24.4.17

A mala do bebé para sair à rua



Ter um blogue ensinou-me que há leitoras que reparam em coisas que nunca me passaria pela cabeça que reparassem. Perdi a conta às mensagem que recebi perguntando o que era e onde se adquiria a peça onde penduro a mala no carrinho.



Ora, a peça é um mosquetão, usa-se para fazer escalada e encontram na Decathlon muita variedade. O preço ronda os 5€.

Já a mala é da Bioderma e recomendo. Tem bom tamanho, é a mala que uso para abastecer com tudo o que é preciso quando saímos de casa, está cheia de divisórias, é gira, prática, só boas razões para comprar. Vende-se nas farmácias, parafarmácias e semelhantes, custa cerca de 40€ e vem já com com cinco produtos de bebé:

ABCDerm Gel Moussant
ABCDerm Leite Hidratante
ABCDerm Cold-Cream (creme de rosto)
ABCDerm H2O (limpo a cara da herdeira com esta água micelar todas as manhãs)
ABCDerm Change Intensif (o creme de rabos mais fácil de espalhar)

Tenho usado os produtos da Bioderma, gosto do cheiro, zero alergias a reportar, estou satisfeita!


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Caril de frango e cogumelos



A foto não é minha, mas o caril desta receita fica com este aspecto.

Existem mil maneiras de cozinhar um caril, eu própria tenho várias versões, esta é uma delas.

Adoro caril, seja de frango, de gambas, vegetariano ou outras versões, podem escolher e servir.

3 peitinhos de frango
8 pernas de frango
2 embalagens de cogumelos inteiros
2 cebolas
2 dentes de alho
2 maçãs golden
2 pacotinhos de leite de côco
leite magro ou iogurte natural
vinho branco
azeite
sal, caril, gengibre, açafrão das índias, coentros moídos, sumo de limão


1. Tirar gorduras dos peitinhos e cortar em cubos bem grandes.

2. Tirar a pele das pernas de frango (colocar os dedos debaixo da pele, fazer deslizar e cortar junto ao osso).

3. Temperar as pernas e os peitinhos em tigelas separadas com sal, sumo de limão, caril, gengibre, açafrão das índias e coentros moídos. Deixar a absorver temperos por duas horas. Se tiverem uma tigela de metal ou de vidro, melhor, pois  caril tende a manchar os plásticos.

4. Picar as cebolas e o alho, descascar as maçãs, cortar aos cubos e refogar.

5. Juntar os peitinhos e as pernas de frango e fritar no refogado. Quando tiverem boa cor, deite um golpe generoso de vinho branco e deixe cozinhar mais um pouco.

6. Quando o frango estiver cozinhado, retire da panela para uma tigela.

7. Adicionar à panela o leite de côco, deixar ferver 3 minutos, desligar o lume e bater tudo com a varinha mágica até fazer um creme bem suave.

8. Deitar na panela o frango e os cogumelos lavados e cortados em quartos. Acrescentar um pouco de sal mais uma colher de chá de pó de caril e deixar ferver em lume brando, com a panela meia tapada, durante 30 minutos.

9. Se o molho ficar muito espesso acrescente leite magro; se estiver muito líquido pode optar por iogurte natural.


Acompanhe com arroz basmati e uma salada de tomate e pepino cortada em cubos pequenos para ir cortando os sabores mais fortes. Há quem sirva também com banana em rodelas. É divinal!

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19.4.17

Ignorância assassina

Nota antes do apedrejamento: o meu texto não é dirigido aos pais da adolescente que infelizmente deu notícia (o que explico mas nem todos sabem ler). É dirigido aos grupos antivacinas em geral. Escrevi no post "partindo do princípio que a notícia esta correcta". Parecia que adivinhava, aparentemente a adolescente não podia ser vacinada, mas no limite ela veio a falecer porque alguém que podia ser vacinado não o foi. Se quem puder ser vacinado receber a vacinação prevista, os que não podem ser vacinados estarão mais a salvo. Não completamente, mas mais a salvo. Sim, o texto é bruto. É e propósito, para mexer com as pessoas.


Talvez possa parecer insensível da minha parte, pois a rapariga de 17 anos contagiada com sarampo ainda hoje morreu e a sua mãe antivacinas estará a passar por um desgosto inenarrável, mas quando sei destes casos fatais (que cada vez mais vezes dão notícia nos últimos anos e partindo do princípio que esta notícia está correcta), sinto que existiria em mim um macabro e obsceno prazer em perguntar aos pais destes filhos acabados de morrer: «então? Se pudesses voltar atrás no tempo, vacinavas ou não? Se ontem te dissessem "se não vacinares hoje, amanhã está morta", vacinavas ou não?». Não há nada como um choque de realidade cruel para fazer repensar as opções.

Caramba, não se morria de sarampo em Portugal há 23 anos. Era preciso uma criatura antivacinas impor a sua ignorância para inverter esta tendência de erradicação da doença, fazer custar uma vida e conseguir uma proeza destas.

Assumo, odeio pessoas antivacinas. Confesso que me dão calores nas costas e vontade de lhes ir à tromba. Há liberdades que não consigo respeitar e esta é uma delas. Nunca conheci uma pessoa capaz de não respeitar o plano nacional de vacinação, mas quase existe em mim um desejo de encontrar uma pessoa destas num jantar, numa festa, ouvi-los pavonearem-se na sua ignorância para poder publicamente de chamá-los de estúpidos.

Uma das coisas que mais me irrita neste grupo de ignorantes é a forma como se penduram nos outros. Aquele argumento de que os filhos nunca ficaram doentes ou que não conhecem nenhuma criança que tenha adquirido esta ou aquela doença, isso acontece porque a maior parte da população está vacinada. Ou seja, os filhos destes ignorantes muitas vezes estão a salvo porque a minha filha está vacinada e, de ignorantes que são, não se lembram disso.

Historicamente, façamos uma viagem no tempo: a peste negra. Aquilo era cada tiro, cada melro. Covas a serem preenchidas, umas atrás das outras. Se em Portugal as doenças estivessem sujeitas a enorme taxa de contágio e de mortalidade como neste tempo (em que não havia vacinas), estas criaturas optariam por vacinar? Eu acredito profundamente que o à vontade com que não o fazem está ligado (talvez no subconsciente) ao facto de a maioria estar vacinada. E isso é de um egoísmo e de uma ousadia para a qual me faltam as palavras.

Se a teoria de que "as vacinas fazem mal" já é irritante, a teoria da conspiração contra as farmacêuticas por serem máquinas de fazerem dinheiro, entra no domínio do "eu vou-te à tromba". A mim não me interessa se uma vacina custa 100€ e dou a ganhar dinheiro a um gigante da farmácia, se isso salvar a vida da minha filha. Aliás, peguem nesses 100€, façam investigação e encontrem mais curas para doenças ainda incuráveis, pois a última coisa que me incomoda é que alguém faça muito dinheiro. Não penso nisso.

A semana passada levei a herdeira ao médico que dedicou parte da consulta para falar de vacinas. Ele ainda não tinha começado a dar a informação do que havia e não havia, do que fazia parte e não fazia parte do plano de vacinação nacional e eu já pensava para mim mesma: "quero tudo". Perguntou-nos se a Carmencita ia para um infantário, quando respondi que ia ficar em casa pelo menos até aos dois anos o médico quase deu urros de contentamento e repetia: "isso é óptimo, isso é óptimo!".

Mas também não atribuo todas as culpas aos tontos "as vacinas fazem mal", é preciso que o Ministério da Saúde tenha capacidade de resposta. Quando estava grávida desunhei-me para encontrar a vacina da tosse convulsa. Não existia em lado nenhum! Era uma recomendação da minha médica obstetra e da Direcção Geral de Saúde (por serem cada vez mais os casos nos últimos meses) sugestão que acatei de imediato. A tosse convulsa num bebé recém-nascido pode facilmente matar. Mais impressionada fiquei quando a Catarina Beato, autora do blogue Dias de uma Princesa, teve de ver a filha de meses internada no hospital exactamente por tosse convulsa. Aquela coisa de pensar que só acontece aos outros, afinal viu-se próxima de todos nós.

Estive em lista de espera para a vacina da tosse convulsa em contra-relógio por apenas poder recebê-la até às 36 semanas de gravidez. Tinha o meu nome no Centro de Saúde e em cinco farmácias diferentes. De cada vez que passava por uma farmácia, encostava o carro (às vezes em segunda fila), entrava a correr e perguntava se tinham a vacina disponível. Estive perto de dois meses nisto quando num dia consegui a vacina ao tentar a minha sorte numa farmácia ao calhas. No dia seguinte, ironia do destino, o Centro de Saúde já tinha a vacina disponível para mim. Por essa altura tinha sido contactada por uma leitora também grávida e desesperada à procura da vacina. Combinámos numa bomba de gasolina, dei-lhe a vacina que tinha conseguido comprar e recebi a minha no Centro de Saúde.

Há dois dias uma amiga escreveu no facebook que tinha ido ao Centro de Saúde com a filha de seis meses para receber duas vacinas e saiu de lá só com uma. A enfermeira respondeu que não tinham, sugeriu que a mãe fosse consultando as notícias ou ligando, pois não havia previsão de chegada. Se existe um plano nacional de vacinação, ele deve ser cumprido. Vá, aceito que digam "não temos hoje, venha amanhã", mas é inaceitável que não exista sequer previsão e o tempo vá passando.

Morrer de sarampo em 2017 e num país ocidental é uma coisa absolutamente ridícula. E perdoem-me a dureza das minhas palavras: a culpa é dos pais que não vacinam os filhos. Com esta ideia brilhante de uns, pagam outros. Eu atribuo sem sombra de dúvida a culpa aos pais que optam pela não vacinação e morro de pena pelas vidas interrompidas e do sofrimento a que foram sujeitas as crianças que tão má sorte tiveram nos pais que lhes tocaram. Esta miúda morreu de uma cadeia longa de contágio porque houve quem não vacinasse.

No meu tempo quando ia para a escola tinha de mostrar o boletim de vacinas. O plano nacional de vacinação devia ser obrigatório, a rejeição devia ser punível por lei, e cada criança que não mostrasse um boletim de vacinas impecável e cumprido a rigor deveria ter a entrada na escola suspensa e a denúncia a uma entidade de saúde qualquer capaz de fazer o policiamento destes casos.

Estou-me nas tintas para os pais antivacinas. Não, não lhes dou liberdade de acreditarem no que entenderem quanto a esta matéria. A ignorância destes pais é o risco da minha filha e isso para mim não é negociável. Em alternativa podem ir viver para uma ilha, isolados do mundo num modo natura que tanto apreciam.

Despeço-me de todos os ignorantes antivacinas com votos de um bom funeral e um bom enterro para os vossos filhos, esperando que nunca se cruzem com as pessoas de quem gosto.












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17.4.17

Gravidez: a decisão de contar aos outros

Salvo excepções, geralmente quando uma mulher sabe que está grávida tem pouco mais de um ou dois meses de gestação. Infelizmente muita coisa pode acontecer, as 12 semanas marcam a passagem para um período de maior segurança, mas são muitas as gravidezes que ficam pelo caminho. Os abortos espontâneos no primeiro trimestre são mais comuns do que se imagina.

Por este motivo muitos casais hesitam: anunciar a boa nova a amigos e família ou guardar segredo até passar a “barreira de segurança”? Ou ainda, anunciar apenas às pessoas mais próximas?

Comigo foi muito simples: de teste de gravidez positivo na mão, ameacei logo o pai da criança. Nada como deixar bem claro e sem margem para enganos qual era a minha vontade (e quem manda é a grávida). Por ele, bem sei, corria-se imediatamente o mundo com a boa nova e eu tinha apenas um mês de gravidez. Mas para mim nem pensar, estava fora de questão, embora no meu caso nada tivesse a ver com receios de que algo pudesse correr mal. Na verdade, nunca me senti melindrada que alguma coisa pudesse correr mal, estive sempre confiante e com um espírito muito positivo, esses medos nunca ocuparam espaço na minha cabeça.

O meu problema eram as pessoas que, por melhores intenções que tenham, não conseguem aguentar. Dizem sempre a A ou a B “mas não digas nada que te contei e não contes que eles não querem que se saiba!”. E assim vai de boca em boca e todo o mundo sabe. Esqueçam, não há capacidade para segredos! Quando souber a primeira pessoa é muito provável que se alastre. São notícias boas, deixam as pessoas contentes (a maioria das vezes) e é mais forte do que elas, não conseguem guardar.

E qual é o problema de se saber? São os palpites e conselhos que se multiplicam que, acreditem em mim (até estou a revirar os olhos), é esgotante, desnecessário e sobretudo, muito, mas muito chato. As pessoas em geral ainda não compreenderam que se uma grávida quiser conselhos, ela pede. Se não pedir é porque não quer.

Além de querer poupar a minha paciência, quis viver esta fase a dois o máximo que pudesse esticar no tempo. A gravidez era nossa, o bebé era só nosso e de mais ninguém. Apenas a médica obstetra sabia. Aos três meses de gravidez andava na praia com a minha mãe e as minhas irmãs, nunca repararam em nada. Felizmente demorei a ter barriga o que me permitiu guardar o segredo por mais tempo.

Só aos quatro meses revelei a novidade, mais porque queria contar a algumas pessoas e começar a escrever sobre o assunto. Então, se era para contar a uns, mais valia espalhar a notícia, era certo que não ia ficar em segredo muito tempo, sobretudo quando a grávida era eu, coisa que ninguém no mundo conseguia acreditar que algum dia viesse a acontecer dado o meu gosto por crianças.

E claro, assim que se fez o anúncio ao mundo, logo brotaram listas do que tinha de fazer e o que tinha de tomar. Há um mundo de portugueses com espírito médico e receituário na mão prontos a ditar que vitaminas deve tomar uma grávida. E eu não tenho paciência, desculpem. Eu sei que a intenção é boa, mas as pessoas não colaboram.

A somar aos conselhos, surgiram chamadas e SMS de pessoas a quem não comunicámos a boa nova. Em menos de 24H a novidade já estava fora do país. Eu não digo que as pessoas não aguentam?


Crónica publicada na página Universo do Bebé by Continente, aqui.


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13.4.17

Gostei e comprei #42




T-shirt cinza com folhos, H&M
Calças cor-de-rosa, ZARA, refª 2084003
Mala, ROS LISBON
Ténis cor-de-rosa, ROS LISBON
Jeans, ZARA (antigos)
Ténis cobra, ROS LISBON
Capa de telemóvel, MANGO (antiga)


Estive tanto tempo sem fazer compras (e apetecia-me tanto!) que agora ando em modo doida, tenho de me controlar.

Mas não resisti a esta t-shirt que encontrei na H&M e imediatamente me fez pensar: isto tem a minha cara! Aqueles folhinhos nas mangas são um xuxu, tinha o nice price de 14,90€, o algodão é simpático e comprei um tamanho S. Infelizmente não encontro o modelito online para poder deixar um link.

Outra aquisição foram as calças cor-de-rosa da ZARA, curtas e largueironas, têm elástico na cintura e ainda um laço. O tecido também é muito agradável, o preço de 20€ maravilhoso, existe em várias cores (da qual só me lembro do cinzento) e comprei um M. Também não encontro na loja online para poder deixar o link.

Os ténis PAM da ROS LISBON, quer a versão Pitonato em cor-de-rosa, quer os Snake, não têm saído dos meus pés. Gosto tanto deles que podia dormir calçada!


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12.4.17

Um dia mato este gajo #86


No seguimento deste texto em que referi as redundâncias masculinas capazes de retirar a paciência a uma grávida, verifiquei esta madrugada que o problema continua pós-gravidez.

Eram 4H da matina, tinha acabado de alimentar a cria, o candeeiro da minha mesa de cabeceira estava na luz mínima, eu endireitava algumas fraldas ao lado da cama quando o homem desceu da estratosfera do sono e perguntou:

- O que estás a limpar?

Santa paciência, eu não estava a limpar nada. Mas alinhei na ironia.

- Vidros. Estou a limpar vidros!
- A esta hora...??!

Ai, mãe...
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10.4.17

Gravidez: saber o sexo logo às oito semanas

Quando escrevi no blogue que para saber se ia ter um rapaz ou uma rapariga fiz um teste de sangue, percebi que muitas mulheres não sabiam que tal existia. Não existe há muitos anos, é verdade, mas o teste chama-se "teste de determinação de sexo fetal", é feito em vários laboratórios, mas aviso que ronda os 100€.

Para fazer este teste é preciso ter oito semanas ecográficas, o que pode não corresponder às nossas contas. Portanto, temos de nos guiar pelo que o médico dita a partir da ecografia e não as contas pessoais. A partir das oito semanas ecográficas o teste dá uma taxa de certeza de 99%, mais ou menos como nos testes de ADN.

Mas não funciona para todas as mulheres. O teste não deve ser feito por quem possa ter recebido em algum momento da vida uma transfusão de sangue ou um transplante que, na eventualidade de ter sido um dador masculino, o teste vai dar um resultado errado.

Este exame funciona por exclusão de partes. A mulher grávida de um rapaz tem cromossomas Y a circular no sangue (que desaparecem algumas horas após o parto). Por exclusão de partes, a mulher grávida que não tem cromossomas Y, estará então grávida de uma rapariga. No entanto, quando são gémeos, a presença do cromossoma Y indica que pelo menos um deles será rapaz (embora possam ser ambos) e a total ausência do cromossoma Y indica que são duas raparigas. Pode parecer complicado, mas é simples!

Eu não estava disposta a esperar por ecografias, dava-me uma coisa! Aliás, quando fiz o teste de gravidez se pudesse ia a correr saber o sexo. Aqueles cenários em que aos três meses ainda não sabe o sexo ou não se tem a certeza, saltitando entre um palpite e outro, essa indecisão não dava para mim.

Queria tanto uma rapariga que me convenci que não ia acontecer, não ia ter sorte. Achava altamente improvável, eram desejos a mais. Desde o teste de gravidez procurei mentalizar-me que iria ter um rapaz.

Concluídas as oito semanas ecográficas, uns cinco dias depois de ter tirado sangue para o efeito, ligaram-me do laboratório e o meu coração disparou. Estava por segundos de saber o sexo do bebé! Feita a introdução da chamada e todas as explicações, suspirei, fechei os olhos e pedi então que me dissessem o resultado.

Estava mentalizada para um rapaz, mas ouvi: «o resultado é "sexo feminino", uma menina».

Abri os olhos como se me tivessem beliscado. Teria ouvido mal? Pedi para repetir e a senhora confirmou. Eu devia ter a voz mais feliz do mundo, tapei a boca com a mão tal era a surpresa. E eu que até ali não tinha sentido qualquer alteração emocional provocada pela gravidez, chorei de tão feliz que fiquei. Morro de vergonha de admitir isto, logo eu sempre tão fria e rija, mas aconteceu.

Ainda não tinha chegado aos três meses de gravidez e eu já sabia o sexo do meu bebé. Umas semanas depois, em ecografia, por curiosidade perguntei à médica se conseguia ver o sexo. Sem certezas, a médica deu um palpite para rapaz. Já me enganava se não tivesse feito o teste! Ainda bem que o fiz, para mim foi dinheiro bem gasto.


Crónica publicada na página Universo do Bebé by Continente, aqui.


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7.4.17

Amélia



Uma das coisas que muda depois de ter filhos é a forma como vemos o sofrimento de crianças de outras realidades longe da nossa. Não é que antes não sentisse, mas agora é diferente, é o sentimento de pensar "podia ser a minha filha" e nada poder fazer.

Os vídeos do ataque com gás sarin na Síria, o homem agarrado aos filhos gémeos mortos num cruel ataque que lhe matou a mulher, os irmãos, os sobrinhos, basicamente a família inteira, tem-me perseguido nas redes sociais. Passei de ver e lamentar para "eu não consigo ver isto" depois de ter filhos. Parte-me ao meio, não percebo como estas coisas são possíveis nos dias que correm, não percebo que com tanta informação ainda existam lugares onde se vive na idade média.

Vou ainda mais longe, provavelmente numa inocência estúpida e numa utopia inalcançável, não compreendo sequer como é que nos dias que correm ainda se fabricam armas, ainda existem guerras por causa de espaço e outros motivos parvos, quanto mais ataques químicos.

Mas não é só de guerras que vive este sentimento de tristeza, é também de vidas desafortunadas, tão diferentes das nossas sentados no conforto de uma sala, com um computador ou smartphone que custou uma pequena fortuna, a pensar qual é a próxima compra que vamos fazer, enquanto numa realidade diferente da nossa há quem faça uma viagem de oito horas, descalços, num terreno pantanoso (apenas para começar a viagem), tudo para levar ao hospital um filho com cancro. 

Deste lado, apenas 16,50€/mês permitem que esta e outras crianças com cancro consigam transporte para o hospital e receber tratamento durante UM ANO!

 O Projeto Amélia é uma ONG portuguesa que está a trabalhar no Myanmar com a missão de conseguir transportar as cerca de 500 crianças com cancro que ali habitam para o único hospital que as pode salvar.

Eu já contribuí. Desse lado, vamos ficar-nos apenas por sentir pena destas vidas?

Espreite a história da Myo aqui.




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6.4.17

Vidas!


Aproveitamos este tempo de antena para transmitir umas verdades.


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4.4.17

Um dia mato este gajo #85


O PAM é um homem de muita actividade física: ele é musculação, ele é treinos com personal trainer, ele é jogos e torneios de padel com os amiguinhos, todo ele é muito exercício físico.

No fundo tenho inveja de tanta força de vontade que o leva a ser magrinho, a comer tudo o que lhe apetece e a ser alvo de gozação por parte da minha família, em que alguns dizem que não pode carregar a Carmencita ao colo sob risco de se partir ao meio.

Mas regressemos ao padel. Há dias participou de um torneio que durou umas seis horas e chegou a casa com uns prémios simbólicos que devem ter sido fruto de patrocínios: barras de cereais, chocolates, gel de banho e outros artigos de higiene pessoal, nos quais se incluía um elixir oral de chá verde.

No dia seguinte, o homem fala comigo e eu sou projectada para trás.

- Cheiras a quê, por Toutatis??!
- Como assim?
- Cheiras a desinfectante!
- Ah, é o elixir que me deram ontem.
- É HORRÍVEL! 

Pedi-lhe por favor, por todos os santinhos, que deixasse de usar aquilo, mas ele recusa-se com o argumento de que foi oferecido e agora tem de acabar a embalagem. E a embalagem ainda agora começou, camaradas!

O meu homem cheira a desinfectante vaginal para casos bicudos. Da boca.

Nem sou capaz de lhe dar um beijo e assim se estragam as relações, com a mania das poupanças. Para salvar esta relação cabe-me a mim o trabalho de fazer algo pelo nosso amor, deitando elixir no lavatório aos poucos, dia após dia, como se o frasco se gastasse rapidamente.

De certeza que ainda me desentope os canos e queima os cabelos que lá estiverem presos. Ao menos não se perde tudo.

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3.4.17

Ver um teste de gravidez positivo

Da mesma forma que vou para sempre estranhar as mulheres que engravidam sem querer (nunca engravidei por acidente e não tomo a pílula há anos), também estranharei aquelas que levam três meses para descobrir que estão grávidas. É evidente que todas as gravidezes são diferentes, todas as mulheres são diferentes, a sua percepção do corpo não é sempre igual e quando uso o termo “estranheza”, faço-o no sentido de achar uma realidade completamente diferente da minha.

Creio que duas semanas após a concepção comecei a desconfiar que estava grávida, o que se foi intensificando nos dias seguintes. É evidente que ajudou muito o facto de saber que estava a fazer por isso, mas não queria fazer testes de gravidez em vão pelo risco de ser cedo demais e poder resultar num falso negativo.

Acho os testes caros para serem largados à curiosidade no caixote de lixo e ainda ficar a pensar “será mesmo negativo ou ainda não existem hormonas suficientes para o teste de gravidez fazer a leitura?”. Já ouvi falar de mulheres que repetiram não sei quantos testes positivos, esqueçam isso! Se não têm uma condição de saúde particular nem estão a tomar nenhum medicamento que possa “enganar “ o teste de gravidez, não existem falsos positivos.

Na ansiedade da dúvida, para ter a certeza esperei pelo menos até ao dia em que deveria menstruar, ainda que no meu caso não fosse fiável por ser muito irregular.

Estava fora de Lisboa, cheia de dores nas maminhas. Nos últimos dias para virar-me na cama parecia que tinha vidros no peito. Nesse dia estava enjoada como uma pescada. Seria do calor de 40ºC ou mais qualquer coisa?

Ele insistiu e insistiu, estava em pulgas, parámos numa farmácia e comprei um teste, hesitante. De regresso ao hotel, segui as instruções, olhei para o mostrador que dizia para aguardar cinco minutos, mas ao fim de 30 segundos eu já estava a ver um positivo a aparecer. Que nervos! Seria dos meus olhos?

Larguei o teste na bancada do WC, fui para o quarto e aguardámos cinco minutos a fazer conversa de parvos. Concluído o tempo, voltei ao teste e lá estava um evidente positivo. Estava grávida!

Há quem se emocione e largue a chorar (de felicidade ou medo, não sei). Não tivemos nada disso e muito menos fomos invadidos por um sentimento de amor ao bebé, era demasiado cedo para isso. Sorrimos, claro que sim, era uma gravidez planeada, mas o sinal “+” no teste de gravidez funcionou para nós mais como que um aviso, como se nos tivessem dito “organizem as coisas que vem aí um bebé”, não houve nenhuma emoção em particular no que respeita a sentimentos.

Escusado será dizer que uma mulher grávida, depois de fazer o teste não pensa noutra coisa. É um minuto-a-minuto com o cérebro a lembrar "estás grávida!” e mil perguntas a bater na cabeça. Nos dias seguintes, a lembrança de que estamos a guardar um bebé na barriga assalta-nos constantemente.


Crónica publicada na página Universo do Bebé by Continente, aqui.


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2.4.17

1 mês de herdeira



Tinha planeado uma foto com um vestido cor-de-rosa, mas achei um docinho a forma como esta manhã adormeceu na nossa cama. Ficou assim o registo do primeiro mês cumprido.

Algumas mães chegando a esta fase dirão "já?". Eu sou mais o registo "ufa, finalmente!".

Noto melhorias evidentes da primeira quinzena para esta última semana, está menos criatura das cavernas e um bebé mais sociável. Qualquer dia até pode ir connosco a um restaurante!

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29.3.17

I love home style #19











Tenho uma cena por casas de banho assim, cheias de design 


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28.3.17

Um dia mato este gajo #84


Deviam ser umas quatro ou cinco da matina, eu estava em modo zombie. Depois de alimentar a cria, cabia ao PAM pô-la a arrotar. Fez o serviço, devolveu-me a herdeira e o meu faro não perdoou:

- Então a fralda?
- Está suja?
- Não sentes? Cheira a cocó à distância!
- Não sinto. O cocó dela para mim cheira a flores.

Está feito um poeta. Lembrem-me de lhe servir uma fralda ao jantar.
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27.3.17

Como se toma a decisão de engravidar?

Não sei responder, a questão é só um título, uma pergunta à qual podem contribuir com respostas. As realidades devem ser tantas e tão diferentes!

Andei às voltas com o teclado e não me lembro de nenhum dia em particular em que tenha decidido engravidar. Foi mais uma decisão que se foi consolidando no tempo, várias vezes adiada porque “agora não me dá jeito” até chegar o factor idade e ganhar consciência de que nunca é a altura certa. Estávamos quase a meio de 2016, em Janeiro de 2017 faria 38 anos. Sendo que não adoro a ideia de ter filhos únicos e quero duas crianças, acrescido de recomendarem os 40/42 como idade limite, pensei “tem de ser agora”.

Alguns casais tomam a opção de conceber naturalmente sem planos e calendários, não se importando com a ideia de poder levar meses a conseguir. No meu caso parti em missão. Pouco romântico sem dúvida, mais era mais o meu feitio. Se era para cumprir e concretizar não ia ficar à espera que a Natureza e a sorte se cruzassem em determinado dia.

O sexo programado não é a coisa mais interessante do mundo. Há alguma piada nas conversas e SMS que se trocam, do tipo “menino, acho que hoje estou a ovular. Prepara-te para mais logo!”, mas lembro-me de pensar nos casais que têm de o fazer obrigatoriamente programado, com temperaturas e testes, meses ou anos a fio com insucesso. É certamente desgastante.

De App no telemóvel, munida de conhecimentos anteriormente adquiridos sobre a ovulação, observação do muco cervical e conhecendo o meu próprio corpo (coisas que aprendi num curso de saúde feminina), engravidei num instante.

Ao acaso ou em modo missão, qualquer método é válido. Mas cá para mim isto de fazer o espermatozóide chegar ao óvulo de forma matemática pode ser a forma mais rápida de atingir o objectivo.

Crónica publicada na página Universo do Bebé by Continente, aqui.



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23.3.17

Beringelas recheadas



Mamma mia, que refeição tão boa!

Esta receita foi inventada por mim numa mistura de receitas de beringelas recheadas. Agora não sou eu que faço, passei a receita à minha Sirly que executou na perfeição.


Tempero Segredos do Mundo Itália da Margão
4 beringelas
3 tomates
1 pimento verde
1 cebola grande
2 latas de cogumelos laminados 
1 pacote de polpa de tomate com alho
600 gr. de carne picada sem gorduras (300 gr. carne de vaca + 300 gr. frango)
queijo mozzarella ralado ou outro
sal

1. Lavar e cortar as beringelas em metades. Passar a faca no interior, fazendo pequenos golpes, mas sem chegar a cortar a casca. Com ajuda de uma colher retire a polpa e corte em pequenos cubos.

2.  Dispor as metades das beringelas num pirex, temperar com sal e com Segredos do Mundo Itália da Margão. As beringelas tendem a oxidar rapidamente, não tem problema. Levar ao forno durante cerca de 20 min.

3. Picar a cebola, o tomate e o pimento. Deitar tudo numa frigideira bem grande junto com a polpa das beringelas, acrescentar um golpe de azeite e deixar cozinhar cerca de 10 minutos, mexendo bem.

4. Quando achar que a mistura está cozinhada, acrescente a carne picada e rectifique sal. Nota: não compro (nunca!) carne picada embalada nos supermercados. Vou antes a um talho de confiança, peço para picarem carne de vaca e de frango à minha frente, livre de peles e gorduras.

5. Quando a carne estiver cozinhada, acrescente os cogumelos laminados, a polpa de tomate e polvilhe com Segredos do Mundo Itália da Margão em quantidade a gosto.

6. Rechear as beringelas com o preparado e colocar queijo mozarella ralado (ou outro) por cima. Certamente vai sobrar recheio, o que faço é congelar para novas beringelas ou para uma massa.

7. Levar ao forno a 180ºC durante cerca de outros 20 minutos.


Fica divinal, recomendo mesmo. Acompanhado de brócolos salteados ou uma boa salada, fica perfeito!

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22.3.17

Um dia mato este gajo #83


Umas das coisas com que não contava uma vez nascida a herdeira era que o PAM migrasse para outro universo durante a noite. Nas primeiras madrugadas o homem saía da estratosfera, entrava num estado catatónico, ficava totalmente ausente e com dificuldade em dar resposta aos meus pedidos.

Na primeira semana, perante o meu pedido de ajuda para me chegar uma fralda a meio da noite, respondeu-me esta pérola com maus modos:

- NÃO VÊS QUE EU ESTOU A DORMIR??!

A sorte dele é que tenho sentido de humor. E que não guardo rancor. E que não tinha forças para o atirar da cama abaixo.


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21.3.17

Desejo de consumo #19




Ah, o que eu queria ter maminhas reduzidas e poder usar este tipo de peças!

Ando cheia de vontade de fazer uma redução mamária. Queria ser um 34B.
É uma coisa que penso há que tempos, mas a vontade tem sido crescente.

Top de alças daqui.

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20.3.17

Um dia mato este gajo #82


Eu estava ao telefone, em trabalho, quando o PAM passa por mim com a Carmencita nos braços a caminho do quarto dela. Estava em modo "pai perfeito" à conversa com a herdeira, tudo o que um bebé quer, contando histórias de como lhe ia mudar a fralda, o que ela ouvia com muita atenção.

Eu continuava ao telefone com os meus fabricantes.

De repente ouve-se um grito do muda-fraldas:

- ARRRRGH! É UMA PASTA!!!

Presentes para o pai! ❤ Tinham de ver quando mete o nº 2. Só lhe faltam umas pinças para fazer a manobra.





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15.3.17

Mais produtos anti-manchas



Há tempos recomendei aqui uma água micelar e um creme de mãos anti-manchas da linha White Objective da Bioderma. Com o meu post, algumas leitoras recomendaram outros produtos da mesma linha (na partilha e sugestão é que está o ganho), decidi experimentar e não é que gostei também?

O White Objective Moussant vai para o pódio dos meus produtos preferidos da marca. Já não me lembro quem foi a leitora que sugeriu este gel de limpeza esfoliante, mas obrigada! Gostei mesmo, mesmo! Este esfoliante elimina impurezas, sujidade, previne o aparecimento de manchas e ajuda a eliminar as existentes com uma dupla acção esfoliante: com ácido cítrico e com microesferas. Uso-o no duche em todo o rosto e depois aproveito o produto que tenho nas mãos para esfregar a parte de cima dos braços, onde infelizmente tenho algumas manchas. Por motivos que desconheço, coço-me durante a noite, muitas vezes faço pequenas feridas (pontinhos) que depois deixam algumas manchas.

A embalagem parece durar, tem imenso produto e aqui custa cerca de 17€. Mais informações sobre este esfoliante aqui.

O White Objective Sérum e o White Objective Pincel Corrector são produtos completamente virados para o problema das manchas. O primeiro tem Vitamina C, uma acção que reduz os pigmentos de melanina e faz um pequeno peeling. O pincel corrector tem o mesmo efeito nas manchas castanhas mas de forma mais incisiva com um pincel que vai mesmo onde é preciso.  

White Objective Sérum custa cerca de 35€ aqui e o White Objective Pincel Corrector custa cerca de 16€ aqui. Podem consultar mais sobre estes produtos aqui e aqui.


Nota: este não é um post publicitário, recomendo estes dois produtos que tenho usado nos últimos dois meses com satisfação.

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14.3.17

Homens vs mulheres


Da discussão à reconciliação, um retrato da diferença entre homens e mulheres.

Dá-me a sensação que às vezes visto calças.

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13.3.17

Gelados novos: Pizpireto





Este fim-de-semana demos uma volta junto ao rio. Estava um dia de sol espectacular, uma temperatura simpática, tudo convidava a um gelado. Por acaso cruzámo-nos com um negócio de gelados numa mota do qual nunca tinha ouvido falar: a Pizpireto, que podem espreitar aqui e aqui.

O design era interessante, os gelados tinham óptimo aspecto, perante a nossa curiosidade, o rapaz que estava a trabalhar tratou logo de nos abordar e explicar o conceito: gelados de pauzinho com uma percentagem de fruta de 50% a 70%, muito acima dos restantes gelados artesanais, no caso dos gelados de fruta. Depois os outros, versão não-fruta, podem contar com uma textura diferente dada a base de leite. Escusado será dizer, tudo isto corta nas calorias quando comparados com os gelados comuns.

Decidimos experimentar, o PAM escolheu o de morango, eu escolhi o de oreo, 2,50€ cada um.

Óptimos, óptimos, óptimos! Mas mesmo bons! É daqueles negócios que ficamos contentes de descobrir e à primeira dentada nos tornamos clientes para correr todas as opções de sabores.

Se passarem pela zona do rio não deixem de experimentar, não podia recomendar mais. Fiquei mesmo contente com esta descoberta.



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Um dia mato este gajo #81


Este fim-de-semana demos o primeiro passeio na rua para ver se a herdeira gostava do carrinho, de dias de sol e ainda - objectivo major - a ver se se cansava, se conseguia ficar acordada sem ser a chorar. O objectivo não foi atingido, dormiu 99% do tempo, continuamos à espera que se torne mais civilizada.

Mas isto para contar que no regresso ao lar, já na garagem Carmencita ia aos gritos de fralda molhada que o PAM foi imediatamente trocar ao entrar em casa. Quando regressei ao quarto ela já estava vestida, estranhei ver uma fralda limpa e impecavelmente dobrada em cima do troca-fraldas, mas não disse nada. Praticamente em simultâneo, o PAM olhou para a mesma fralda e pensou alto:

- Queres ver que voltei a pôr a fralda suja...?

Lá teve de despir o bebé outra vez e confirmar: tinha colocado uma fralda suja e pesada de xixi, a mesma que tinha tirado. Como? Como, minhaNossaSinhora? Como é que isto se faz sem perceber?

Mudou a fralda, desta vez para uma nova e limpa, Carmencita dava exercício aos pulmões gritando de fome, eu revirava olhos com a gritaria e ele suspirou:

- Estou mesmo a ver que isto vai parar ao blogue...
- É que não tenhas dúvidas! 


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10.3.17

"É igual ao pai!"


Desde a sala de partos que tenho andado a ouvir (e a ler) que a herdeira é a cara do pai. E não me importo, dou a minha palavra. Aliás, durante a gravidez disse várias vezes que teria gosto que aparecesse com os olhos do pai.

Mas cruzámo-nos com esta foto minha, ambas com cerca de uma semana de vida e I rest my case.

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9.3.17

Desejo de consumo #20


Ah, este verão a Carmencita não escapa a este modelito!

De 3 a 18 meses, 16€, daqui.


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8.3.17

02.03.2017, 23H06


A Maria do Carmo é minha amiga desde os quatro anos de idade. Quando era miúda costumava dizer-lhe que se um dia tivesse uma filha lhe daria o mesmo nome. Podia nunca ter acontecido, mas aconteceu e curiosamente com a pessoa que me deu a conhecer o PAM ainda éramos crianças.

Ela, uma possível presença no parto no caso de o PAM não ter coragem, seguiu o dia do nascimento via WhatsApp em conversação de texto com o homem que lhe foi enviando informação e fotos.

E a minha amiga apaixonou-se por esta foto.

Decidi partilhar a imagem no blogue e com ela agradecer todas as mensagens e comentários que nos deixaram nas redes sociais do blogue. Ficámos realmente sensibilizados com a inundação de energia positiva 

Não sei se a foto provoca algum tipo de impressão, mas gostaria de deixar claro que não há qualquer dor nesta imagem, fui abençoada com uma epidural. Por sugestão da equipa médica, fiz exercícios numa bola de pilates para tentar fazer com que herdeira descesse. A minha expressão séria é apenas de concentração no exercício, não existe dor.

Ainda não consegui responder a todas as mensagens de FB e emails, mas estou quase! Logo que retome as lides do blogue contarei tudo, incluindo como foi o parto. Prometo não esconder nada e partilhar a minha experiência.

Um grande, enorme, obrigado a todas as mensagens, "gostos" e pensamentos simpáticos que nos deixaram. Estamos realmente gratos.



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6.3.17

Um dia mato este gajo #80



Finalmente o momento mais aguardado, a ida para casa! Eu só queria ir para casa, eu não aguentava mais estar no hospital, eu pedi alta antecipada (que só me davam a mim e não à herdeira), eu estava desesperada por me sentir no meu meio, com as minhas coisas, na minha privacidade e ter o PAM ao meu lado. Estar longe dele estava a acabar comigo.

O caminho para casa fez-se no carro do PAM. No banco traseiro fui ao lado do bebé para ver se tudo corria bem e seguimos ao som dos anos 80 para começar a criar cultura musical na herdeira. A meio da auto-estrada, olho para o homem no espelho e pergunto:

- Que cheiro é este? É lá de fora?
- Qual cheiro? - pergunta de sorriso trocista a mirar-me no espelho retrovisor.
- Podes parar com isso? Eu preciso de saber se ela tem a fralda suja, assim não me oriento!

Não há condições.

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© A Maçã de Eva

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