25.5.17

APP de ruídos – a tecnologia que nos ajuda



Deve ter sido há cerca de dois anos, visitei uma amiga que tinha um bebé pequeno, entrei em casa dela para um jantar e não não se encontrava à vista. Avisaram-me que estava no quarto com o bebé. Em bicos dos pés atravessei a casa para espreitar, abri a porta devagarinho e ouvi um som estranho. No meio do quarto escuro iluminado pela luz do telemóvel, a minha amiga fez sinal que estava já de saída e eu fui juntar-me aos adultos.

“Que raio de barulho era aquele??!”. Lá me explicou a minha amiga que eram sons com que os bebés adormeciam, que os ajudava a acalmar-se, mas que na verdade não passam de barulho. Curioso, não é? É, e também achei que não tinha paciência para crianças, não dei importância, arrumei o assunto mas nunca me esqueci deste episódio.

O tempo passou e quem diria, tive um bebé! Nos primeiros dias já em casa, desesperada de cansaço e sono, a cabeça em água e a herdeira a fazer ginástica às cordas vocais naqueles momentos inesquecíveis de tão maus que são, lembrei-me daquele episódio.

Sem que o meu marido percebesse o que eu estava a fazer, quase a acusar-me de estar no vício do telemóvel quando era preciso fazer alguma coisa URGENTE para termos silêncio, saquei uma APP qualquer para testar os tais ruídos para bebés. Eu nem sabia qual era a APP que a minha amiga utilizava, eu só queria qualquer uma, eu estava por tudo!

No ecrã apareceu-me a sugestão para uma APP gratuita, o “Sound Sleeper”. O slogan era “making parenting simpler”. Venha daí!

Uma vez descarregada, apareceram cinco ruídos à escolha, desde aspirador, a secador de cabelo aos ruídos do útero, o “womb” – isto não é tudo sinistro? – e foi essa que escolhi, barulhos que supostamente ouvem os bebés quando estão dentro da barriga. Como ela tinha poucos dias de vida, pareceu-me o indicado.

O choro desesperado era tal que percebi ser necessário subir o volume, colocar perto da bebé para que ela conseguisse ouvir no meio dos próprios gritos. Uma vez que a minha filha detectou o som, começou a calar-se, a calar-se, a calar-se… silêncio.

Ficámos a olhar para aquele momento com cara de parvos, parecia obra de David Copperfield.

A aplicação está muito bem pensada, podemos deixar a tocar por 30 minutos até se desligar sozinha. Não posso dizer que usei muitas vezes porque a minha filha ganhou bons hábitos de sono rapidamente, mas ainda usei algumas vezes, sobretudo nos primeiros dias e até eu adormeci ao som dos barulhos do útero. A mensagem dos criadores desta APP diz tudo o que precisam para se deixarem convencer:

“We are young parents who developed Sound Sleeper to help us stay sane when our first child was born in 2011, and are currently using it for our newborn daughter. He liked “Rain”; she loves “Vacuum Cleaner” (…) We invite you to download Sound Sleeper for free, and treat the whole family to a good night’s sleep!”

De nada! Ficam a dever-me uns chocolates ou assim.


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10.5.17

Almôndegas com cogumelos e molho de vinho tinto


A foto não é minha, tenho de aprender a fotografar comida para ter imagens hamoniosas nesta página. Não é fácil, mas esta receita é ma-ra-vi-lho-sa! A sério, adoro este prato e não, não se preocupem que não sabe a vinho, mas sabe tão bem!

almôndegas 
200 gr. de cogumelos 
4 tomates
100 ml de polpa de tomate
150 ml de vinho tinto
1 caldo Knorr de carne em 150ml de água a ferver
2 colheres de sopa de farinha
sal e pimenta a gosto
azeite

1. Aquecer um fio de azeite numa panela, adicionar os cogumelos e deixar cozinhar durante cerca de três minutos. Juntar a farinha e deixar cozinhar mais dois minutos.

2. De seguida juntar o caldo Knorr de carne em 150ml de água a ferver, o vinho tinto e deixar cozinhar em lume brando cerca de 10 minutos até reduzir um pouco.

3. Adicionar o tomate e a polpa de tomate, temperando a gosto com sal e pimenta.

4. Numa frigideira, fritar as almôndegas com um fio de azeite.

5. Juntar as almôndegas ao molho e deixar cozinhar por mais cerca de 5 minutos.


Se servirem com arroz basmati e uma salada, vão ter convidados a chorar por mais.

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É isto, não tem nada que enganar!


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9.5.17

Livros para grávidas (sem ser um bocejo)


Quando estava grávida tentei encontrar um livro sobre gravidez para ler. Queria informação científica sem floreados, sem que me dissessem o que eu devia sentir, como devia reagir e todas essas coisas que a sociedade dita a uma grávida como "deve ser", não vá ela sair da norma.

Ali estava eu em frente a uma estante da FNAC, dezenas e dezenas de livros sobre gravidez à minha frente e nenhum que eu quisesse comprar. Tirava um, abria uma folha ao acaso, "parabéns! Chegou a época mais feliz da sua vida". Voltava logo para a prateleira. Santa paciência...

Tirava outro livro, "agora que vai sentir o verdadeiro amor..."
Já me estão a ver a rolar os olhos, não estão?

Este livro da Catarina Beato e da Sofia Serrano chegou-me às mãos uns dias depois de a Carmencita nascer e tenho pena que não tenha sido lançado no início da minha gravidez. Estava em casa, comecei a ler de qualquer maneira e ali estava o que eu procurava: informação científica junto com uma experiência pessoal.

Do ponto de vista emocional não há neste livro NADA que diga como deve ser, como devemos fazer, como devemos sentir. Há informação médica de todas as fases da gravidez, todos os exames, o que podemos esperar, que dúvidas podem surgir a cada trimestre, informação útil que é intercalada com a história de vida da Catarina Beato, as suas gravidezes e a sua experiência. E é bom ler a partilha de alguém, é parte de uma história de vida (algumas vezes muito pessoal) com que podemos ou não identificar-nos, mas não nos obriga a ter de sentir da mesma maneira. Gostei imenso.

A fórmula do livro é muito conseguida e segue exactamente aquilo que todas fazemos na vida real que é conversar umas com as outras, trocar informação, ideias e opiniões. A diferença é que neste livro lemos o ponto de vista de alguém junto com a informação científica que vale a pena saber.

Grávidas, amigos e familiares de grávidas, está aqui um livro muito simpático e interessante de ler, um excelente presentes para mulheres à espera de bebé. Suscita curiosidade pela história da Catarina Beato, temos vontade de ler mais e ainda retemos informação importante.



Recentemente recebi ainda este livro que é mais um diário para ir preenchendo, com letra gira, espaço para colar fotografias, desenhos com piada e mensagens que escrevemos enquanto o nosso bebé é pequenino/a e poderá ler mais tarde, já crescido/a.

A ideia do livro não é ser uma romântica inveterada, é ser honesta. É um livro/diário para mães pelos cabelos, fartas de fraldas e de choradeiras, sabendo que tudo isso faz parte, mas com vontade de criar um registo do coração.

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8.5.17

Que desgosto!



Costumo dizer (e já devem estar fartos de ler) que as fotografias são das melhores coisas que tenho. Não ligo a jóias, a malas de milhares de euros, a carros caros, mas as fotografias que vamos acumulando ao longo de uma vida batem forte cá dentro.

Neste gosto que tenho um dia descobri a Sticky9, um negócio que faz das nossas fotografias imans de frigorífico. Começaram por ser um presente para o PAM (aqui), uns meses depois voltei a comprar e estou sempre a pensar na próxima compra, reunindo as próximas fotografias que quero ter fora do formato digital.

Andava a reunir uma edição "Carmencita" para encostar ao frigorífico quando uma leitora me contactou a perguntar se já sabia da triste novidade, numa mensagem acompanhada pela declaração da Sticky9: vão fechar.

Nãaaaao! Que desgosto, não acredito! É um negócio tão giro, eu gosto tanto do resultado no meu frigorífico, nãaaao!

Ainda por cima o serviço é para lá de eficiente, em menos de uma semana os magnets chegam a casa, o site é fácil de utilizar, a qualidade da impressão é óptima, apanham luz do sol, os primeiros magnets têm mais de um ano e não mostram qualquer alteração de cor. Mas quem é que não gosta disto? Quem?

Ao menos não fecharam de um momento para o outro, aceitam encomendas até 1 de Junho, pelo que já me apressei.

Para quem gostou destes magnets que dei a conhecer no blogue, fica o aviso. E para quem quer fazer compras de última hora, não há tempo a perder.

Por cada compra costumam enviar um código de desconto para dar aos amigos, quem quiser aproveitar pode usar o meu código FRIEND11JFL que dá 15% de desconto.

Triste ver estes negócios tão giros a ir pelo cano. Espero que alguém agarre naquilo e lhe dê uma volta para ficar.


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3.5.17

Evoluir é preciso!



A ROS LISBON tem novo site! E eu estou tão contente com o resultado 

Parece difícil de acreditar, este site era para ter sido lançado na colecção de Primavera/Verão do ano passado, 2016, mas o lançamento da ROS Beachwear consumiu-me, rapidamente comecei a ficar com sapatos esgotados e achei que já não fazia sentido. Então adiei para a colecção seguinte, a de Outono/Inverno. Depois engravidei, não tinha cabeça, queria era dormir e concentrar-me noutras coisas e mais uma colecção acabou por passar.

Mas 2017 foi o ano! O site estava em águas de bacalhau há que tempos, tinha de ser. Eu já me sentia culpada de não estar a fazer aquilo que eu sabia ser preciso e detesto coisas assim-assim.

Quem faz os sites da minha marca é o Zé Diogo Lucena da WSA, é também ele quem fotografa as colecções da ROS Beachwear, indoors e outdoors e foi também o Zé Diogo que desenhou o logo da ROS Beachwear depois de lhe dizer o que pretendia. Comecei a trabalhar com o ZéDi na ROS Beachwear, passei para a ROS LISBON, não parei e pretendo continuar. Em equipa que ganha não se mexe! Recebo imensas propostas de fotografia, mas nãaa... não quero mudar.

Além de ser uma pessoa completamente acessível, fácil de comunicar e de ter uma simpatia de equipa, percebe exactamente o que eu quero e dá-me uma liberdade que para mim é impagável: tem tão bom gosto (ou um gosto tão parecido com o meu) que eu não preciso de controlar o trabalho que está a fazer. Basta dizer o que quero e aguardar, não preciso de me preocupar, não penso nisso até me dizer "está pronto", sei perfeitamente que de lá vem algo que vou gostar. Por isso, não podia recomendar mais a WSA a quem tem negócios e precisa de um site com bom gosto.

O site anterior serviu, fez-me feliz, mas já não me identificava e achava que já não representava a marca. Evoluir é necessário para qualquer negócio, é preciso modernizar, atrair o cliente, oferecer ferramentas intuitivas e o site é isso tudo. Daqui a dois ou três anos provavelmente já não será suficiente, vou sentir necessidade de uma imagem ainda mais moderna.

A par desta necessidade de mudança reparei que ao ritmo de dia sim, dia sim, a marca recebia mensagens do género "recebi os sapatos, são muito mais giros ao vivo!" (constantemente) ou potenciais clientes que se queixavam de não conseguir ter percepção de como um modelo ficava calçado e pediam "têm fotos deste modelo calçado?". Mil vezes.

A questão não estava nas fotos de estúdio que são excelentes (by Meia-Tinta). Tenho visto marcas de sapatos que eu não sei como têm coragem de publicar algumas fotos nos seus sites.

A questão era que algumas clientes não conseguiam ter a percepção de um modelo o que levava a hesitações de compra. E outro problema é que eu sabia como era um modelo visto ao vivo, mas as potenciais clientes não, só o conheciam realmente quando a encomenda chegava a casa.

  

A foto da esquerda e da direita mostram o mesmo produto, mas é diferente ter estas duas vistas (sendo ambas necessárias) do que ter só uma.

Além disso, reparava que de cada vez que publicava uma foto minha no elevador, fotos que nada têm de profissional, as vendas para o modelo que tinha calçado aumentavam. Não acredito que fosse porque "a Maçã usa", acredito que acontecia porque a percepção do modelo mudava.

Então eu também tinha de mudar o que mostrava. Levei que tempos a arrastar-me, a pensar como e com quem iria mudar isto e há umas semanas arregacei mangas. O novo site tinha de trazer a novidade: todos os modelos tinham de aparecer calçados.

Coloquei no facebook do blogue um anúncio para arranjar uma modelo de pés, uma pessoa normal que não tinha de ser o tipo de modelo "pele e osso", apareceram candidatas, escolhi (obrigada, Mariana!) e rapidamente se fez a sessão fotográfica.

A fotografia, combinada para fazer há décadas e sucessivamente adiada, é de uma amiga que tem um jeitão para fotografia, que podia ser profissional mas não quer, que não quer sequer que publique o nome, mas que me deixou viciada nas imagens e agora não quero outra coisa, colecção após colecção.

O resultado vê-se na loja online da ROS LISBON, todos os modelos apresentam-se primeiramente calçados e a seguir vem a fotografia de produto. Para mim o resultado está excepcional, exactamente o que eu pretendia.

O que se segue? Não faço ideia, mas não devo ficar sossegada muito tempo.






















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Truques para acabar com o choro



A pose da herdeira!


Nota: a forma como tenho o pano colocado NÃO ESTÁ CORRECTA para caminhar. Eu estava apenas sentada no sofá com a minha filha dentro do pano colocado a correr para se calar, mas a forma correcta podem ver aqui, no primeiro vídeo para panos elásticos. Em alternativa podem também ver aqui.

Chega ali pelas 19H e começam os gritos. O fim do dia é quase sempre complicado, a herdeira fica stressada, é de trabalhar muito. Por essa hora até podem olhar para o relógio e pensar "coitada da Maçã", é quase sempre garantido. Na maior parte das vezes vai-se calando e recomeçando até à hora do banho, mas já aconteceu não se querer calar durante horas. Já foi pior! Ou então estou habituada e tenho mais paciência.

Num destes desabafos de ter a criatura aos gritos fui contactada pela Lili da Trapos e Mamãs, que tem um negócio de panos elásticos, não elásticos, slings e outros tipos de babywearing que procuram promover o contacto entre pais e filhos e, com isso, a calma dos bebés.

Inicialmente, nos primeiros dias da Carminho fazia-me confusão usar o pano porque ela não tinha qualquer força no pescoço e eu ficava com medo, mas agora está óptima para andar dentro do pano.

Ontem estava no trânsito, o PAM a stressar-me que tinha de chegar a casa, estava desesperado, ela não se calava. E pressionava, pressionava, pressionava e eu precisava de um helicóptero para passar por cima da hora de ponta.

Quando meti a chave à porta já ouvia os gritos dela, peguei no pano a correr e coloquei-a junto a mim para ficarmos sentadas no sofá, daí o pano não ter sido colocado a rigor.

Calou-se. Costumo brincar que ela tem é saudades minhas.

O pano é muitas vezes a solução para conseguir trabalhar no computador, para tirar a loiça da máquina e outras arrumações. E depois é bom, ter ali a cabeça dela à distância de um beijinho, umas festinhas nas costas, fica um anjo.

Por isso, quem anda a desesperar com momentos do dia mais críticos, tem aqui uma solução simpática. O pano pode parecer um bicho de sete cabeças para colocar, mas é só no início que é mais demorado, depois já se faz de olhos fechados. Façam como eu, das primeiras vezes treinei sozinha em frente ao espelho.

Obrigada à Lili por este presente tão simpático!


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2.5.17

2 meses de herdeira



Minha riqueza!

Estou doidinha para que faça grandes tiradas de noite e que chegue aos 6 meses, altura em que (dizem) tudo passa a ser mais fácil e ela mais tolerante com o mundo que a rodeia. Sobretudo pelas 19H, momento do dia em que chora desalmadamente. 

O fim do dia para ela é um stress. Curiosamente combina com a altura em que os pais estão também mais cansados e com menos paciência. A Natureza é curiosa!

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Super mãe


Nível de cansaço e desgaste mental: entro no carro, dou à chave, arranco e o carro mal anda, arrasta-se no chão como se o pavimento tivesse cola. "Pronto, esvaziaram-me os pneus!", pensei imediatamente. Abri a porta do carro, já ia a pôr o pé na rua para ver o estado da viatura do lado de fora, quando percebi que não estava destravado.

As crianças são o melhor do mundo! Deixam-nos assim, grogues do miolo.

Quando nesse dia surgiu a oportunidade de fazer uma massagem de relaxamento com o nome Ritual Spa Super Mãe, o meu pensamento foi "estou mesmo a precisar disto" e nem hesitei apesar de ter precisado de fazer ginástica à agenda e deixar algumas coisas por fazer. Mas eu precisava daquele relaxamento de 1h30, de tempo só para mim, de olhos fechados, no mais puro relaxamento. É importante que também nos mimemos, que também nos mimem, não nos podemos esquecer que também somos gente, sobretudo nos primeiros tempos depois de ter um bebé.

Eu conhecia o Float In de passar em frente ao espaço, de ver na internet, mas nunca tinha sido cliente. Assim que entrei comecei a observar tudo do ponto de vista de negócio (tenho queda para fazer isto, o que fazer?) e pensei "está aqui um negócio mesmo giro!". O slogan "um conceito único de SPA" faz-lhe justiça: é tudo a rigor, tudo impecável, decoração, luz perfeita, música, o atendimento e até o tom de voz e bom aspecto das funcionárias salta imediatamente à vista.

A massagem foi extraordinária, o cuidado prévio em saber os pontos de massagem preferidos e menos preferidos, a técnica de massagem que me baralhou e achei que me estavam a aplicar óleos quentes que não percebia de onde vinham (pois a massagista tinhas as duas mãos na minha pele) e afinal eram pedras quentes (que também não sei onde as foi buscar), o silêncio, o tratamento facial, ahh... que sonho de longa massagem!

Maridos, namorados, pais, está aqui um presente perfeito para todas as mães que têm filhos pequenos, especialmente as que acabaram de ser mães e outras mulheres também, claro! Mas para mim que ando a dormir em intervalos há dois meses, soube-me pela vida e não podia recomendar mais.





Obrigada à Float In pela magnífica experiência.

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26.4.17

Comida: fome emocional



Já foram mais que muitas as vezes que me perguntei se tenho algum mini-transtorno alimentar, não quanto a défice de comida, mas completamente o oposto. Ou então está tudo bem comigo e sou apenas bom garfo. Por mim estava sempre a comer e fazia grandes e gulosas refeições quase todos os dias. Acho mesmo que seria assim se fosse magra por natureza como já fui, em que podia comer o que me apetecesse e o peso era sempre o mesmo, o que mudou com a entrada nos 30.

Ainda assim o meu metabolismo não é o pior que podia desejar. Bem posso agradecer à genética, tenho hoje mais 1Kg do que quando engravidei, a Carmencita tem 7 semanas e desde que nasceu eu não tenho feito outra coisa senão comer porcarias, umas atrás das outras. Ando completamente obcecada por chocolate e já perdi a conta aos açúcares que ingeri. É indescritível, acho que nunca tive uma fase tão devoradora e tão prolongada de ansiedade por chocolates e derivados.

Tenho deixado andar, tenho oferecido às papilas todas as porcarias que me tem apetecido, mas com um deadline: em Maio (dois meses após o parto) recomeço o ginásio, não tenho vontade nenhuma, mas quero de volta o corpinho que tinha antes para gostar de me ver nos meus bikinis e me sentir bem este verão. Não acho o meu corpo diferente depois da gravidez, apenas o acho mole e a precisar de ser trabalhado. Não faço ginásio como deve ser há mais de 6 meses, muita massa muscular foi pelo cano, pelo que na verdade tenho mais gordura do que 1Kg que parece ser o aumento que a balança mostra. Já todos sabemos, a massa muscular pesa mais do que a gordura.

O meu problema não é fome, claro que não. Mas não devo estar sozinha. Sentem dificuldade em controlar aquilo que comem ou a quantidade que do que comem, sobretudo quando a comida está à vista? Quando é um jantar ou uma festa em que tradicionalmente há comida com fartura, o meu registo é começar e não saber quando parar. Quer dizer, saber sei, só não me apetece parar. E depois arrependo-me, desce o peso de consciência em mim e tento equilibrar com as refeições seguintes.

Mas há um workshop para pessoas parecidas a mim:

1. Pessoas com forte apetência por alimentos mais calóricos, ricos em açúcar e gordura.

2. Pessoas que não conseguem parar de comer, às vezes num modo automático em que mal se saboreiam os alimentos, mesmo quando o estômago já se sente confortável de quantidade.

3. Pessoas que sentem tristeza, arrependimento e/ou fracasso depois refeições em que não conseguiram controlar-se.

Se se identificam com alguma parte desta descrição, o workshop "Fome física ou fome emocional" é um whorkshop prático de desenvolvimento pessoal que junta a nutrição à psicologia. O objectivo é ganhar estratégias que ajudem a reconhecer, acalmar e evitar os ataques de fome emocional.

O workshop acontece no dia 9 de Maio às 18H30, em Lisboa, com a duração de 1H30. O preço é de 40€ por pessoa e conta com a nutricionista Mariana Abecasis e a psicóloga Filipa Jardim da Silva.

Para mais informações, contactem a Mariana Abecasis através do endereço mariana_abecasis@hotmail.com

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25.4.17

Verdade #73


Isto aplicado ao escritório, é um mimo!

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24.4.17

A mala do bebé para sair à rua



Ter um blogue ensinou-me que há leitoras que reparam em coisas que nunca me passaria pela cabeça que reparassem. Perdi a conta às mensagem que recebi perguntando o que era e onde se adquiria a peça onde penduro a mala no carrinho.



Ora, a peça é um mosquetão, usa-se para fazer escalada e encontram na Decathlon muita variedade. O preço ronda os 5€.

Já a mala é da Bioderma e recomendo. Tem bom tamanho, é a mala que uso para abastecer com tudo o que é preciso quando saímos de casa, está cheia de divisórias, é gira, prática, só boas razões para comprar. Vende-se nas farmácias, parafarmácias e semelhantes, custa cerca de 40€ e vem já com com cinco produtos de bebé:

ABCDerm Gel Moussant
ABCDerm Leite Hidratante
ABCDerm Cold-Cream (creme de rosto)
ABCDerm H2O (limpo a cara da herdeira com esta água micelar todas as manhãs)
ABCDerm Change Intensif (o creme de rabos mais fácil de espalhar)

Tenho usado os produtos da Bioderma, gosto do cheiro, zero alergias a reportar, estou satisfeita!


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Caril de frango e cogumelos



A foto não é minha, mas o caril desta receita fica com este aspecto.

Existem mil maneiras de cozinhar um caril, eu própria tenho várias versões, esta é uma delas.

Adoro caril, seja de frango, de gambas, vegetariano ou outras versões, podem escolher e servir.

3 peitinhos de frango
8 pernas de frango
2 embalagens de cogumelos inteiros
2 cebolas
2 dentes de alho
2 maçãs golden
2 pacotinhos de leite de côco
leite magro ou iogurte natural
vinho branco
azeite
sal, caril, gengibre, açafrão das índias, coentros moídos, sumo de limão


1. Tirar gorduras dos peitinhos e cortar em cubos bem grandes.

2. Tirar a pele das pernas de frango (colocar os dedos debaixo da pele, fazer deslizar e cortar junto ao osso).

3. Temperar as pernas e os peitinhos em tigelas separadas com sal, sumo de limão, caril, gengibre, açafrão das índias e coentros moídos. Deixar a absorver temperos por duas horas. Se tiverem uma tigela de metal ou de vidro, melhor, pois  caril tende a manchar os plásticos.

4. Picar as cebolas e o alho, descascar as maçãs, cortar aos cubos e refogar.

5. Juntar os peitinhos e as pernas de frango e fritar no refogado. Quando tiverem boa cor, deite um golpe generoso de vinho branco e deixe cozinhar mais um pouco.

6. Quando o frango estiver cozinhado, retire da panela para uma tigela.

7. Adicionar à panela o leite de côco, deixar ferver 3 minutos, desligar o lume e bater tudo com a varinha mágica até fazer um creme bem suave.

8. Deitar na panela o frango e os cogumelos lavados e cortados em quartos. Acrescentar um pouco de sal mais uma colher de chá de pó de caril e deixar ferver em lume brando, com a panela meia tapada, durante 30 minutos.

9. Se o molho ficar muito espesso acrescente leite magro; se estiver muito líquido pode optar por iogurte natural.


Acompanhe com arroz basmati e uma salada de tomate e pepino cortada em cubos pequenos para ir cortando os sabores mais fortes. Há quem sirva também com banana em rodelas. É divinal!

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19.4.17

Ignorância assassina

Nota antes do apedrejamento: o meu texto não é dirigido aos pais da adolescente que infelizmente deu notícia (o que explico mas nem todos sabem ler). É dirigido aos grupos antivacinas em geral. Escrevi no post "partindo do princípio que a notícia esta correcta". Parecia que adivinhava, aparentemente a adolescente não podia ser vacinada, mas no limite ela veio a falecer porque alguém que podia ser vacinado não o foi. Se quem puder ser vacinado receber a vacinação prevista, os que não podem ser vacinados estarão mais a salvo. Não completamente, mas mais a salvo. Sim, o texto é bruto. É e propósito, para mexer com as pessoas.


Talvez possa parecer insensível da minha parte, pois a rapariga de 17 anos contagiada com sarampo ainda hoje morreu e a sua mãe antivacinas estará a passar por um desgosto inenarrável, mas quando sei destes casos fatais (que cada vez mais vezes dão notícia nos últimos anos e partindo do princípio que esta notícia está correcta), sinto que existiria em mim um macabro e obsceno prazer em perguntar aos pais destes filhos acabados de morrer: «então? Se pudesses voltar atrás no tempo, vacinavas ou não? Se ontem te dissessem "se não vacinares hoje, amanhã está morta", vacinavas ou não?». Não há nada como um choque de realidade cruel para fazer repensar as opções.

Caramba, não se morria de sarampo em Portugal há 23 anos. Era preciso uma criatura antivacinas impor a sua ignorância para inverter esta tendência de erradicação da doença, fazer custar uma vida e conseguir uma proeza destas.

Assumo, odeio pessoas antivacinas. Confesso que me dão calores nas costas e vontade de lhes ir à tromba. Há liberdades que não consigo respeitar e esta é uma delas. Nunca conheci uma pessoa capaz de não respeitar o plano nacional de vacinação, mas quase existe em mim um desejo de encontrar uma pessoa destas num jantar, numa festa, ouvi-los pavonearem-se na sua ignorância para poder publicamente de chamá-los de estúpidos.

Uma das coisas que mais me irrita neste grupo de ignorantes é a forma como se penduram nos outros. Aquele argumento de que os filhos nunca ficaram doentes ou que não conhecem nenhuma criança que tenha adquirido esta ou aquela doença, isso acontece porque a maior parte da população está vacinada. Ou seja, os filhos destes ignorantes muitas vezes estão a salvo porque a minha filha está vacinada e, de ignorantes que são, não se lembram disso.

Historicamente, façamos uma viagem no tempo: a peste negra. Aquilo era cada tiro, cada melro. Covas a serem preenchidas, umas atrás das outras. Se em Portugal as doenças estivessem sujeitas a enorme taxa de contágio e de mortalidade como neste tempo (em que não havia vacinas), estas criaturas optariam por vacinar? Eu acredito profundamente que o à vontade com que não o fazem está ligado (talvez no subconsciente) ao facto de a maioria estar vacinada. E isso é de um egoísmo e de uma ousadia para a qual me faltam as palavras.

Se a teoria de que "as vacinas fazem mal" já é irritante, a teoria da conspiração contra as farmacêuticas por serem máquinas de fazerem dinheiro, entra no domínio do "eu vou-te à tromba". A mim não me interessa se uma vacina custa 100€ e dou a ganhar dinheiro a um gigante da farmácia, se isso salvar a vida da minha filha. Aliás, peguem nesses 100€, façam investigação e encontrem mais curas para doenças ainda incuráveis, pois a última coisa que me incomoda é que alguém faça muito dinheiro. Não penso nisso.

A semana passada levei a herdeira ao médico que dedicou parte da consulta para falar de vacinas. Ele ainda não tinha começado a dar a informação do que havia e não havia, do que fazia parte e não fazia parte do plano de vacinação nacional e eu já pensava para mim mesma: "quero tudo". Perguntou-nos se a Carmencita ia para um infantário, quando respondi que ia ficar em casa pelo menos até aos dois anos o médico quase deu urros de contentamento e repetia: "isso é óptimo, isso é óptimo!".

Mas também não atribuo todas as culpas aos tontos "as vacinas fazem mal", é preciso que o Ministério da Saúde tenha capacidade de resposta. Quando estava grávida desunhei-me para encontrar a vacina da tosse convulsa. Não existia em lado nenhum! Era uma recomendação da minha médica obstetra e da Direcção Geral de Saúde (por serem cada vez mais os casos nos últimos meses) sugestão que acatei de imediato. A tosse convulsa num bebé recém-nascido pode facilmente matar. Mais impressionada fiquei quando a Catarina Beato, autora do blogue Dias de uma Princesa, teve de ver a filha de meses internada no hospital exactamente por tosse convulsa. Aquela coisa de pensar que só acontece aos outros, afinal viu-se próxima de todos nós.

Estive em lista de espera para a vacina da tosse convulsa em contra-relógio por apenas poder recebê-la até às 36 semanas de gravidez. Tinha o meu nome no Centro de Saúde e em cinco farmácias diferentes. De cada vez que passava por uma farmácia, encostava o carro (às vezes em segunda fila), entrava a correr e perguntava se tinham a vacina disponível. Estive perto de dois meses nisto quando num dia consegui a vacina ao tentar a minha sorte numa farmácia ao calhas. No dia seguinte, ironia do destino, o Centro de Saúde já tinha a vacina disponível para mim. Por essa altura tinha sido contactada por uma leitora também grávida e desesperada à procura da vacina. Combinámos numa bomba de gasolina, dei-lhe a vacina que tinha conseguido comprar e recebi a minha no Centro de Saúde.

Há dois dias uma amiga escreveu no facebook que tinha ido ao Centro de Saúde com a filha de seis meses para receber duas vacinas e saiu de lá só com uma. A enfermeira respondeu que não tinham, sugeriu que a mãe fosse consultando as notícias ou ligando, pois não havia previsão de chegada. Se existe um plano nacional de vacinação, ele deve ser cumprido. Vá, aceito que digam "não temos hoje, venha amanhã", mas é inaceitável que não exista sequer previsão e o tempo vá passando.

Morrer de sarampo em 2017 e num país ocidental é uma coisa absolutamente ridícula. E perdoem-me a dureza das minhas palavras: a culpa é dos pais que não vacinam os filhos. Com esta ideia brilhante de uns, pagam outros. Eu atribuo sem sombra de dúvida a culpa aos pais que optam pela não vacinação e morro de pena pelas vidas interrompidas e do sofrimento a que foram sujeitas as crianças que tão má sorte tiveram nos pais que lhes tocaram. Esta miúda morreu de uma cadeia longa de contágio porque houve quem não vacinasse.

No meu tempo quando ia para a escola tinha de mostrar o boletim de vacinas. O plano nacional de vacinação devia ser obrigatório, a rejeição devia ser punível por lei, e cada criança que não mostrasse um boletim de vacinas impecável e cumprido a rigor deveria ter a entrada na escola suspensa e a denúncia a uma entidade de saúde qualquer capaz de fazer o policiamento destes casos.

Estou-me nas tintas para os pais antivacinas. Não, não lhes dou liberdade de acreditarem no que entenderem quanto a esta matéria. A ignorância destes pais é o risco da minha filha e isso para mim não é negociável. Em alternativa podem ir viver para uma ilha, isolados do mundo num modo natura que tanto apreciam.

Despeço-me de todos os ignorantes antivacinas com votos de um bom funeral e um bom enterro para os vossos filhos, esperando que nunca se cruzem com as pessoas de quem gosto.












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