deixar aos vossos filhos?




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A capa de telemóvel da Nutella




Capa Nutella para iPhone e Samsung, daqui
Top amarelo, daqui

Sois umas imbejosas!

Quase não há foto ao espelho que não me perguntem pela minha capa da Nutella. Este fim-de-semana experimentei este top amarelo num provador e logo apareceram mais leitoras perguntando pela capa. São já tantas perguntas que o melhor é informar em post. 

Na altura em que comecei a usar esta capa, respondi às primeiras perguntas de onde vinha, explicando também que gosto da capa, ando com ela, mas (pelo menos a que me enviaram) não tem cores espectaculares.

Explicando melhor: a capa não tem nada a ver com a foto do anúncio, mas em termos de qualidade é óptima, nada a declarar. O "rótulo" do suposto frasco está bem, a questão é que a cor do chocolate é meio acinzentada, o que me desanimou e por isso não recomendei para compra. No entanto tenho perfeita noção que pode ter sido um azar, se calhar foi uma impressão menos boa que me calhou em sorte e para outras pessoas pode ir com boas cores. 

A verdade é que também não deixei de a usar por isso, pelo que não é assim tão má. Mas pronto, sabem à partida que pode não ser excelente.

A capa é de TPU, um material tipo silicone. Eu nem sequer gasto dinheiro em capas rígidas, são uma porcaria, ficam logo sem cantos e o TPU absorve muito melhor uma eventual queda do que uma capa dura.

A capa existe para iPhone e para Samsung, custa menos de 5$ (se correr mal também não ficam pobres) e levou cerca de duas semanas a chegar a casa.

Inicialmente pensei que a compra talvez não fosse boa ideia, correndo o risco de estar sempre a pensar em Nutella e duplicar as ancas, mas tem corrido bem, não me lembro de correr riscos.

Boas compras!


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28.3.16

Plataformas baixas (longe do varão!)


 




Andava cheia de ganas de ter umas solas brancas, mais grossas. Umas sandálias altamente confortáveis que me dessem um extra de altura, coisa pouca, sem me cobrar nas costas. Uma altura baixa e confortável que me permitisse calçar as sandálias um dia inteiro e palmilhar uma cidade a passear, como também ir jantar com um vestido. Umas sandálias que me dessem ainda para ir trabalhar.

Plataformas, há muitas. Aliás, só de ouvir falar em plataformas já estou a revirar os olhos, associo imediatamente a falta de gosto. Nunca vi uma miúda bem vestida com umas plataformas de 10cm. Estraga tudo. É uma opinião pessoal, mas acho tão deselegante! No entanto, vi que existia uma forma de contrariar essa tendência associada às plataformas, que era não cair nos exageros.

Ao modelo LUISA Camel dei-lhe uma plataforma que tem apenas 5cm na sua parte mais alta. Ao modelo MARGARIDA Leopard ou MARGARIDA Piton, dei uma plataforma que mal se nota, de 3,5cm. Podem parecer alturas muito baixas, mas se pegarem numa régua verão que é um tamanho muito equilibrado e elegante: nada de aspecto de varão, nada de poder despencar do alto da plataforma e destruir os tornozelos engessados para uma vida e com o plus de um extra de altura e de conforto para quem gosta de andar nas nuvens.

Estes modelos só podiam ter uma palmilha com uma pele de cabra extra macia. Dou a minha palavra: é de ficar a fazer festinhas com a mão o dia inteiro.

No modelo MARGARIDA procurei ainda beneficiar as pessoas que têm um peito do pé mais alto, que tantas vezes têm dificuldade em comprar sandálias. Escolhi um sistema de fecho em velcro, regulável à altura do peito do pé de cada uma. Este modelo cabe a pés magros e a pés mais cheios.

Estou apaixonada por estes modelos  Adoro o aspecto com que resultaram e, sobretudo, o conforto que é caminhar em qualquer um deles. Acredito mesmo que vão ser os best seller da colecção SS2016, mais do que as CARMINHO, o que já começa a ser um patamar difícil de atingir, tal é a fama.

LUISA Camel, aqui
MARGARIDA Leopard, aqui
MARGARIDA Piton, aqui

Modelos by ROS LISBON, aqui







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23.3.16

Just saying #8



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Perdido na vida aos 30?



Cruzei-me com esta imagem e não pude deixar de sorrir. Eu tinha 35 anos quando desisti da carreira para me dedicar a negócios e, mais particularmente, à minha marca de sapatos. Só passaram dois anos, há ainda muito caminho para percorrer, muito que vingar e até muito que me provar, mas não posso dizer que me tenha arrependido.

Dicas pessoais:

- Enquanto desesperam num emprego horrível não se esqueçam que estão a ganhar experiência. O truque é não olhar para esse emprego como o fim da meta, mas o sítio de onde se vai dar um salto, isso dá-nos alento. Eu também estive em sítios que não gostei, sobrevivi e, olhando para trás, ainda bem que passei por esses empregos, deram-me sabedoria.

- Há tempos falava no Skype com um primo que vive em Bruxelas, acabou o curso superior e nada de conseguir emprego há meses. Perante isso contactou-me para estudar ideias de negócio, mas honestamente, não aconselhava a ninguém a começar um negócio sem ter uma boa experiência profissional. Eu fiz um curso superior de Comunicação, cinco anos a estudar que me custaram horrores porque eu queria era trabalhar e fiz quase 10 anos de carreira como Assessora de Imprensa em vários organismos de um Ministério. Nesses anos, juntei, juntei, juntei dinheiro. Nunca o fiz a pensar na criação de um negócio, fi-lo porque sou assim por natureza, fui ensinada a poupar, mas não há dúvida que só isso permitiu que arriscasse na minha marca (nunca iria pedir emprestado, nem a bancos).

- Persistência. É bom ter boas expectativas, mas vai quase tudo correr mal. O lado bom é que o que corre mal faz-nos aprender mais alguma coisa. Honestamente, eu já aprendi a relativizar, mas demorou dois anos. Antes ficava possuída dos nervos, ansiosa, desgraçada (a tal falta de experiência para quem começou um negócio) e hoje em dia quando as coisas correm mal, encolho os ombros. O segredo é olhar para o que está mal, não me concentrar no erro, mas na solução: o que posso fazer para resolver esta merda em tempo útil? E às vezes não é possível, mas aprendemos a viver com isso. Pior, é que raramente cometo erros e nunca cometi nenhum realmente grave. Os erros vêm dos fabricantes, o que torna tudo mais difícil. Mas há que aprender a relativizar.

- Há pessoas que perante a ideia de se criar um negócio levam aos mãos ao céu porque "os tempos não estão para isso!". Há as que acham tudo espectacular, o risco e o investimento não é delas, querem lá saber ou acham que é tudo fácil. É difícil juntar a mistura de opiniões ao que nos diz o coração. O segredo é não fazer tudo em três tempos. Amadurecer as ideias dá-nos distanciamento para poder fazer uma melhor avaliação e, muito importante, procurar falar com pessoas da mesma área de negócio, o que pode ser muito complicado de fazer pois são uma eventual concorrência.

- Se o negócio for um produto ou um serviço, se forem como eu que usei o blogue para lançar a marca, preparem-se para uma chuva de maldade. Não contei com isto (porque não me ocorreria fazer aos outros), mas as pessoas são más e muitas delas por não terem sido capazes de fazer o mesmo. Pessoas que me gozaram, que me acusaram de copiar o nome da marca (que é o meu nome), que escreveram que havia modelos iguais em lojas rascas, que falaram mal dos preços, que falaram mal do produto sem o ver, que no fundo, deixaram transparecer o mal que desejavam. Pessoas dessas vão sempre aparecer. Vai magoar e desiludir. Não há segredos nem soluções para isto, é viver a tristeza que os outros nos deixam (é inevitável), tentar manter a cabeça erguida, olhos em frente que dali a uns meses esta malta habitua-se ao sucesso alheio, deixam de aparecer e metem a viola no saco.

- Há pessoas que conhecemos, alguns consideramos amigos, e perante um pedido de contacto, um favor de nada, revelam-se verdadeiros escroques. O mau disto é a surpresa infeliz, o bom disto é a revelação, não perdemos mais tempo com estas criaturas, temos mais onde investir o nosso tempo e o caminho não nos deve voltar a unir.

No entanto, há nesta equação uma experiência que não tenho: tive sorte, o arranque correu lindamente, acho que estou no bom caminho, profissionalmente as coisas correm-me bem e tenho estado sempre em crescimento. Ainda há muito trabalho pela frente, mas não sei como é (nem quero saber) o que se faz, como se faz, quando corre mal e temos de atirar a toalha ao chão, desistindo.

Existe uma grande diferença entre uma expectativa optimista e a ilusão. Há pessoas que são deslumbradas e, por isso, péssimos perfis para ter um negócio próprio. Sobretudo, falem com muita, muita gente. Mas mesmo muita gente, menos das que conhecem e mais das que não conhecem de parte alguma. Antes de começar a minha marca de sapatos, depois de ouvir os mais próximos, por mais estranho que possa parecer, peguei no telefone e pedi para falar com os proprietários de outras marcas de sapatos portuguesas. O pior que me podia acontecer seria não quererem falar comigo. Os donos de muitas marcas falaram, sobretudo as maiores, as marcas mais pequenas foram um bocado mete-nojo, mas consegui retirar alguma coisa dessas tantas chamadas que fiz, até mesmo como não ser se alguma outra pessoa como eu me contactasse no futuro.

Curiosamente, isto de falar com outros fiz antes para uma outra ideia de negócio que acabei por desistir e, vejo agora, foi boa decisão. Lição: falar com profissionais da área é fundamental.

Muito importante: pessoas que não sabem ouvir os outros, que não suportam ser contrariados, esqueçam a ideia de criar negócio próprio. Isso é dinamite. Eu estou sempre, constantemente, a ouvir, a pedir opiniões, a ler comentários, a vasculhar, a fazer perguntas. Quando faço sair novas colecções, geralmente não pergunto às pessoas o que gostam, pergunto o que não gostam e porquê. É fundamental para procurar fazer melhor e evoluir.

Godspeed!


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22.3.16

Just saying #7



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Cruzei-me com um ex-namorado


Ontem cruzei-me com antigo namorado. Olhando para trás, não posso dizer que ele tenha sido espectacular para mim. Racionalmente devia desejar hemorróidas vitalícias e corrimento peniano a quem acabou uma relação por telefone enquanto estava a caminho de casa dele para irmos ao cinema que ele sugeriu. Não soube ver na altura, mas mais tarde soube ver que nunca gostou de mim. E não se pode obrigar alguém a gostar, não lhe levo a mal. Olhando para trás, fico mais zangada pela fingida enchente de esperanças que me enganou do que com o facto de não se poderem criar sentimentos onde não os há.

E ontem, tantos anos depois, quando ia a sair do ginásio, suada, porca, feia, de fita na cabeça e cabelo colado, deparei-me à porta com uma tempestade de chuva e granizo. Saí junto ao prédio para me proteger da chuva, passei encostada às janelas de vidro que dão para o interior do ginásio, olhei para dentro por acaso e lá estava ele, vestido de fato numa mesa falando com outro homem, este de costas para mim.

O gajo não envelheceu um ano. Nada! Está igual!

Olhei, ele olhou e voltou a virar a cara. Não sei se quis fingir que não me viu ou se viu alguém, uma pessoa, e virou a cara, não percebendo que era eu. É possível.

Ao olhar, depois de constatar que não havia uma ruga ou uma pele pior a somar idade, pensei com surpresa: "olha quem é!". Noutros tempos haviam de me tremer as pernas dos nervos, o coração disparava ameaçando um enfarte, começava a ficar indisposta e os intestinos a querer mandar a matéria toda para fora. Noutros tempos, imediatamente pegaria no telefone para ligar à Li ou à Kiki em modo parvo-sem-inteligência: "o que é que eu faço??!", esperando das minhas amigas sábias recomendações que seriam altamente bem sucedidas.

Noutros tempos, fugiria dali para me recompor da surpresa e depois de respirar fundo, havia de me colocar a jeito de ser vista e forçar um encontro. Quem saberia o que poderia sair dali? Talvez a surpresa do encontro provocasse uma conversa, depois um telefonema, depois quem sabe um jantar. Bem vistas as coisas, tudo para reatar uma relação que nunca me fez particularmente feliz, mas com a eterna esperança do "agora é que vai ser!". A esperança nunca foi amiga das desilusões amorosas, anda de braço dado com a burrice.

Esquemas e mais esquemas. Depois crescemos. Ou melhor, umas pessoas crescem e aprendem com os erros, outras ficam sempre na mesma. As que crescem, passam a valorizar quem valoriza, deixam de querer apenas agradar para serem o que o esperam delas, passando a ser elas próprias, com todos os defeitos e sem medo de os mostrar.

Tenho pena que não me tenha visto ou fingido que não me viu, gostava mesmo de lhe perguntar o que é feito, onde está a trabalhar, se casou e tem filhos, onde tem andado estes oito ou nove anos em que mais nada soube dele depois de ir trabalhar para a Ásia. Genuinamente, gostava de saber dele e de coração, desejar-lhe que todos os objectivos e ambições se concretizem.

Por mal ou por bem, todos os namorados que me fizeram sofrer trouxeram-me aonde estou: segura de mim, das minhas coisas, dos meus projectos, sem aturar merdas de alma alguma e com uma pessoa que não poderia ter mais a ver comigo. Ah, os trintas são tão melhores que os vintes, somos tão mais sábias.

O sofrimento amoroso pode deixar-nos de rastos. A mim deixou, vezes seguidas. Sempre ouvi dizer que "tudo passa" e estas respostas de suposto conforto caiam-me como tijolos no peito atirados à força bruta. Ninguém percebia como me sentia ou eu não me conseguia explicar. Para mim o mundo tinha acabado, nunca mais ia ser feliz quando, se soubesse, ainda nem sequer tinha encontrado o melhor da felicidade a dois.

É incrível como há pessoas que nos magoaram tanto que depois do tempo passar deixam em nós um que é feito de ti?, acompanhado de um sorriso genuíno, de um conta-me que andas a fazer da vida!, tudo regado a um interesse verdadeiro de saber, de dar dois dedos de conversa e um beijinho.

E depois disso, voltar a casa, àquilo que me preenche e rir no elevador lembrando o que sofri por merdas que não valiam a pena. Tudo passa mesmo. E não só passa como se torna indiferente. Mas leva o seu tempo. Por isso, quando disserem a alguém que um desgosto passa, digam também que o tempo demora, mas é implacável.




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21.3.16

I love style #11



Completamente o meu estilo. Quero esta camisola!


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Sobreviver a um acidente de avião




Sou uma grande fã dos TED Talks, aprende-se imenso. Este, de um sobrevivente do acidente de avião que acabou numa amaragem no Rio Hudson em NYC, sem mortos para contar, tocou-me especialmente. 

Não tenho esse grande goal dos filhos, de ser uma mãe excelente, é aliás um tema desinteressante para mim. Mas o viver, o aproveitar enquanto estamos cá, a nossa relação com os outros, o dia-a-dia que nos consome e adia tantos encontros, poderemos viver isso tudo de maneira diferente por vontade própria ou temos de chegar a uma situação limite de vida que nos transforme para sempre?


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17.3.16

Sopa de couve flor




Adoro couve-flor na sopa. Dá uma textura muito macia, tão parecida com batata que ninguém precisa de colocar batata na sopa e contribuir para a engorda.

Receita para 5 litros de sopa:

1 couve-flor grande (com talos)
3 cebolas
1 courgette grande
1 couve coração pequena
2 talos de alho-francês (só a parte branca)
azeite
sal

Refogar as cebolas e o alho francês em rodelas com um fio de azeite e meio copo de água. Adicionar os restantes legumes lavados e cortados.

Cobrir os legumes com água a ferver, deixar ferver cerca de 15 a 20 minutos a partir do momento em que começa a borbulhar. Desligar o lume, deixar repousar com a tampa fechada uns 30 minutos, bater muito bem com a varinha mágica e adicionar sal a gosto.

Na hora de servir, polvilhe a sopa com noz moscada, é um casamento maravilhoso com esta sopa.

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ZARA geek



Brutal toda esta tecnologia atrás de cada peça de roupa que compramos na ZARA.


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16.3.16

Fiesta!



Dia 17 de Março, das 19H às 22H
Hotel Evolution
Praça Duque de Saldanha, nº 4
Tudo sobre o evento aqui


A It's About Passion, a loja onde a minha marca ROS LISBON está à venda, faz três anos e vai dar uma festa aberta ao público.

Nesta festa que tem lugar dia 17 de Março, das 19H às 22H, no Hotel Evolution, no Saldanha em Lisboa (aquele que tem uma mão enorme a segurar o edifício), podem contar com as novas colecções de várias marcas e um sorteio de várias peças da loja.  

A MATRIX L'OREAL também vai estar presente com um BLOW DRY BAR EXPRESS onde poderão arranjar o cabelo for free.

Lá vos espero ao fim do dia!



Joalharia da Joana Mota Capitão



Estas minhas argolas da Joana Mota Capitão e que tem arrancado muitos suspiros.




A MAHRLA vai ter a nova colecção




A Jersey Company também apresenta os novos modelos

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I love home style #7



Adoro os tons pastel, mas mudava aqui muita coisa, nomeadamente os candeeiros e alguma da roupa de cama eram para incendiar.

Mas o banco, o banco art deco, era já para casa.


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14.3.16

Ver e ser visto




Tenho um blogue que não sinto que seja a última coca-cola do deserto mas já apresenta alguns números, não me considero figura pública como dizem alguns leitores (what?), importante sou é lá em casa e não corro a todos os eventos para onde pingam convites sendo que, acreditem, tendo um blogue há todos os dias convites na caixa de email. Uma pessoa podia ter agenda cheia só com convites e alimentar-se em pequenos-almoços, almoços, lanches e alguns jantares com os caterings dos eventos. 

Foi do acaso, nunca trabalhei nesse sentido, mas sei que o blogue me deu a oportunidade de lançar a minha marca, que aproveitei, mas não sinto que me tenha mudado como pessoa. O blogue fará 10 anos em Dezembro e sinto que continuo a mesma. Não me subiu nenhum sucesso à cabeça, não quis pertencer a nenhum grupo em particular, não me quis misturar, fugi de fotografias, não me escusei a responder mal quando era merecido sob pena de perder leitores, fiz sempre só e apenas aquilo que tinha vontade de fazer.

Há dias fui convidada por uma marca de telemóveis para ir à Moda Lisboa. Agradeci o convite, declinei, expliquei e desejei votos de sucesso. A verdade é que eu, tendo um blogue e gostando de trapinhos, nunca fui à Moda Lisboa. Nunca. E em momento algum me considerei entendida de moda. Apenas gosto muito da área.

Se por um lado acho que faço mal, pois poderia conhecer pessoas e fazer contactos interessantes, por outro sou um bicho do mato, eu gosto é do sossego do lar e de festas com os amigos. Um dia irei, não sei quando.

E este vídeo é um verdadeiro exemplo do que imagino ser a Moda Lisboa e por isso não me animo a ir: vontade de ver e ser visto, pavonear-se, querer aparecer, mostrar-se o máximo, mostrar-se entendido em algo que claramente não são. Resumindo numa frase, dá-me a sensação que a larga maioria das pessoas que vão à Moda Lisboa são pessoas que querem parecer uma coisa que não são.

E depois, há uma minoria entendida que vai em trabalho ou por gosto, mas devem ser poucos.

Não tenho pachorra para teatros, odeio fazer fretes, não conheço mais de metade do nome dos estilistas, não sei ligar os seus nomes às suas fotografias (embora me possam soar) e gosto é de ver as fotografias dos desfiles na net. Isso sim dá-me prazer.

O Ney Matogrosso sei bem que é um cantor brasileiro, o Stanley Tucci não saberia dizer o nome dele, mas não teria dúvidas em identificá-lo em filmes. Ou seja, por exclusão de partes, eu saberia que não poderiam ser estilistas.

Em relação aos mais vastos temas, quando é que se tornou uma vergonha dizer "não sei, não conheço", em vez de passar por uma vergonha destas?

E é por isto que nunca fui à Moda Lisboa, porque não tenho paciência para o faz de conta. Seria giro socializar com quem percebe e aprender algumas coisa, ou falar com curiosos que tenham algo a acrescentar ainda que não dominem tudo. Ir para me deparar com um cenário "quero que pensem que sou entendida e o máximo do trendy e do cool sem perceber uma pontinha disto" parece-me uma seca dos diabos.

Nem consigo rir com o vídeo. Juro que tenho pena de pessoas que não se bastam a si próprias. Deve ser uma infelicidade fazer um esforço hercúleo na tentativa de mostrar uma coisa que não se é, chegar a casa, despir a máscara e deixar para trás um rasto de mentiras. Pior, já todos conhecemos o ditado: mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.

E tão triste como uma vida de mentira é esse batom da morte. Parem de usar esses batons roxo/lilás que parecem uns cadáveres. Se há coisa que percebo de modas e que nem tudo é que é moda é forçosamente bonito. Será possível que se sintam bonitas com aquela cor quando se olham ao espelho?


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9.3.16

Sandálias rasas, já só falta o calor!



VixeMaria! É nestas coisas que eu vejo os portugueses desesperados por uma nesga de calor, as pessoas já só querem saber de novas colecções, braços à mostra e pés de fora. Como vos compreendo, quando olho para as camisolas quase ponho os dentes de fora.

Ontem à noite publiquei uma imagem das CARMINHO no instagram, quase um ritual índio para chamar temperaturas mais altas. Mas esta manhã já tinha uma caixa de emails cheia de pedidos de reserva e outras questões. Respondendo a algumas perguntas e acabando com o efeito surpresa, estes que apresento são todos os modelos rasos da colecção SS2016. São três modelos com duas versões cada, fazendo seis referências.

O preço dos modelos rasos mantém-se o mesmo em relação aos anos anteriores, PVP 75€.

Existirão ainda mais modelos de plataforma e de salto alto, mas rasos, para as pessoas que perguntaram, estes são os existentes.

Os modelos serão lançados no site na semana que vem, faltam apenas uns dias, mas para quem quer os pedidos já podem avançar (info@roslisbon.com). 

E é aguardar que a temperatura suba, que eu já pedi, já fiz danças, já desesperei e nada.


CARMINHO Turquoise e CARMINHO Gold



CONSTANÇA II e CONSTANÇA I



VALENTINA Flat Black



VALENTINA Flat Nude


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7.3.16

Porque sim


Está a cidade em polvorosa porque o Jamaica, o Tokyo e o Europa, conhecidas e muito antigas discotecas de Lisboa, no Cais do Sodré, vão fechar. É um "não há direito" que vou lendo nas redes sociais que não me faz sentido nenhum.

Confesso que nunca fui habitué dos espaços, pelo que não sinto da mesma forma, devastada, mas percebo o sentimento de pena. Fiz parte daquilo a que chamo de "os anos de ouro" da Kapital, não havia nada como aquela discoteca, representou uma óptima fase da minha vida (e de tantas outras pessoas da minha geração) e tenho pena que tenha acabado. Mas é só pena, pelo simbolismo que carregava, pelas histórias que aquele espaço poderia contar, pelas gargalhadas que poderia mostrar. Sei perfeitamente que a Kapital daquele tempo não poderia voltar nunca mais e se o espaço abrisse, a frequência seria outra, a minha geração não estaria lá para ver.

Aqueles edifícios do Jamaica, o Tokyo e o Europa são uma obra curiosa. Ficamos a olhar e não percebemos como ainda não ruíram. Parece que estão presos por um fio. É desde o ano passado ou há dois anos, a zona trendy de Lisboa, pintaram a rua de cor-de-rosa, passaram a chamar de Rua Cor-de-Rosa, ficou francamente giro e animado. Mas temos de ser honestos, há edifícios presos por uma linha de costura. De tal forma que em 2011, um (ou dois) desses edifícios tiveram de fechar por uns tempos devido ao risco de derrocada. Explicando de melhor forma: está tudo podre!

E é isto que querem que se mantenha, quem sabe até ruir de vez um dia, não sei quantos mortos e soterrados a abrir telejornais e aí era um "aquilo já devia ter fechado há que tempos". As condições são tão más, tudo tão velho, que lembro-me de uma noite no Jamaica (?) onde estava tanta gente, tanto calor, que se criavam vapores e pingava do tecto, como se estivesse a pingar do andar de cima. Além de desagradável, é uma coisa porca.

Mas mais do que isso, não compreendo a ira ao género "este é um direito que me assiste, tem de se manter aberto", por um imóvel que quem o tem, naturalmente pretende rentabilizar. Ou seja, se cada um destes lamentadores fossem proprietários de um prédio em Lisboa, numa zona que vale cada vez mais, onde existe uma discoteca de onde recebem 200€ de renda, vão manter tudo como está até cair para que os lisboetas não morram de pena? Ou aceitam a oferta de um hotel, vê o edifício reabilitado e ganha umas massas?

Foi a mesma coisa com o cinema Londres. Ninguém escolhia ver filmes numa sala tão antiquada com oferta mais moderna espalhada pela cidade. Perante o anúncio de se transformar numa loja de chineses foi um "ai, Jesus!", já todos queriam ir ali ao cinema, uma sala que o dono naturalmente queria rentabilizar. Logo depois do choque, os lisboetas esqueceram, já não se fala nisso.

O Jamaica, o Tokyo e o Europa não são a mesma coisa que os cinemas Londres, às moscas, estes têm clientela, mas queriam acabar uma noite soterrados? Olhando para aqueles prédios não dava mesmo para perceber que um dia (que estaria para breve) aquilo acabaria fechado? E não terão os donos dos imóveis direito à oportunidade de ganhar umas massas em vez de ficar sem nada e agradar à clientela dos espaços?

Eu percebo o sentimento de pena, às vezes há tristeza na mudança, perceber que estamos a ficar velhos, que as coisas que gostávamos já não são como eram antes, isso tudo é uma tristeza. Mas depois temos de distinguir o certo do errado e o que "tem de ser" do "não havia necessidade".

Também deve ter sido um desgosto para os meus pais quando os míticos AdLib e o Bananas (de que tanto ouvi falar) fecharam. E a vida continuou, os espaços deram lugar a óptimas memórias.




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3.3.16

Cientificamente, quem são os trolls da internet?




"People who enjoy the pain of others".
E isso diz tudo.

Vídeo aqui.

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2.3.16

Estereótipo: a senhora que limpa a casa de cada um de nós I


A senhora das limpezas é aquela pessoa que em segredo coloca à prova a resistência de um casal. É aquela pessoa que esconde artigos vários da casa, arrumando-os em lugares onde esses artigos nunca estiveram - em tempo algum! - obrigando o casal a viver em tensão crescente à procura do artigo desaparecido.

Isto tem particular interesse no final da semana, consumidos pelo cansaço, a bufar de sono, a odiar necessidade de ter de preparar o jantar por obrigação, sem vontade alguma, com a paciência a bater nos mínimos, qual bateria de telemóvel que se chora por energia.

- Onde está a escova das batatas doces, DEITASTE FORA?
- NÃO MEXI EM NADA!
- MEXESTE! Ela está sempre aqui!
- NÃO MEXI!

A tensão é crescente no casal e a vontade de bater com a porta com o desabafo "este casamento não dá mais, sem escova de batatas não dá!", nasce à flor da pele.

Enquanto um dos membros do casal esfrega os testículos até fazer sangue aguardando na sala por um programa de futebol, a outra parte que compõe o casal tem as costas a pegar fogo e olha doucement para o set de facas de sushi oferecido pelo sogro.

Faz parte do processo terapêutico "casal à prova" orquestrado pela senhora que limpa a casa, provocar um acesso de nervos com "milagres e desaparecimentos", tudo com o objectivo de esta ganhar uma aposta acordada com outras colegas de trabalho, lá do bairro. Todo este plano de tensão visa saber quem do casal foi o primeiro a segurar uma naifa e a desferir um golpe fatal, uma adivinha onde foram apostadas algumas poucas poupanças da senhora de limpeza.

Enquanto isso, o casal, na sua inocência, vai-se culpando mutuamente pelo desaparecimento da escova de batatas doces. E toda a gente sabe, sem escova ninguém consegue tirar a terra das batatas doces.

Gavetas a bater umas nas outras, cabelos no ar, "onde anda aquela merda??!", portas de armários aos estalos, mulher em fúria, homem começa a sangrar de um testículo de tanto coçar, mas é ela quem encontra a escova de uso culinário sumida, sem que nenhum dos membros do casal tenha chegado a morrer, perdendo-se assim um grande furo televisivo na CMTV.

Encontre a sua escova de escovar legumes juntos à graxa de sapatos. Onde nunca esteve.




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1.3.16

Um dia mato este gajo #62


É de manhã e eu odeio manhãs.

Homem dirige-se para a cabine de duche, despe-se, começa aos saltos despido, agitando os boxers no ar:

- EU QUERO VER O SPORTING CAMPEÃO...!!! 

Uma visão do demo, filhas.
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© A Maçã de Eva

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