14.12.17

Carmencita, a Herdeira #1

A minha filha está feita uma ordinária, cospe por tudo e por nada. Tem 9 meses, é óbvio que não o faz intencionalmente, é uma reacção de repúdio, uma forma de protesto, ora porque não quer continuar a refeição, porque não quer dormir, porque não quer mudar a fralda, é um rol de queixumes.

E, santa paciência, cabe-nos a nós adultos procurar contrariar a reacção de repúdio para que não se torne numa pequena das cavernas.

Tenho-me socorrido de caras feias tipo lobo-mau e de "AI-AI-AI!" em bom som, o que ela já percebe, pois faz beicinho e chora. No entanto, não me tem valido de muito.

Técnica diferente tem tido a Sirly, ainda que tenhamos recomendado a adopção de um regime militar relativamente a cuspidelas. Há dias de outra divisão ouvi a miúda cuspir e a Sirly a responder na sua atitude sempre zen:

- Carjminho: isso não é legau.

Enquanto não aprende poderão encontrar ADN da cria em qualquer lado por onde passar.
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13.12.17

Sugestões de Natal 2017


À vezes não é fácil acertar em presentes. Há pessoas que gostam de complicar, outras que não têm imaginação, outras que não têm qualquer atenção aos desejos alheios e outras para quem o conceito de simplificar é coisa complicada. Percebi isso quando perguntei sobre presentes que servissem a um grande número de mulheres e deduzi que se calhar são elas que complicam, não eles: uma jóia? Deusmalivre, o mais certo era uma escolha errada. Perfume? Nunca na vida! Tenho de ser eu a escolher, a não ser que seja para repetir um perfume que já se usa há muito tempo. Relógios e roupa? Deve ser para ir trocar a seguir. E quando vem sem talão de troca? Mais um mono. Lingerie? Era bonito escolherem por mim... Sapatos? Tinha de matar alguém que escolhesse sapatos por mim. No entanto, há presentes úteis e descomplicados que servem a um grande número de mulheres (notem que um grande número não significa todas).

Abaixo os monos! A sério, deixem-se de monos, de coisas que não servem para nada, pelo que os consumíveis são sempre uma boa opção com menor risco de uma pessoa dizer "tão giro, obrigada!" enquanto pensa "o que raio vou fazer com isto?", reciclando presentes no Natal seguinte e correndo o risco de oferecer o presente a quem o tinha oferecido.

Os consumíveis tipo chocolates são sempre boa ideia e quase de agrado universal, mas há pessoas (estranhas) que não gostam de chocolate. Portanto, esta lista não é 100% infalível, mas é muito segura na generalidade.

(1) Um vale para arranjar as sobrancelhas na Benefit Cosmetics. Já escrevi sobre este serviço aqui, não podia ser mais fã. Há várias coisas boas nesta oferta: se for oferecido a alguém que ainda não arranja as sobrancelhas mas está a pensar nisso, avança num espaço como deve ser. Se for alguém que já arranja as sobrancelhas, vai descobrir um serviço que não vai querer largar. E - esta para mim vale ouro - se se destinar a uma pessoa que arranja as sobrancelhas de forma desastrosa, estão a fazer-lhe um favor. Chega de sobrancelhas em formato de vírgula em Times New Roman, é um atentado aos olhos das pessoas!

(2) Massagens! As massagens são uma boa aposta para quem gosta deste tipo de relaxamento. Existem muitos espaços onde se fazem massagem e depois existe "O" sítio. Não conheço negócio de massagens mais rigoroso que o Float In. Já lá fui várias vezes (a última vez fui com esta promoção de Natal), as lojas estão preparadas a rigor, vê-se que há ali investimento, a música, os chás, as velas, a luz, a temperatura, o tom de voz das colaboradoras, é tudo preparado ao mais pequeno detalhe. Até do ponto de vista de negócio acho o Float In muito interessante por ser realmente feito a rigor, não existem falhas ou quebras no aproveitamento pessoal que podemos fazer de uma massagem. E também não faltam massagens para escolher e vouchers para adquirir, tudo sem sair de casa e sem andar nas filas de Natal. É uma ideia que para quem gosta de massagens é sempre bem recebida.

(3) Por vezes vamos a festas de Natal onde não é suposto levar presentes mas pedem uma contribuição para a festa, tipo uma sobremesa. Mas há quem não saiba cozinhar, quem não é grande barra em sobremesas, que não tem paciência ou tempo e é aqui que entra a Graça Araújo Bolos. Juro, é sucesso garantido. Aquela sobremesa que aparece na entrada do site é o pecado em forma de bolo e o semi-frio de mousse de avelã é estupidamente bom. Estes dois são para mim uma perdição, se procuram uma sobremesa de Natal não precisam procurar mais.

(4) Chocolates! É rara a pessoa que não gosta de chocolates e quando se gosta está o presente garantido. Há dias recebi umas novas tabletes de chocolate da Nestlé, chamam-se L'Atellier, são assim meio toscas, grossas, com frutos secos, algumas têm frutas e eu que não sou apreciadora de frutos deste género tenho a dizer que nestas tabletes são muito bons! O chocolate é macio, é cacau à séria, adorei estas novidades. Além disso, fazer um molho de embalagens enroladas em rafia ou uma corda, está o presente feito com uma apresentação bem gira.

(5) Sou grande fã da Rituals e à partida toda a gente gosta de tomar banho. As espumas de banho são uma óptima aposta para homens ou mulheres, têm uma textura tipo espuma de barbear, leve e densas ao mesmo tempo, há vários cheirinhos e é cada um melhor que o outro.

(6) Este é um presente que talvez não agrade a todos, talvez seja mais seguro em pessoas mais velhas, mas para mim oferecer um bom vinho é tão bom quanto oferecer um bom azeite. Eu adoro azeite, sou por isso suspeita. Os azeites Carm para mim são uma perdição.

(7) Vales! É um presente completamente a despachar sem história nenhuma, pessoalmente não adoro a ideia do "despachei isto assim", mas é inegável que é um presente altamente seguro. Cheques Fnac, Perfumes & Companhia, Zara, Mango, you name it!

(8) Se forem como eu e a minha mamãe que sofremos na pele o inverno com uma impressão ressequida, não conseguem viver sem cremes. E sim, faz muita diferença usar cremes como deve ser e cremes de supermercado, como também não se usam os mesmos cremes no verão ou no inverno. Estes cremes da Bioderma são uma óptima aposta para quem sente o inverno na pele. Nada de gorduras, hidratação a sério, sem colar, são francamente bons. O creme de corpo (que uso eu e a minha filha), o creme das mãos que para quem está sempre a ter de lavar as mãos é garantido e o creme de lábios reparador que é um aliado de inverno. Este trio para quem cuida da pele e sofre com aquela pele ressequida de inverno após banhos, são sucesso garantido.

(9) Descobri a Miss Brownie através da Sirly que no final da gravidez me ofereceu um pack de 3 frascos de brownie à colher. Minhanossasinhora, o que me foi oferecer! É bom, bom, bom! Mas lá está, é bom para gulosas como eu. O brownie de colher com brigadeiro é imparável (parece muita coisa, mas não é), o de caramelo salgado é maravilhoso e o de framboesa também é bom, mas eu sou mais o género dos dois primeiros. Nunca provei os bolos e os outros brownies, mas a avaliar pelas versões de frasco, esta marca é boa demais!


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Séries: The Night Of



Trailer aqui.

The Night Of é uma mini-série de 9 episódios a não perder e que engoli em dois ou três dias. Que enredo tão bom! Que história tão bem construída, que representação tão boa. É daquelas séries que uma pessoa fica chateada quando acaba.

Nova Iorque. Um jovem conhece uma piquena que é um bocadinho areia a mais para a camioneta dele, mas há uma ligação engraçada. Nessa noite divertem-se juntos, beijos aqui e acolá, envolvem-se fisicamente, adormecem, quando ele acorda ela está morta. Mas morta tipo talhante, há sangue espirrado em todo o lado. Ele não faz ideia o que aconteceu.

Foi ele e não se lembra?

É tão bom.


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12.12.17

Carta ao Pai Natal 2017



Dear Pai Natal,

constou-me que o ano passado houve reclamações porque a minha lista é sempre muito cara. Sou uma mulher de alta manutenção, já diz um amigo meu. É o que é, não vale a pena estar a fingir! Aguenta e não chora.

Mas sou também bom coração pelo que a lista deste ano tem umas peças mais em conta.

Sorte a tua que desisti de retirar das listas o meu pedido para fazer uma rinoplastia (à qual acrescentei uma redução mamária). Cansei-me de esperar, juntei as minhas moedas e pode ser que em 2018 eu trate do assunto.

Este ano não acrescento viagens porque já fiz um alinhamento: Rio de Janeiro, Tailândia, cruzeiro no Mediterrâneo e México. Já que não tens de abrir os cordões à bolsa, trata aí de um alinhamento de estrelas para que tudo se concretize e a Mamãe me fique com a herdeira, o que já representa muita ajuda.

Vamos à lista!

(1) Uns headphones como deve ser, noise cancelling. Eu mereço e quero mesmo! Na imagem estão uns Bose brancos bonitinhos, têm a minha cara, é uma ideia. Isto para andar de avião e poder ver filmes sem o ruído da aeronave, é de sonho.

(2) A nova Canon 200D foi feita a pensar em mim. Tem um guia maravilhoso no monitor, passa as fotos directamente para o iPhone sem ter de tocar no cartão de memória, tem todo um guia/assistente que para quem tem um blogue, é de sonho! Estou gamadona nesta máquina.

(3)  Um tripé para a máquina fotográfica. Pode ser um tripé que a Mamãe tem lá para casa abandonado. Eu até aceito coisas em segunda mão sem mostrar os caninos, de que te queixas?

(4)  Um comando para a Canon. Vamos ser honestos: se eu ficar à espera que o PAM tire fotografias, a sério, vou ficar colada ao chão. Tenho de ser eu sozinha e dispensar ajudas. A máquina, o tripé e o comando, ó eu a sacar fotos!

(5)  Uma lente de 50mm para uma profundidade de campo e detalhe como eu gosto.

(6)  MANGO, camisola manga abaloada, cor caqui, refª 13007622.

(7)  MANGO, camisola com nós nas mangas, cor morango, refª 23020504.

(8)  MANGO, camisola com nós nas mangas, cor preto, refª 23020504.

(9)  Livro do Dan Brown, Origem.

Não me faças engordar nestas festas que isto já vai trágico e é tudo.

Manda um beijo às renas, coração!

AR
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4.12.17

Séries: Breaking Bad


Ando há que tempos para escrever este post e o motivo para ter demorado tanto é porque há qualquer coisa que me custa.

Com o nascimento da herdeira, deixámos de rumar ao cinema num hábito semanal. Na verdade, nestes nove meses de criança, nunca fomos ao cinema. E com isto ganharam as séries.

Ficarão surpreendidos se vos disser que o PAM não via séries. Dizia não gostar e eu sempre insisti que aquilo era uma estupidez, só podia ter passado por séries francamente más. E então desafiei-o a ver o LOST, aquela que para mim foi uma das melhores séries de sempre.

Foram cerca de 120 episódios, começámos a ver o LOST no final de Julho e acabámos em Setembro. Eram noites de verão agarrados à TV com taças de gelado, chocolates e essas coisas de grande valor nutritivo, enquanto a Carminho silenciosa dormia, muitas vezes no escuro da sala ao nosso lado. Foi com o LOST que o PAM experimentou pela primeira vez o efeito de uma série que nos deixa agarrados: "só mais um episódio!". Há que reconhecer, aquela série tem um excelente efeito suspense! E assim lhe ganhou o gosto, afinal gostava de séries.

Perdeu o cinema, ganhou o formato TV, começou a ler sobre séries, a ver pontuações, a consultar qual seria a seguinte boa aposta para seguir como um livro.

Um dia sugeriu-me o Breaking Bad que eu apenas conhecia de nome, não sabia sequer de que tratava o enredo. A série começou em 2009 e concluiu em 2013, tem uma pontuação de 9,5 no IMDB (é obra conseguir uma pontuação destas!), começámos a ver e acho que ali ao terceiro ou quarto episódio fiquei agarrada. Mas agarrada mesmo.

Foram episódios atrás de episódios, só víamos à noite, mas eu acordava de manhã já com vontade de mais um episódio, qual droga. À noite marcávamos um limite horário para não andarmos em jeito zombie no dia seguinte, mas quantas horas roubámos ao sono! O Breaking Bad tomou conta de nós.

O LOST foi destronado, esta é a melhor série de todos os tempos. Não há palavras que façam justiça e a opinião não e só minha, a pontuação do IMDB obtida junto de mais de um milhão de pessoas para uma média de 9,5 num máximo de 10 é totalmente merecida.

O Walter passou a ser uma pessoa lá de casa, gostava dele, pensava nele e na sua história durante o dia, tive pena dele. comovi-me, ri-me e quase lhe quis dar conselhos. Chegar à noite e à hora de ligar a TV era um ponto alto do dia e, quando a série acabou, ficou um sentimento de perda. Eu queria que a série continuasse, eu queria saber mais. Fiquei desanimada, ficou um vazio, "e agora vou ver o quê?".

Com o fim do Breaking Bad o PAM começou loga em busca de uma nova série, mas eu disse-lhe que precisava de um momento de luto. Não há nada que eu vá gostar depois disto. Preciso de tempo.

Já passou mais de um mês, ainda não consegui ver nada. É assim de bom. É brutalmente bom. Bitch!


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30.11.17

"Maçã, qual é o teu novo negócio?"


  

Fotografia Marco Capeletti


O novo negócio é este, o the LOFT

Está aberto desde Abril, tenho adiado a divulgação enquanto aguardo pela página online, mas entretanto as redes sociais Facebook e Instagram já estão abertas. 

Não vou mentir, estou imensamente feliz com os meus projectos, mesmo que sejam muitos, mesmo que que o tempo seja curto para tudo o que quero fazer.

Não me canso de olhar para este espaço, o design, o minimalismo, as cores, as luzes tudo resultou na perfeição ❤ 

Chique e contemporâneo! 

Os hair stylists são profissionais de mão cheia, escolhidos a dedo, trato do meu cabelo com qualquer um e recomendo qualquer um deles. Na verdade, vou alternando entre todos.

the LOFT
Av. Sidónio Pais nº 4, mesmo em cima do Marquês de Pombal 
215 807 676


Mais sobre o novo negócio em breve!

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29.11.17

Um dia mato este gajo #90

Aconteceu esta madrugada.

Eram 02H30 da matina, eu dormia profundamente, o homem ainda mais profundamente, a cria febril estava entre nós e uma cena de gritos acorda-me como um relâmpago. Foi um acordar daqueles que se sente o coração a bater na garganta.

De olhos abertos no escuro, procurei perceber de onde vinham os gritos de terror. Percebi que não era do prédio. Seria de uma das varandas? Não fazia sentido. E então percebi que vinham da rua, junto à entrada do prédio.

Estava preparada para ignorar e virar-me para o lado, mas os berros não paravam. Fechei os olhos para os voltar a abrir de rompante: o meu carro está à porta!

Levantei-me, acordei o homem, expliquei o que estava a acontecer, ele (claro) colocou em causa tudo o que transmiti, vesti o roupão dele e fui à varanda.

Vivo num andar para o alto, olhei para baixo sem grande sucesso, não tinha lentes e não vejo nada ao longe. Percebi que havia um carro torto e parado no meio da rua, luzes ligadas e portas escancaradas, um homem deitado no chão e outros dois aos gritos com ele que pareciam apontar uma arma.

Voltei para trás, vejo muitos policiais e os meus olhos ao longe não são de fiar. Fui buscar os óculos, voltei à varanda e... medo! Foi olhar e puxar o corpo para trás para o encostar à parede e arrastar-me até à porta para voltar a entrar em casa. Eram mesmo armas. Nisto ouvi barulhos de rádio típicos de bombeiros ou polícia, pelo que me pareceu que fossem polícias à civil, mas não tinha a certeza.

Ora, eu vivo numa zona em que a pior coisa que acontece é a criança que cai do triciclo ao fim-de-semana e esfola um joelho. Ou os miúdos que tocam à campainha e fogem.

- PAM! PAM! Têm uma arma!

Lá se dirigiu o homem para a varanda, eu a perguntar-lhe o que estava a fazer, eu a dizer-lhe para parar, ele armado em velha alcoviteira dizendo que já voltava e pronto, tive de o deixar espreitar.

Uma pessoa pensa que ele vai ver com os próprios olhos para crer, mas não. Estamos a falar do PAM, portanto o desenlace da situação nunca pode ser uma coisa normal.

No meio da escuridão da noite, do alto da varanda, de pijama às riscas, homens armados a uns metros, ouve-se a voz do PAM acompanhada de um aceno:

- BOA NOITE! Está tudo bem?

Nãaaaaaaao! É por isto que algumas mulheres ficam viúvas.

Avaliemos o comportamento Rocky VI:

1) O PAM é um indivíduo que nunca perde a educação, introduz o contacto cumprimentando os presentes (homem estendido no chão e homens com armas) com um "boa noite!". É o orgulho da família.

2) O "boa noite!" é acompanhado de um aceno, um "olá", aquela cena universal que usamos para dizer "venho em paz" e que esperamos que tenha o mesmo significado em culturas diferentes. Ainda assim, estou em crer que por mais simpatia que tenha, não há votos de um bom serão ou acenos que nos salvem de uma bala.

3) O PAM estava despenteado e com um pijama de riscas azuis e brancas, coisas finas de algodão egípcio que a mãe lhe compra no El Corte Inglés o que, juntando à abordagem "BOA NOITE! Está tudo bem?, a única coisa que as pessoas conseguem proferir deve ser: "quem é este gajo?".

4) Acho que o "está tudo bem?" é coisa de gente com bom coração, vê-se logo que ele é boa alma, tem bom fundo. Rocky VI do alto da varanda vê um homem estendido no alcatrão de cara para baixo, devem estar 10ºC na rua, há gajos nervosos de armas na mão que gritam tanto que não se percebe nada, é evidente que "está tudo bem". Eu diria mesmo, está tudo impecável!

5) O PAM é daquelas pessoas que acha que um contacto simpático resolve muita coisa. O que é verdade, mas não sei se resolve uma situação que envolve armas.

No fim de contas, o homem estendido no chão preparava-se para levar um Mercedes estacionado ao lado do meu carro e foi apanhado por polícias à paisana que, imagino, estavam a segui-lo.

Lições a retirar

1) Tenho muita pena de não estar ao lado dele na varanda par lhe enfiar uma lamparina.
2) Nunca confiar ao PAM situações limite. A família está em maior segurança se for eu a gerir.
3) Nada como ter um carro de 2005 com mossas numa das portas, ninguém o quer.

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13.11.17

Um dia mato este gajo #89


Durante a madrugada estava caída num sono profundo, daqueles mesmo profundos, quando o homem me acordou com uma mão no ombro.

Naquele despertar inesperado, mil coisas passaram pela minha cabeça:

A herdeira acordou e eu não ouvi.
A herdeira magoou-se.
A herdeira acordou com cocó até às pestanas.
O gato gregoriou a nossa cama.
E toda uma série de tragédias para as quais não estava minimamente preparada.

Mas nada disso. Era o homem sonâmbulo que me acordou para perguntar:

- Do you speak english?


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3.11.17

Urban Beach e os carneiros da sociedade


Ontem deitei-me com uma petição que circula no facebook a mandar fechar o Urban Beach (e pessoas a assinar, até levo as mãos à cabeça!) e acordei com a notícia de que o Ministério Público fechou a discoteca esta noite.

Não aguento tanta estupidez. É de revirar os olhos.

A viralidade da cena de pancadaria que corre as redes sociais, toma conta da imprensa, faz circular a tal petição para fechar a discoteca e acaba de meter o governo, já começa a meter nojo. Custa-me a crer que existam pessoas tão cegas, com comportamentos de carneiro: "eu daqui não vejo nada, mas segue à frente que eu vou atrás".

Esta nova polémica desencadeou aquilo que eu chamo de "comportamento Maddie". Se eu ainda estudasse esta seria a minha tese. O "comportamento Maddie" mostra-se sobretudo nas redes sociais, o desaparecimento da criança deu-se numa altura em que o Facebook era a última coca-cola do deserto e cavalgava o interesse de todos portugueses e descreve um comportamento em que ninguém estava lá, mas todos garantem certeza absoluta o que aconteceu: "foram os pais que a mataram, de certeza", "não sei como ainda não foram presos". Mas qual certeza, meu povo?

Já as pessoas normais e que não estavam lá para ver, não fazem ideia o que aconteceu, é uma pena e será um mistério provavelmente para sempre.

O vídeo do momento desencadeou o mesmo tipo de estupidez: o meu facebook é um mural de pessoas que não estiveram lá, mas a espelunca tem de fechar. Não aguento tanta cegueira e movimento de carneiro.

Não vou fingir que não fiquei impressionada com o vídeo. Sim, fez-me aflição, mas não tirei conclusões imediatas e não assumi que sabia a verdade. Não estando lá contactei uma pessoa que sabia ter lá estado e perguntei se tinha assistido. E a verdade não podia ser mais impressionante e tão contrária ao que se faz crer. O efeito viral das redes sociais é de facto interessante de ser estudado e põe a nu as cabeças menos pensantes.

Importa dizer que eu não sou aqui defensora do Grupo K. Há mil anos que não saio à noite, mas há que reconhecer que este grupo domina a noite de Lisboa há mais de 20 anos. E em todo esse tempo foi conhecido por manter uma frequência dita normal nas suas discotecas onde não entram desordeiros, bêbados e malta da pesada. Não é meu objectivo defender o Grupo K, mas acabo por fazê-lo.

Então, o que é que aconteceu na verdade?

1. Há semanas que um grupo que chamamos de "malta da pesada" decidiu montar arraiais no exterior do Urban Beach. Sem hipótese de entrarem na discoteca, estas pessoas com mau aspecto, espírito desordeiro, assaltavam carros e betinhos no exterior. Ou seja, deslocavam-se propositadamente para uma zona de pessoas de extracto social diferente com o objectivo de facturar mais um iPhone, render mais uns trocos, espalhar o medo e aquele espírito de mitras "quem manda nas ruas sou eu", que tanta tesão lhes dá.

2. Estes mitras nunca estiveram dentro do Urban Beach. Mas ontem, já depois da discoteca estar fechada, perante assaltos no exterior e ameaças a pessoas que claramente não têm arcaboiço para lidar com este tipo de gente (eu também não teria), pediram ajuda aos seguranças que saíram do Urban Beach - fechado, lembro - para arrumar com aqueles bandidos.

3. O Urban Beach não tem seguranças próprios, subcontrata um serviço de segurança, a PSG, um negócio como outro qualquer. Consta que o Urban Beach referiu várias vezes a necessidade de policiamento público no exterior da discoteca. Não há, não vê, as forças policiais aparecem quando é chamada depois de alguém ficar sem carteira.

4. Creio que estamos de acordo quando digo que o Urban Beach e a PSG são um negócio. Assumo que os respectivos donos não estão interessados em má publicidade e polémicas que envolvem o nome das suas fontes de rendimento e que da emprego a tanta gente.

5. Sendo um negócio, não acredito que a PSG diga aos funcionários que em caso de desordem, depois de um homem estar neutralizado no chão, lhe salte em cima da cabeça. Ou seja, o que se vê no vídeo é uma decisão individual, de abuso é certo, mas é uma decisão de um segurança que tomou de livre arbítrio numa fúria cega que é possível ver-se no vídeo.

6. O Urban Beach tomou conhecimento da situação, contactou o serviço de segurança e os abusadores foram afastados. Um procedimento normal e o que seria de esperar da casa. Depois disso, o resto não é problema da discoteca uma vez que não são seus empregados e as pessoas normais do Grupo K devem pensar que não podem culpar uma empresa inteira, a PSG, pela decisão individual de um ou dois colaboradores que decidiram passar dos limites. Já é suficiente o trabalho que deram ao encarar agora uma crise mediática que erradamente envolve o nome do Urban Beach por causa de dois gajos mais nervosos, colaboradores de um serviço subcontratado.


E agora, pensar com a cabeça em vez de ir com a carneirada:

7. De que forma é que o Urban Beach é responsável pelo abuso que se viu, sendo que se trata de uma decisão individual?

8. Faz-me impressão o vídeo. Sim, abri a boca de espanto ao ver. Mas depois uso a cabeça e penso: como é que se trava um gang, um grupo de pessoas desordeiras com más intenções que invade a saída de um espaço de diversão pronto a espalhar o terror e a roubar? Eu que não sou deste meio vou apostar os meus milhões e dizer que isto só é travado com o uso da força. Provavelmente é necessário mandar um abaixo um para provocar medo no grupo e fazê-los recuar em modo colectivo. Não vamos ser ingénuos ao ponto de pensar e afirmar "os seguranças deviam ter-lhes dito para estarem quietos", como se estes merdas fossem criaturas obedientes.

9. Depois, temos ainda a alegada "fama" do Urban Beach que barra pessoas à porta e enfia pancada nos clientes. Não vamos ser ingénuos outra vez. Lembrando que os serviços de segurança são subcontratados, em tantos anos que frequentei as discotecas do Grupo K eu e os meus amigos não éramos mandados sair das filas de entrada, mas também tenho de reconhecer que íamos para nos divertir, não tínhamos aspecto de ter saído do caixote de lixo, não tínhamos roupas nem comportamentos evidentes de gang. O que é acham, que os meninos de coro saem da missa de pólo, vão à entrada da discoteca e apanham até lhes partir os dentes? Não. O Grupo K nunca foi lugar para bêbados desordeiros e mitras. E pelo tipo de pessoas que frequentem este espaço (sem nunca terem apanhado uma carga de porrada), com isso atraem a fina flor do entulho da sociedade no seu exterior, quais abutres em busca de um momento de tensão pelo qual vibram, uma cena de porrada, mostrar que têm força e capacidade de roubo. Como será de calcular, se um destes parvos mitrosos ou o betinho bêbado desaparecer da frente quando lhe disserem "vai-te embora", o confronto físico não acontece. Não vamos ser parvos.

10. Eu sei que isto vai chocar, mas para mim aquele vídeo só peca a partir do momento em que o segurança tem um homem neutralizado no chão e continua a bater-lhe, saltando-lhe em cima. Porque até ali, depois de saber a verdade, só vejo o uso da força como única solução. É triste, é horrível, faz impressão, mas é necessária. Enquanto para mim uma cara feia e um par de berros me deixavam cheia de medo e em fuga, não acreditem que o mesmo acontece com este tipo de desordeiros.

Depois penso também: vamos imaginar que a minha filha sai à noite com os amigos. Prefiro que vá a um espaço onde a segurança se mexe e não fica a ver. Entre a minha filha assaltada e um membro de um gang deitado no chão em sangue, desculpem lá, mas o último não ganha a minha simpatia.

Isto faz lembrar aquele caso de um GNR que perseguiu um criminoso numa carrinha após um assalto, baleou os pneus, a bala entrou na traseira da carrinha e matou o filho do criminoso que seguia escondido atrás. O GNR viu a vida devassada, foi suspenso, ficou sem vencimento, passou necessidades, viveu de caridade e ainda foi condenado a pagar ao pai da vítima uma indemnização choruda, que na verdade foi uma empresa que juntou funcionários e pagaram a indemnização ao filho da puta. Eu e o PAM contribuímos e ajudámos o GNR a conseguir o montante necessário, sendo que não o conheço de lado nenhum, nunca falei com ele. Ajudámos porque ficámos envergonhados com a justiça deste país. Queremos polícias que nos defendam?

O que é que estamos a transmitir aos criminosos?

Agora que a tonta petição fez efeito, que o governo está metido nisto me vez de estar a trabalhar em tentar descobrir onde pára o dinheiro das doações dos fogos deste ano, os vossos filhos merecem discotecas onde entrem estes mitrosos, lhes saquem a carteira e o telemóvel e ninguém se chegue à frente para os defender porque pode dar chatice.

Não se preocupem, afinal, quando o Urban Beach e a PSG forem afastados (devido ao resultado de decisões individuais de um serviço de segurança subcontratado), o vosso argumento "quero que o meu filho possa sair à noite" vai agora fazer muito mais sentido.

Quando dentro da próxima discoteca do momento qualquer mitra puder entrar e limparem tudo o que os vossos filhos tiverem nos bolsos, alguém há-de emprestar um telemóvel para ligarem para casa nervosos, com um enorme sentimento de injustiça dirão: tanta gente à volta e ninguém foi capaz de me defender.

Think out of the box. Carneirada é que não, por favor.

***

O texto parece ser de difícil compreensão, pelo que deixo esta adenda:

1. Usei a expressão "carneirada" para quem assina uma petição porque ela circula na net. Não chamei "carneiro" a quem não concorda comigo, até porque quando escrevi o texto ele não estava publicado, logo não tinha comentários, logo não poderia saber se os leitores concordavam ou não. Get it? Nem tive nenhum momento de futurologia.

2. Em nenhum momento acho exemplar o que aconteceu.

3. O que aconteceu é crime.

4. Ver o vídeo levou-me a fazer expressões de espanto e horror.

5. O que eu digo, a opinião que expressei, é que isto não é tudo branco ou preto, existem áreas cinzentas. A pessoa estendida no chão fazia parte de um grupo que estava no local para provocar distúrbios; os seguranças em questão não são trabalhadores da discoteca, foram chamados para ajudar e a partir de um certo ponto agiram por sua iniciativa pessoal. Logo, no caso em apreço, não existe responsabilidade do Urban (neste caso). No entanto faz-se crer que isto é tudo culpa do Urban, o que considero estúpido (é a minha opinião, aceito que tenham outra, mas não me macem com isso, apresentem antes argumentos).

6. Este é um comentário de FB na página de um jornal. Não conheço o autor.


Retirando a atenção das questões de português (é inevitável), isto leva-me a outro ponto de vista. Independentemente de existir no vídeo uma sova brutal que constitui crime, segundo consta, este grupo dirigia-se para a frente do Urban há semanas, com o objectivo de roubar e provocar distúrbios. 

7. Ao que parece, segundo as testemunhas, uns bandidos queriam telemóveis, outros queriam vingar em cenas de porrada numa constante provocação. 

8. O Urban deve meter na discoteca umas duas mil pessoas numa noite. Quantos seguranças há para cada 100 pessoas?

9. Os seguranças defendem as pessoas com o corpo, não têm mais nada que os defenda, a lei não permite. Não há sequer direito a umas algemas para segurar bandidos e aguardar pela polícia.

10. E chegamos à minha grande questão e é sobre isso que o texto trata: o que se fez foi errado, é crime, mas nós, no lugar de vítimas nas mãos destes bandidos, provocados para dar a carteira, o telemóvel, para encetar uma cena de porrada, enfiados a um canto rodeados por este tipo de gente da qual não conseguimos calcular o passo seguinte, ninguém faz nada, chamam os seguranças de um espaço que já está fechado, queremos que nos defendam e sair dali ilesos, quando chegam os seguranças dizemos: "parem com isso, não têm legitimidade para bater em mitras!" ou pedimos por socorro? É aqui que está a área cinzenta. Não é legítimo, mas o que nos resta?

11. Alguém acredita que a polícia ainda não tinha sido chamada? Onde está ela no vídeo?

12. Existem outras pessoas que usam a expressão "mitra" e ela está aqui, no ponto 10 do Priberam. Inocente aquele que acha que não somos diferentes e que é errado rotular pessoas com base na sua aparência. Se largados à meia-noite um beco escuro de Juarez, México, fazem juízos de valor a quem vos aparecer pela frente a prestar ajuda? Será ajuda ou "ajuda"? Nunca tiveram medo de uma pessoa na rua? Sim, todos fazemos juízos de valor que podem estar errados. Mas qual é o rácio de deduções acertadas para erradas? Julgar uma pessoa pelo seu aspecto atempadamente, dando possibilidade de risco de fuga, pode salvar uma criança de ser raptada, uma mulher de ser violada, um garoto de ser assaltado. O que há de tão errado em julgar as pessoas? Não percebo.

13. Em suma, o que aconteceu foi horrível, é crime, mas o que quero dizer é que há muita hipocrisia por aí. Eu preferia ver um bandido no chão ensanguentado do que ser eu com uma faca encostada ao pescoço a pedirem-me o iPhone. E isso não significa que aprove a violência ou que ache que tem desculpa, significa que há indivíduos que não deixam muita opção e outros que não sabem medir quando já chega.

14. Já estive numa situação em que me bateram porque sim. Tinha 14 anos, porque era evidentemente frágil, porque me cruzei com pessoas de bairros sociais que me provocaram "estás a olhar?", porque estavam sedentos de mostrar poder, porque olhei para o chão, porque acelerei e fiquei rodeada, porque estava no lugar errado à hora errada. Bateram-me tanto, tanto, tanto. Não tive hipótese. Estive dias a perder cabelo às pás, fiquei cheia de nódoas negras, rasgaram-me a roupa, senti-me humilhada, abandonada, não houve quem me defendesse e havia pessoas a ver. Vivi um momento de terror tal que urinei e molhei nas calças. Fui gozada no fim por ter perdido o controle da bexiga. Lamento, não me custa nem um bocadinho quando a este tipo de merdas o feitiço se vira contra o feiticeiro. Mas isso não significa que sou apologista da violência.




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2.11.17

I love home style #22


O PAM acalenta o sono de construir uma casa, tudo pensado ao mais ínfimo detalhe, tudo como sempre quisemos.

Se é para fazer, é para fazer em bom. Que o projecto comece com estas escadas (não faço questão no friso metalizado).
A mesa pode ficar.

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Desejo de consumo #26


Nem é bem um desejo de consumo porque o vestido já aguarda utilização no armário, mas tempo para lãs é que nem vê-lo! Eu sei esperar ❄


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31.10.17

Preferidos do mês #1


Cremes, maquilhagem e cenas, está iniciada uma nova linha de posts mensais, xuxus!

"Maçã, que creme hidratante recomendas?", "Maçã, onde arranjas o cabelo?", "Maçã, qual é para ti a máscara de pestanas ideal?", são algumas das mil perguntas que vou recebendo e tantas tenho no mail ainda por responder. Importa dizer que não sou consultora de beleza, mas posso aconselhar produtos por experiência de utilização.

Tanto uso produtos caros, como linhas de farmácia ou de supermercado. Não sou diferente de muitas mulheres, adoro estrear embalagens e experimentar produtos novos. Por isso, tenho produtos fixos que adoro e não abdico e outros que gosto muito mas o espírito de novidade pede para ir variando. Há ainda as marcas do coração (que também são várias, ninguém usa apenas uma marca).

1. Chubby Stick Woppin' Watermelon da Clinique - adoro os chubby sticks da Clinique, tanto que fui somando cores e agora tenho uma pequena colecção. Muito hidratantes, a cor Woppin' Watermelon é um cor-de-rosa leve que dá logo boa cara. É um dos meus batons preferidos e este está sempre na minha mala.

2. Gel Micelar da Garnier - Adoro água micelar e praticamente deixei de usar desmaquilhante. Descobri o gel micelar este verão e é um óptimo produto de supermercado. Suave, lava a cara e sentimo-nos limpas, que é o que se pretende.

3. Eternity da Calvin Klein - não me canso, uso desde os meus 17 anos.

4. Extraodinary Oil in Cream da L'Óreal - comprei este creme em NYC e foi uma surpresa muito boa. O meu cabelo é um dos meus maiores inimigos, detesto-o, aliso-o, mas não há paciência para estar sempre a esticar o cabelo quando o efeito do alisamento já falha. Então tento aceitar a tragédia de cabelo que me calhou em sorte, encaracolado, mas em vez de parecer que apanhei um choque eléctrico tento que exista alguma ordem. A maioria dos cremes para mim (que nem sequer tenho volume na raiz, é tudo mau) são pesados e deixam o cabelo colado à cabeça. Este é o melhor que já experimentei de supermercado. Boas notícias: vende-se por cá!

5. Photoderm MAX Aquafluide da Bioderma - Não deve haver dia que não lamente as manchas que tenho na pele. Por isso, protecção alta é fundamental todos os dias, seja verão ou inverno. Fujo de cremes oleosos, este tem uma base de água.

6. Design de sobrancelhas na Benefit - O que eu fui descobrir! Já me podiam ter avisado que este serviço existia. Conheço a Benefit desde antes de existir em Portugal, é uma marca que gosto muito, tenho muita coisa e usei produtos que até já foram descontinuados. Arranjo as sobrancelhas desde a adolescência e nem sempre foi um trabalho simples: são diferentes uma da outra, gosto mais de uma do que de outra e numa delas tenho uma falha onde nunca cresceu pêlo (e que pinto com um lápis todos os dias). Quando arrisquei este serviço achei que me iam dizer: "está bom assim, é para manter, não há nada a fazer". Nunca pensei que houvesse trabalho a fazer ou para me ensinar. Quanto me enganei!

Na Benefit do Chiado a Sofia explicou o que estava bem e o que podia ser melhorado, desenhou com um lápis as alterações que faria, olhei ao espelho, aceitei as sugestões e fui em frente. Conseguiram fazer uma coisa que nunca consegui, que foi mudar as sobrancelhas para que ficassem iguais. Aleluia, sisters! Uma vida a pedir isto!

A Benefit tem produtos muito bons para fazer este trabalho que não dói e não agride a pele. Antes de colocarem a cera passam um óleo especial. O que acontece é que a cera não cola à pele, cola apenas aos pêlos. Por isso, quando se puxa pela banda para depilar, a pele não vem de esticão atrás. Eu sou uma pessoa que detesto depilação a cera, acho traumatizante, crio gânglios inflamados, poros infectados, fico toda encarnada, detesto! Mas isto é outra coisa, é um serviço top que vou passar a ser cliente habitual. Não só a vermelhidão passa num instante com um tónico calmante (maravilhoso), como desaparece toda aquela penugem em volta das sobrancelhas que é impossível tirar com pinça. Serviço top, foi das melhores descobertas dos últimos tempos.

7. Máscara de pestanas They're Real da Benefit -  Quando estive na Benefit experimentei uma máscara de pestanas. Posso dizer que sou uma esquisita com máscaras, Mas mesmo, é muito difícil encontrar uma que goste. E a minha dificuldade está em encontrar uma máscara que não deixe torrões de produto agarrados às pestanas. Quando vejo mulheres cheias de grumos colados às pestanas, pergunto-me sempre o que tinham na cabeça quando se deixaram ficar assim. Acho tão feio! Na verdade nem é feio, é medonho!

A máscara They're Real é daquelas que tem uma escova plastificada e isso geralmente não é bom, ajuda a criar grumos. Mas quando experimentei, adorei o resultado! E então percebi qual era a questão com este tipo de escovas diferentes: é que sempre que experimentava um tester ele já estava seco a pedir para ser substituído, mas desta vez encontrei um tester em condições e com isso encontrei uma nova máscara de pestanas, oba!

8. Pincel de blush da Kiko -  Tenho tentado ter alguma ordem na maquilhagem, num registo "o seu a seu dono". Pincel para base, pincel para bronzer e agora pincel para blush. Adorei esta compra, muito suave.

9. Água Micelar da Bioderma -  Há meses que me rendi a uma água micelar anti-manchas da Bioderma, mas infelizmente não existe em travel size. E nas minhas viagens tento poupar no tamanho dos frascos, pois a diferença final no peso da mala facilmente pode ser de um ou dois quilos. Na minha procura por uma água micelar em tamanho baby, encontrei esta da Bioderma e acompanha-me sempre que a mala de viagem sai à rua.

10. 
Turnaround Overnight da Clinique
 Há meses que estou a usar este creme de noite. Bom hidratante de noite, ajuda a recuperar a luminosidade da pele e atenua os efeitos do tempo e do sol.


#nãoépatrocinado #éaMaçãqueéjóiadepessoa 

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10.10.17

7 meses de herdeira ❤



Carmencita veste modelo ROS Beachwear SS2018

A herdeira fez 7 meses no dia 2 de Outubro e está uma riqueza de bebé. Esta novidade de encostar a cabeça ao meu peito, receber miminhos e fazer barulhinhos de satisfação (tipo gato), derrete-me ❤

Adoro as nossas noites, os três no escuro da sala, dois a ver séries e ela no colo a receber as minhas festinhas. Dizem que os bebés podem ficar mal habituados a tanto mimo. Não acredito nisso, mas se ficar, aproveitei cada bocadinho em que ela ainda quis ficar encostada a mim.




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9.10.17

Um dia mato este gajo #88

Este post não é bonito, 'tá? Mas é humano. Ainda ponderei contar esta história. Hesitei, mas depois de a contar à minha mãe que chorava e soluçava a rir ao telefone, achei que outros poderiam rir também. Pode ser que vos leve gargalhadas nesta segunda-feira de trabalho.

Quem tem um bebé depara-se com uma realidade antes nunca pensada, ou uma realidade que até já se tínhamos ouvido falar mas não compreendíamos bem até ter um bebé nas mãos: há alturas em que não há tempo para nada. Nada.

Um bebé é de tal maneira absorvente na atenção e nos cuidados que requer que uma pessoa demora que tempos até sair de casa, demora que tempos até finalmente conseguir tomar um duche, adia as idas ao WC para fazer as necessidades humanas, muitas vezes os pais jantam à vez, os telefonemas ficam por devolver, etc. Eu não sei explicar, não sei se complicamos, mas há dias em que é muito difícil gerir o tempo.

E tudo piora quando estamos sozinhos em casa com o bebé, sem outro adulto por perto.

Tinha a herdeira na espreguiçadeira em modo nervoso, eu sabia que não se ia aguentar muito mais tempo sem chorar, mas eu precisava muito de ir ao WC para um nº 2 (não, eu não escrevi isto no blogue).

No WC, ia para tratar da minha higiene pós-coiso quando criança desatou aos gritos, numa pressão desgraçada, sozinha na divisão ao lado, o som a pressionar-me, a pressionar-me, a subir-me ao cérebro, tratei a correr do que tinha para tratar e sai do WC, "pronto, pronto, já aqui estou!".

Fomos à nossa vida (e sim, eu estava devidamente higienizada, não é o assunto aqui).

Cerca de 1h depois, já com o homem em casa, o PAM chama-me aos gritos, mais parecia que tinha deixado a criança cair no chão. Voei para ele que me ordenou que o seguisse com um ar muito reprovador: "anda cá".

Entrou no WC, apontou para a retrete de dedo esticado e perguntou: "eu faço-te isto?".

Ali estava um submarino flutuante com olhinhos a piscar ao meu marido, um enviado especial dos meus intestinos não muito antigo.

Também é por isto que se diz que os bebés arruínam relações. Pressionam de tal maneira com os seus choros histéricos que com o stress as pessoas se esquecem de puxar o autoclismo, deixando um nº 2 a marinar em águas duvidosas para mostrarem a sua cor à outra metade da relação.

Não posso dizer que senti vergonha. Não posso sequer dizer que tive uma pontinha de constrangimento naquela relação triangular no WC: eu, ele e o meu cocó (a fazer-lhe olhinhos).

Enquanto me fraquejavam os joelhos de tanta vontade de rir, senti aquele momento e argumentei:

- Não vês que agora estamos verdadeiramente unidos? Isto é mais que muitos casamentos: tu viste o meu cocó!
- Eu não conheço ninguém como tu... - disse puxando o autoclismo, sempre com aquela cara de quem viu um monstro.

Moral da história: não tenham filhos.



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I love style #19


Elie Saab, 2013


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6.10.17

Gostei e comprei #44


Calças MANGO, antigas
Top ZARA, antigo
Chapéu, Ale-Hop
Sandálias, ROS LISBON

Calças largas e curtas! Já tenho escrito sobre isto e sugeri até este modelito. Não me canso de vestir este tipo de calças, sobretudo eu que vivo mal com roupa justa.

Estas calças não são novas e estão esgotadas, venho tarde. Comprei-as poucos dias depois de a Carmencita ter nascido. Estava numa MANGO quando vi que todas as meninas andavam com estas calças, mas nada de as ver numa prateleiras. Dirigi-me a uma delas e pedi: "quero as suas calças". Foi buscá-las ao armazém, não estavam em loja e efectivamente nunca as vi em loja.

Na altura foi um dilema decidir-me entre um S e um M, estava pançuda, sentia o M bom na cintura mas enorme no rabo, o S ficava bom no rabo mas apertadote na cintura, dilemas de quem acabou de ter bebé, quer mesmo adquirir aquela peça de roupa e não saber se vai voltar à forma anterior.

Felizmente decidi-me pelo S (como forma de motivação) e uma semanas depois comecei a usá-las. E tenho usado, usado, qualquer dia estão gastas!

O modelo já não existe mas encontrei este que vou jurar que é igual, apenas um pouco mais curto.

Boas compras!


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Pôr as crianças a comer



A Mariana começou por ser minha nutricionista por recomendação de uma pessoa. Mais tarde recomendei no blogue (isto já foi há décadas), muitas leitoras recorreram à Mariana com sucesso e com o tempo tornámo-nos amigas.

A Mariana, que passa a vida a somar sucessos e reconhecimento, lançou há dias um novo livro, o "Vamos conhecer os alimentos!", desta vez para crianças. E a abordagem do livro é genial, cativante para os mais pequenos, parte logo do princípio "eu sei que achas estas comidas nojentas", fica logo feita a introdução e está ganha pelo menos a curiosidade de ver o que tem para dizer.

O livro fala sobre a origem dos alimentos, os seus benefícios, curiosidades, informação para fazer um brilharete à mesa, tudo com desenhos atraentes e todo um suscitar de curiosidades em páginas divertidas em vez do modo debitar informação.

Alimentos estranhos, aspecto pouco apetitoso, pais que insistem que "faz bem", o que é comer bem, das leguminosas às especiarias, das frutas aos lacticínios, verdades e mentiras, tudo para ter à mesa um entendido na matéria. O conhecimento é muitas vezes o suficiente para testar novos sabores e para tornar a alimentação mais fácil.

E se são como eu que começam a comprar presentes de Natal com muita antecedência, aqui fica uma excelente ideia para os mais pequenos.






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29.9.17

Maternidade em modo zombie


A minha vénia às mães solteiras, mães que têm de sair para longe e trabalhar, mães de bebés com problemas de saúde, mães com depressão pós-parto e sem qualquer tipo de apoio e ajuda, não sei como conseguem. Mas não sei mesmo. Sei que sou uma privilegiada, tenho saúde, uma família grande, generosa e uma pessoa que me ajuda durante o dia. Ainda assim, tendo de gerir vários negócios e sobretudo pelo lado profissional que não posso parar, não tem sido fácil.

Nos primeiros dias de bebé comentei no facebook do blogue que tinha sido capaz de uma proeza: durante a noite a minha filha choramingou a chucha caída, liguei a luz para lhe devolver o consolo, mas entre pegar na chucha e levá-la à boca, adormeci a meio do caminho com o braço estendido. Não sei se aconteceu por uns segundos ou por uns minutos, mas achei que o episódio retratava bem o cenário de ter um recém-nascido ao lado da cama.

Duas noites depois um novo episódio aconteceu. Foi uma daquelas madrugadas más em que a criança se recusava a dormir, peguei nela e pu-la a dormir ao meu lado fazendo uma asa com o braço e encostando-a a mim. Foi o único método que resultou para podermos dormir, mas quando acordei perguntei ao meu marido se tinha sido ele a colocar a herdeira junto de mim, respondeu ter sido eu. E eu pura e simplesmente não me lembro de ter pegado nela.

Quando relatei o primeiro episódio no blogue li o comentário de uma mãe que me deixou a pensar. Dizia: “E digam-me uma coisa, mães: vocês nesse estado sentiam-se felizes?! Eu não... mentiria se dissesse que sim”.

O comentário não fez grande eco. Não sei se passou despercebido, se as mulheres se escondem no silêncio e se esse silêncio esconde uma “vergonha”, um sentimento que não é suposto sentir. A sociedade dita que a gravidez e o nascimento de um bebé devem ser a representação da felicidade máxima de uma mulher, o dia do nascimento deve ser o dia mais feliz na vida dela e quem não corresponder a este estereótipo é uma mulher sem coração, uma mal-amada, um bicho raro, no limite uma mal-agradecida pelo que a vida lhe deu quando existem tantas mulheres que não conseguem ter filhos.

Cada mulher terá uma sensibilidade diferente à nova realidade de ter filhos, mas eu estou no mesmo saco da leitora que teve coragem de dizer que os primeiros tempos não eram representação de felicidade. Também não é que me sinta infeliz e miserável, mas para mim não existe grande felicidade num recém-nascido. Não é que não se goste do bebé, nada disso está em causa. Os bebés são um docinho, especialmente quando estão a dormir e ficamos a namorá-los com o olhar no berço.

Mas ter um recém-nascido é muito mais do que isso. É não dormir, é ouvir gritos e um choro que nos entra na cabeça como um berbequim (isto não é força de expressão), é ter de alterar horários, é não poder sair de casa, é ter a paciência reduzida e em simultâneo um mundo de pessoas a querer saber como está a correr, a pedir fotos e a querer visitar, é fazer sonos intervalados e precisar da cabeça para trabalhar, é somar fraldas sujas que chegam ao limite do caixote de lixo, é esgrimir mil e uma estratégias para nos facilitar a vida (temo-nos deitado às 22H), é comprar horas de sono ao bebé e reduzir o cansaço enquanto nos perguntamos também mil e uma vezes: “mas o que é que ela tem?”. E no caso da minha filha na maior parte das vezes não tem nada, simplesmente chora, porque sim.

Lamento, mas não há felicidade nestas alterações de vida. Pode haver felicidade em olhar para o bebé, podemos ter sentimentos de amor, mas tudo o resto, a tal “nova vida” de que se fala, essa não traz qualquer felicidade. Eu cheguei a chorar de desespero por entre os gritos e um choro que se prolongou nos meus ouvidos por 11 horas. Já sabemos que a privação de sono é um método de tortura, mas ouvir o choro de um bebé sem nada que o faça calar pode muito bem ser um método de sacar informação aos terroristas. Este episódio (ou deverei dizer dia inteiro?) deixou-me um amargo sentimento de arrependimento e a sensação de ter entregue a minha liberdade por algo que não me estava a fazer feliz. Não há felicidade possível numa cabeça fundida e com um raciocínio lógico comprometido.

Felizmente este sentimento não acontece todos os dias, mas aconteceu e por isso disse ao meu marido que não via felicidade no exercício diário de ser mãe. Pareço um boi a olhar para um palácio quando nos primeiros tempos me perguntam: “ser mãe não é a melhor coisa do mundo?”.

Adoro a minha filha, não está em causa o sentimento por ela, mas o exercício de maternidade de um ponto de vista racional e tudo o que envolvem os primeiros tempos, tudo o que limita e o desgaste mental e físico que traz, a mim não me proporcionou qualquer tipo de felicidade. E não posso dizer que tenha sido uma surpresa, sou uma pessoa extremamente racional, já imaginava que me fosse sentir assim.

Assumir uma coisa destas parece ser um choque para os outros e deve ser por isso que os pais passam a vida com a conversa “ah, mas compensa…”. Não compensa nada, não há aqui sistema de compensações, há de consequências. Para ter uma herdeira, uma “costelinha”, a minha vida teve de piorar. É assim, um preço a pagar, faz parte, e dizem que tudo melhora, a criança e a sensação de cabeça arrasada, o que é verdade. Por isso, se houver por aí mães que não estão a dar urros de alegria por terem um recém-nascido em casa, não se preocupem, não são as únicas e quem não achar isto natural cá para mim está a mentir.

No entanto é verdade que são uns docinhos quando estão a dormir, pelo menos a minha era. Quantas vezes exclamei: “tão bonitinha!”, mas isto é ela a fazer caras fofinhas e a manipular-me poucos dias depois de ter saído da minha barriga.


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27.9.17

Red, red everywhere!



Já devem ter reparado que as montras e revistas têm encarnado por todo o lado.
No início estranhei, mas agora está a chegar-me ao sangue.

Não consigo deixar de pensar num modelo que tive da ROS LISBON, o VITÓRIA, e fazê-lo em encarnado puro e duro. Ia adorar com o look total preto.

Em camurça. Ai, a vontadinha!
Sempre quis uns botins encarnados e agora parece-me ser o momento.



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25.9.17

Ter filhos: tornamo-nos todas mães “extremosas”? Mudamos para sempre?


Chegada a era do Facebook nasceu na internet um fenómeno que apelido de “mães extremosas”. Não se deixem enganar pela designação que parece fruto de dedicação, algo de bom, porque não é.

Recebem o nome de “extremosas” porque são de extremos, radicais, fundamentalistas, são aquelas mães prontas a julgar outras que não professem dos mesmos ideais, mulheres sugadas pela maternidade sem outro tema que as preencha, um papel assumido e devorado de tal forma que as torna más pessoas para com outras mães, com especial destaque nas redes sociais.

Muitas vezes os comportamentos destas mulheres me fizeram pensar que se fosse para me transformar daquela maneira, preferia nunca ter filhos. Na internet, perdi a conta às vezes que fiquei horrorizada com a maldade e a falta de tolerância para com outras opções diferentes, por exemplo no que toca a dar de mamar vs optar por leite adaptado, apenas para mencionar um clássico que provoca tanta ira neste tipo de mães.

A gravidez e a maternidade podem ser transformadoras de personalidade. Algumas mulheres podem ser de tal maneira absorvidas e apaixonadas pela nova missão que a maneira como as conhecemos uma vida inteira pode alterar-se. E em parte percebo que muita coisa mude dentro de nós, na cabeça e no coração, percebo que algumas opiniões e ideias se alterem, mas compreendo menos quando a transformação torna a nova mãe numa outra pessoa.

Antes de engravidar e durante a gravidez muitas vezes me perguntei: será que vou mudar muito? E o receio não era só meu. Durante a gravidez um amigo contactou-me com alguma regularidade com testes de despiste para verificar se me estava a transformar para pior. Ele tem amigas que desapareceram para a maternidade e nunca mais foram encontradas, passaram a fazer parte de certas seitas que ele prefere ignorar a existência, tornaram-se estranhas, irreconhecíveis e compreendo o receio de que o flagelo pudesse acontecer a mais uma amiga.

As perguntas de teste iam variando. Apesar de feliz com a minha gestação planeada, não mudei a minha opinião relativa à liberdade de uma mulher poder optar por interromper uma gravidez, continuo a achar a maioria dos livros de gravidez uma vergonha que obriga todas as mulheres a uma imensa felicidade, a gravidez não mudou a minha opinião quanto à amamentação (a ideia nunca me apaixonou), não me embevecia a cada carrinho de bebé que passava por mim, continuava a não ter paciência para crianças aos gritos em restaurantes, para me interromper e dizer: “OK, OK, estás o mesmo monstro de sempre!” e mudarmos para outros assuntos de conversa distantes da maternidade.

No entanto, já mãe e de bebé nos braços, ainda que longe de uma experiência “extremosa” que nunca acreditei que me acontecesse, perguntava-me se o desapego seria insuportável. À semelhança do que aconteceu com pessoas que me são próximas, perguntava-me se ficaria de coração apertado para sair de casa sem a cria pela primeira vez, se me sentiria incapaz de a deixar com algum familiar para ir jantar fora ou ir ao cinema, mais ainda, se seria afectada como confessam sentir alguns amigos, incapaz de me afastar por uns dias e ir viajar.

Até à data, nada disto se verificou. Não fiquei de coração apertado a primeira vez que saí de casa e a deixei para ir às compras (aliás, saí cheia de vontade ainda que fosse apenas para ir ao supermercado), não fico ansiosa perante a ideia de a deixar com a minha mãe (embora me provoasse ansiedade a hipótese de a miúda encarnar o demo e proporcionar onze horas de choradeira como assistimos nos primeiros dias) e, embora a ideia de viajar me pudesse deixar de coração apertado e mesmo vir a deixar-me de olhos molhados, nunca estive perto do ponto de desistir, de não querer viajar ou de adiar os planos de viagens durante uns anos por sentir o coração incapaz de resistir à distância. Este foi um exercício ao qual me obriguei, por mim, pela minha relação, senti que tinha de manter uma parte da vida, alguns dias que fossem só nossos, meus e do meu marido, sem bebés. Racionalmente imagino que seja mais difícil nas primeiras vezes e com o tempo deve ir melhorando.

Poucos dias depois de ter nascido a herdeira ligou-me um outro amigo para saber como estava a correr o regresso a casa, tendo eu suspirado “não tenho paciência para estes berros!”, ao que respondeu: “Cruella de Vil!”. 

Em suma, tudo indica que esteja na mesma. Ainda sou eu! Ou então é cedo e tudo pode ainda mudar. Nisto de ter bebés o melhor é não criar verdades absolutas e deixar os cenários em aberto.


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24.9.17

Desejo de consumo #25



Cruzei-me com esta imagem no Pinterest e dos meus olhos voaram corações 
Eu quero!

O problema é que isto é um guia para fazer igual. Mas uma pessoa não pode perder a esperança assim. Onde? Já alguém viu por aí calças em alguma marca?

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22.9.17

Gostei e comprei #43




Calças largas ZARA, aqui
Top com mangas ZARA, aqui
Mala, modelo Lisboa, ROS LISBON
Sandálias, modelo Margarida, ROS LISBON


Assim que começa a meia estação, lá da primavera até ao outono, dificilmente me apanham de jeans. Não consigo, sinto-me quente, cheia de calores. Tenho mil calças sem serem de ganga que uso cada vez mais, adoro calças curtas e largueironas. Além de serem giras, sou capaz de jurar que trazem mais conforto do que umas leggings de ginásio. Na minha viagem a NY este tipo de calças foi o modelo que mais ocupou lugar na mala.

Sorte a minha este estilo está em todas as lojas, pelo que tenho vindo a somar vários modelitos e cores no meu closet. Este modelo das riscas em particular é de um tecido de sonho do lado de dentro, é tão bom que sabe bem as festinhas que vai fazendo nas pernas enquanto os movimentos fazem as calças roçar na pele. Por mim passava a vida com elas e podiam fazer em todos os padrões e cores, eu compro! Escolhi um tamanho M e o preço é very nice: 19,95€. Agarrarem enquanto é tempo, aqui.

Sendo que este tipo de calças continuam em alta para a estação de inverno, já estou de olho em algumas, só preciso perceber como é que isto se combina sem ser com sandálias, ténis ou sabrinas. A ver vamos!

Outra compra que valeu muito a pena foi este top com um corte muito simples, um twist nas mangas em folho - que é o que dá graça ao modelo - e ao preço simpático de 7,95€. Comprei um tamanho S, podem encontrar o top aqui.

Boas compras!



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A nova Inbox do Gmail


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21.9.17

Dermatologistas: estou a perder a paciência


Já não sei o que fazer, estou a perder a paciência para dermatologistas e queria mesmo, mesmo, mesmo, encontrar um ou uma dermatologista que me compreendesse e me fizesse parar de andar aos saltos de consulta em consulta.

Tenho uma coisa de pele que dá pelo nome de queratoses e fibromas. É um presente genético da minha mãe que não vale a pena procurar no Google porque as imagens são nojentas e não correspondem ao meu estado. São como sinais e bolinhas de pele que sempre fui tendo, fui queimando, mas com a gravidez e o pós-parto sinto que houve uma explosão de confetis. Tenho imensas! E não vivo bem com isto.

Maioritariamente trata-se de uma questão estética, mas convém que uma pessoa se sinta bem na sua pele, certo? Os meus sinais e bolinhas de pele são mínimos, MAS - e aqui reside o problema - isto cresce com o tempo e se não queimar, aí sim fica o nojo que se encontra no Google. Além disso, se é para queimar, parece-me sensato que se faça logo quando nasce, quando é mínimo e tem perto de 1mm do que ter de queimar uma área maior e sujeitar-me a cicatrizes.

O que é que acontece quando vou ao dermatologista mostrar o meu caso? "Ahh, mas são tão pequeninas, acha que vale a pena?". Fico logo em brasa, isto está a repetir-se uma vez atrás de outra. Qual é o problema de ir queimando queratoses e fibromas à medida que vão aparecendo, uma ou duas vezes por ano? Qual, por Deus?

Nenhum médico me diz que não de forma taxativa, mas andam ali às voltas a dar-me aulas e a tentar convencer-me de uma coisa que tenho há anos e tenho sempre, sempre, procurado exterminar à medida que vão aparecendo. Eu não preciso de lições, preciso de alguém que o faça sem opinião pessoal "não vale a pena".

Como se não bastasse, com a gravidez apareceu-me um buraco nas costas que originou um ponto negro hediondo com área cinzenta em redor. Por mais que seja espremido volta sempre, existe um buraco que não fecha. Por que raio aparecem buracos na pele com a idade? Tenho uma amiga que consegue meter o espigão de um brinco quase inteiro!

Entre outras coisas, este foi um motivo para não meter os pés na praia este ano. Não suporto a ideia de me verem pelas costas e ter um ponto negro que parece bruxedo a fazer caretas às pessoas.

No dermatologista, mostrei a peça. Reconheceu haver um buraco, que provavelmente só é possível corrigir com uma mini-cirurgia, "mas oh, é tão pequeno, tem 1,5mm... é melhor ter um ponto negro do que uma cicatriz, não acha?".

F****-se! Não, não acho! Prefiro ter a cicatriz de um ponto, de 10 pontos, um ponto negro é que não! Onde é que estas pessoas têm a cabeça?

Portanto, qual é o próximo consultório onde vou bater à porta e de preferência que tenha acordo com a Multicare?

Começo a pensar que o que preciso é de um dermatologista ligado à estética, alguém que saiba compreender a minha vontade, os meus complexos e corrigir o problema que nunca vai desaparecer, mas que pode ser atenuado.

Há por aí alguém com um problema semelhante e que me possa dar sugestões? Sugestões com experiência própria, SFF, porque dermatologistas há muitos mas pelos vistos isto é uma área que tendem a não querer tocar porque não é maligno e acham que para a pessoa não faz diferença. Mas faz, caramba! Faz! Oiçam os pacientes!


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Beber água de maneira diferente


Tenho pena, mas não sou uma pessoa de beber água, não gosto. Por mim bebia água apenas quando tivesse sede, o que é errado, pois se temos sede o corpo já está em privação. Adorava ser como uma funcionária que tenho, anda sempre de garrafa de água na mão, daquelas com design.

Para mim só existe uma maneira de conseguir beber 1L a 2L de água por dia, que é na versão chá ou sabores e flutuantes. E só é possível se não andar o dia todo na rua e tiver dias de escritório, porque de outra maneira só de fraldas.

Têm-me sugerido várias garrafas de água em estilo fashion, amigas do ambiente, livres de BPA e outras porcarias. São mesmo giras e vale a pena a partilha para quem gosta de água ou para quem, como eu, vive numa luta para beber mais água.

O bom destas garrafas - além de pouparem o ambiente - é que são fabricadas mesmo com o objectivo de beber água, pelo que nas boas marcas podemos livrar-nos dos efeitos secundários de materiais de fraca qualidade como a água vir a ganhar sabores esquisitos ou fugas para dentro da mala.


Adoro esta garrafa! 
Além de ser fã da cor menta, é possível personalizar a tampa com o nosso nome.
Este modelito leva 550ml e está disponível na EQUA, aqui.



Num outro registo este modelo é de aço inox, promete uma bebida fria durante 24H e uma bebida quente durante 12H. 
Este modelo leva 500ml e está disponível na CHILLY'S, aqui.



Este modelo é o que ganha para as minhas necessidades, pois parece ter um gargalo melhor para inserir frutas e um rede para separar a bebida dos sólidos ao beber. Só lhe falta um garfo para comer os mirtilos no fim. 
Este modelo leva 500ml e está disponível na Drop Bottle, aqui


Sou capaz de me encantar por este último modelo, já alguém o adquiriu para dar opinião?

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20.9.17

Finalmente provei tapioca!




Tantas vezes vou ao Brasil e nunca tinha provado tapioca. Com o advento do saudável, das corridas, do fitness, da comida sem glúten e outras variantes, cada vez mais ouvia falar de tapioca sem ter provado.

Para mim foi uma surpresa, achava que as tapiocas eram uma massa tipo crepe ou panqueca, mas afinal é um granulado branco, quase parecem bolinhas de esferovite que colocadas ao calor unem-se fazendo uma tapioca redonda e estaladiça. 

Experimentei a Hó Tapioca (Armazéns do Chiado, em Lisboa), onde vi brasileiros a trabalhar. É boa ideia que as pessoas atrás deste tipo de negócios sejam verdadeiros conhecedores do mesmo. 

Nem sei bem como descrever, a tapioca não tem um sabor forte, é um sabor levemente perfumado. O segredo estará na escolha dos recheios e na qualidade da tapioca que deve ficar crocante. Além disso, é uma refeição leve que permite abusar (o que acaba por ser contraproducente com a ideia light, mas uma pessoa gosta de experimentar!).

Nas tapiocas salgadas eu e o PAM dividimos a versão Paris (com cogumelos e legumes), a Tropical (frango e ananás) e a Giovanni, a minha preferida (de queijo, presunto e rúcula). Nas doces (nas fotos abaixo), dividimos a de Nutella e morangos e a Beijinho, algo tipicamente brasileiro, de morangos, leite condensado e côco. Apesar de ser grande fã de Nutella, gostei mais da Beijinho. E claro, as tapiocas pareciam leves, coisa pouca, mas saímos a rebolar.

No Brasil há tapiocas por todo o lado, fazem parte dos cardápios das garotas saradas e dietas vegetarianas, já que são livres de glúten, ricas em proteínas vegetais, ferro, vitaminas, ácido fólico, cálcio, ómega 3 e não faltam ideias para fazer uma tapioca que pode ser doce ou salgada. Fica a ideia!






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19.9.17

Carmencita já lê!


Uma das memórias que tenho de infância são os livros. Fui uma miúda devoradora de livros, não demorava muito a chegar à última página e as minhas listas de Natal incluíam sempre livros. A minha mãe, o meu avô e uma das minhas tias deram-me todos os livros que quis ler. A ida à Feira do Livro, no Parque Eduardo VII, era a cada ano uma tradição que me arregalava os olhos. Voltava para casa com sacos de As Gémeas, Os Sete, Os cinco, Uma Aventura, O Colégio das Quatro Torres, quantos passaram por mim!

Tenho consciência que toda essa leitura me ensinou a escrever português quando estudava numa escola estrangeira. Adorava poder passar o gosto pela leitura à minha filha, sobretudo levá-la a folhear livros com mensagens como este 'Bombeiro dos pés à cabeça', uma parceria entre o Grupo Os Mosqueteiros (Intermarché, Bricomarché e Roady) que procura sensibilizar os mais pequenos para a prevenção dos incêndios florestais e o trabalho notável dos bombeiros, num Estado que tão maltrata estes voluntários, mas que dependendo da generosidade e gratidão da população nada lhes faltará. 

Num ano em que a Estrada da Morte nos deixou imagens tão difíceis de engolir, faz sentido que este livro apareça à venda todos os anos, pois todos os anos há crianças para ensinar e aprender. Até podiam criar várias histórias coleccionáveis, fica a sugestão.

A compra deste livro (1,99€) contribui para uma campanha do Grupo Os Mosqueteiros que procura renovar os equipamentos de protecção individual de combate a incêndios, tendo desde 2014 entregue 1.255 fatos completos.

A Carmencita muito agradece ao Grupo os Mosqueteiros e à Liga dos Bombeiros Portugueses este livro que vai guardar, estimar e com ele aprender 

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© A Maçã de Eva

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