17.8.17

Casamento de verde





Vestido, ZARA (antigo)
Clutch, ZARA (antiga)
Brincos, Casa Batalha em promoção aqui
Pulseira, Massimo Dutti (antiga)
Relógio, Nine West (antigo)
Anéis Swarovski (antigo)


Há dias tive um casamento que será o único deste ano. Snhif!, os casamentos começam a rarear, o que significa que todos os meus cabelos brancos têm justificação: estou a ficar velha.

O vestido parece ter causado muita sensação nas redes sociais do blogue, todas queriam saber de onde era. É da ZARA, xuxus. Mas lamento informar: é do início de 2016. Até me espanta que ninguém tenha reparado, já usei este vestido antes, em amarelo, noutro casamento que podem espreitar aqui, estava eu grávida. Lembro-me que o vestido custava 40€. Comprei a versão amarela no registo habitual: isto vai dar jeito e deu.

Meses mais tarde, nos saldos, encontrei a versão verde a 20€. Agarrei imediatamente: isto vai dar jeito. A clutch com escamas já é antiga, também da ZARA, salvo erro de 2012, uma outra pechincha dos saldos que segundo um post antigo custou 12€.

O vestido era tudo aquilo que pretendia: solto - acreditem que no Alentejo e num dia de 40ºC vestidos justos com fios de transpiração a escorrer pelas costas é a última coisa que querem sentir - leve, arejado e o melhor de tudo, um modelito "esconde gorduras" que eu estou gorda como um toucinho.

E é assim que se fazem compras para as festas, sejam casamentos, baptizados, aniversários. Recomendo sempre comprar fora de época, sem qualquer convite à vista, vestidos, acessórios, you name it, o risco de encontrar igual é muito pouco. Pelo contrário, se as peças forem da estação actual, ui! Cheguei ao casamento e estava lá um vestido que me encheu o olho há semanas, mas até me benzi, ainda bem que não o comprei!

O espaço da festa também suscitou curiosidades, chama-se Moinho do Álamo, que podem consultar aqui. Não conhecia, muito giro, muito conseguido, para quem procura spots para ter a sua festa de casamento, esta é uma boa opção. 

De todos os casamentos a que já fui (e são muitos!), este foi sem dúvida o casamento em que melhor bebi. Não retiro prazer nenhum das bebidas típicas como vodka e whisky, não gosto nada disso. Mas se me servirem cocktails, o melhor é prenderem-me as mãos! Nesta festa havia todo o tipo caipifrutas e outras bebidas frutadas que se bebem como um suminho. Soube-me pela vida, já não bebia assim há décadas! Estava tão bom que ao jantar recusei o vinho e continuei nos cocktails.

Fui uma verdadeira esponja que resultou neste episódio. No dia seguinte, zero ressaca. Estava impecável, como nova. Os responsáveis por aquelas maravilhosas bebidas chamam-se Ás de Copos e quanto a mim deviam estar presentes em todos os casamentos. Se algum dia der uma festa é certo que estes meninos entram na lista de serviços a requisitar. Não faço ideia os preços que praticam, mas se pedirem orçamentos digam-me para ficar com uma ideia.






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7.8.17

Desejo de consumo #21

Vestido Wedoble, daqui.

Filha que é minha filha anda sempre vestida a rigor, de princesa. Não apanham a herdeira de fato de treino ou de pijama durante o dia, nem ela sabe o que é isso.

Uso e abuso de vestidos, são a peça mais simples, só uma peça, fácil acesso às fraldas e ainda fica linda, tudo o que se pode querer. Não percebo como há quem diga que "não dá jeito", pois se há coisa que facilita a vida são os vestidos!

Este modelito ficou-me entalado, penso nele várias vezes e não há para o tamanho da riqueza. Volta e meia vou consultando a ver se aparece um tamanho de 9 meses, mas não tenho tido sorte. 

Aproveitem vocês os saldos deste vestido, já que eu não posso, snhiff!

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2.8.17

5 meses de herdeira ❤



A riqueza já tem 5 meses! ❤

Os últimos dois meses são para mim a prova provada de que os bebés deviam estar não nove, mas doze meses na barriga da mãe. O primeiro trimestre não tem nada a ver com os dias de hoje. 

Recém-nascidos não, mas assim, sim! Ando derretida.

Riqueza de sua mãe veste um vestido (provavelmente o meu preferido de todo o closet da piquena) da Wedoble que está agora em promoções.


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Procura-se travel kit de qualidade


Água micelar anti-manchas Bioderma, aqui
Hydrabio Gel-Creme Bioderma, aqui


Produtos que eu gosto a acabar, snhif!

Quando as embalagens estão a acabar tendo a guardar os restinhos para levar nas viagens, mas eu queria deixar de fazer isto. Chateia-me guardar embalagens com restos de produtos que ficam a ocupar espaço no armário à espera do próximo destino.

Em tempos comprei embalagens de substituição, uns frasquinhos transparentes todos bonitinhos. Experimentei com água micelar e líquido para as lentes de contacto, que desastre! Tinha tudo espalhado no nécessaire. Não era um travel kit de qualidade.

Boas embalagens de substituição que não deitem tudo por fora a meio dos voos e que possam ser lavadas como deve ser na máquina de lavar, alguém recomenda?

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27.7.17

O parto – parte V


O parto – parte I, aqui.
O parto – parte II, aqui.
O parto – parte III, aqui.
O parto – parte IV, aqui.

Nervosa não estava porque tinha ali a minha médica em quem confio plenamente, mas aquele médico estava a vê-lo pela primeira vez e aquilo chateou-me. Apeteceu-me perguntar “então??!”. Não me parece nada sensível que um médico diga estas “onde é que está a lâmina?” com a parturiente a ouvir.

Mas tenho de ser honesta. Não sei quando foi feita a episiotomia, quem fez a episiotomia, não senti nada de nada de nada. Se me tivessem soprado para a cara teria doído mais. Abençoada epidural!

Com toda a equipa preparada na sala, demos início à sessão “quando eu disser faz força!”. E eu fiz. Fiz toda a força que tinha, de forma quase desumana. A herdeira descia com a força e subia quando eu interrompia o esforço. A ventosa estava a ser difícil de usar. Em pouco tempo recomeçou o meu calvário: dores nas partes baixas nada, epidural impecável, mas as dores no estômago já eram de trepar as paredes de fazer força e eu não estava a aguentar. Mas mesmo. Comecei a sofrer realmente.

Às tantas, não sei o que aconteceu ali, na altura não tive consciência, mas olhando para trás vejo que a equipa ficou cheia de pressa para aquele parto acontecer de uma vez, e era uma pressa que não era para ir apanhar o autocarro. A Enfª Joana Machado olhou para mim e disse que ia ter de fazer pressão na barriga.

E vi-me alvo de uma coisa que toda a vida condenei: a força de um braço e o peso de um adulto sobre a minha barriga de 42 semanas. Se antes do parto me dissessem que iam fazer isto, eu proibia. Juro que proibia. Mas ali nunca me senti vítima de violência obstétrica, acho que foi mesmo algo que precisavam de fazer. O problema é que foi absolutamente intolerável para mim do ponto de vista de resistência.

Imaginem que alguém vos dá um murro na barriga. Antes de o murro chegar, se estiverem à espera, a primeira coisa que fazem é contrair o músculo. Agora experimentem respirar, grávidas de 42 semanas, com dores de estômago, um adulto a pressionar a barriga e a minha barriga a fazer a contrair no reflexo de resposta à pressão. Não respiram. De todo. É impossível controlar o reflexo à força de um braço, tal como é impossível não piscar os olhos se alguém soprar lá para dentro.

A única coisa que eu dizia (e mal porque a pressão na barriga limita o som da voz) era: “não consigo respirar!”. E não conseguia. Foi difícil. Foi tão difícil conseguir uma expulsão ainda que eu não tivesse qualquer sombra de dores de parto.

Não sei quanto tempo durou esta impossibilidade de respirar, mas estava a desesperar como se estivesse a ser sufocada e…

… apaguei.

Não sei para onde fui, deixei de estar lá, há um momento do parto que não sei se são breves segundos ou mais do que isso, dos quais não tenho qualquer lembrança, é uma folha em branco. Foi um total blackout por mais que me esforce – e oh!, se já me esforcei – não há nada, absolutamente nada que venha à memória.

Ainda de olhos fechados voltei a uma semi-consciência ao sentir que algo saía de mim, quase como se estivesse a ser puxado um tampão grande. Abri mais ou menos os olhos, deitaram a minha filha na minha barriga, toda a sala de partos era uma festa, boa disposição, e eu com uns momentos em branco, sem perceber o que me tinha acontecido ao mesmo tempo que já não me importava em saber, a Carminho estava cá fora e bem.

E eu chorei. “De emoção”, devem ter pensado na sala de partos porque a isso estão habituados. Mas não, foi de alívio, estava fisicamente esgotada. Aquilo é tudo de uma violência para o corpo que não tenho palavras para descrever. Nunca chorei de emoção, foi de “acabou!”, mais ou menos como quando rompem em lágrimas os corredores que finalmente chegam ao fim da maratona.

Rapidamente foram buscar o PAM à sala de espera, a Carminho estava numa espécie de berço com uma luz quente a ser vestida. Conta ele conta que quando entrou aquilo parecia um matadouro. Era sangue por todo o lado, uma placenta enorme em cima da mesa, a minha médica a felicitar o PAM dizendo que tinha a cara dele, tudo em conversa animada e descontraída como se estivessem num café e eu deitada a ver a miúda ao longe, já muito mais aliviada.

À minha frente, de caras para o meu pipi, a Dra. Catarina Gama Pinto disse: “ora, vamos lá pôr isto como estava!”, enquanto ela e o colega trocavam opiniões sobre costuras. Verdade seja dita, ficou uma impecável obra de arte, preciso de um espelho e de procurar onde ficou o corte.

Ainda hoje não sei como é que a Carminho nasceu, se fui eu que fiz força, se foi a pressão na minha barriga que a fez sair. Na altura não foi importante, uma pessoa quer lá saber, importa é que tudo corra bem e lamber a cria. Mas depois de algumas semanas em casa perguntei-me e continuo a perguntar-me o que me aconteceu.

Seis semanas depois fui fazer um check-up, contei a minha perda de consciência, quase poderia jurar que me tinham dado alguma droga na recta final, mas não, não me deram nada nem deram por nada. Isto intriga-me imenso, mas segundo me explicou a médica terá sido um mecanismo do corpo, como se entrasse em transe.

O relato pode parecer horrível, mas eu adorei o meu parto, à excepção do PAM não poder ter assistido à recta final e às dores de estômago. Tenho muita pena que a herdeira estivesse na garganta o que obrigou ao uso da ventosa e à tal pressão que arrumou comigo, mas todo o processo até ali foi impecável como se tivesse pedido na lista de um menu.

Só o fim foi infernal, não conseguir respirar foi desesperante como se me tivessem colocado uma almofada na cara e a expulsão é uma incógnita. Terá sido tão difícil que fui para parte incerta e voltei, mas gostei tanto da experiência que gostava de repetir o mesmo parto outra vez, desta vez sem a chatice do desconhecimento, podendo ser mais observadora (e sem a necessidade de ventosa e braços). A experiência deve mudar muito para quem vai à segunda volta.

No seu todo, olho para trás e acho que o meu parto foi fantástico. Aconteceu no Hospital de Cascais, como eu planeei. Aconteceu com a minha médica (que adoro, adoro) como era meu desejo e que estando apenas uma vez por semana no hospital, é obra. Foi um parto normal, como eu queria. Apanhei uma equipa (enooorme) absolutamente fantástica e memorável. Tive acesso à epidural, como eu queria, com reforço rápido de todas as vezes que pedi. Calhou-me um quarto só para mim, como era meu desejo. Parecia que tinha feito uma lista de desejos e que por sorte todos estavam a ser correspondidos. E por isso mesmo, se voltasse a ter filhos (na loucura) não voltaria ao Hospital de Cascais.

Senti-me completamente bafejada pela sorte e esse é um factor falível, com que não se pode contar sempre. Senti que tinha uma qualquer estrela a corresponder aos meus pedidos enquanto por outro lado me castigava com comida de hospital. Por tudo isto, por me ter sentido bafejada pela sorte, numa próxima vez (só na loucura) eu trataria de fazer um seguro extra só para o parto e agendava uma indução num hospital privado com todas as mordomias que embora a falta delas não me tenham matado, fazem muita diferença. A maior delas é a possibilidade de ter o pai da criança o tempo todo ao meu lado. No Hospital de Cascais até o pai tem de respeitar o horário das visitas e na hora de ir embora a tristeza e o choro que se assomava deixava-me arruinada numa altura tão frágil. Isso sim foi pior que qualquer dor de parto e não volto a passar por esse tipo de ausência.

A Carminho nasceu no dia 2 de Março de 2017 às 23H06 e agora, quase com 5 meses, está este docinho que eu adoro.


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17.7.17

No quarto da Carminho #1



Papel de parede da Oficina Rústica
Almofada da Oficina Rústica
Saco de roupa suja da H&M
Cadeira da Zori
Tapete da Maisons du Monde


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6.7.17

4 meses de herdeira ❤



A minha herdeira está tão diferente de quando nasceu! Passa dias sem chorar, sempre em estado zen, é capaz de ficar horas a olhar para nós sem queixumes. Está tão querrrrida e sorri tantas vezes.

Mil vezes um bebé mais crescido do que um recém-nascido, nem me lembrem.

Body da Memória de Elefante, aqui.


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É tempo de praia!

O verão é a minha altura preferida do ano, mas isto foi até lançar a ROS Beachwear. Desde então sinto que não tenho verão, que sou escrava do trabalho, trabalho de sol a sol. Chegámos a Julho e ainda não dei com os pés numa praia portuguesa uma única vez, não é deprimente? Mas o próximo ano não será assim, tenho mais uma pessoa a trabalhar na marca, mas tenho de a ensinar, pelo que não terei verão de qualquer maneira, pelo menos até Agosto.

O verão é melhor em tudo: no espírito, na disposição, nas festas, na comida, na roupa, na cara (não na minha) e em acessórios. Não é segredo que adoro a Caia, uma marca portuguesa do coração, que este ano além das almofadas habituais aparece com lancheiras em modo giro, sem ser aquela coisa do chinês desenxabida para remediar. É Made in Portugal, feito para durar mais do que um verão, e existe em tamanho pequeno e tamanho familiar.

A Inês fez o mesmo que eu. Eu queria sapatos e bikinis, tratei de os fazer. Depois das almofadas de praia, a Inês queria lancheiras giras grandes em modo família e também em modo "ainda não tenho filhos" ou "deixei as crianças em casa", não encontrava e tratou de as fazer. Acreditem em mim, artigos que são criados tendo como ponto de partida uma necessidade, são boas ideias!

A Caia é uma marca do meu coração, comecei por ter almofadas para mim, era constantemente surripiada pelo PAM, ofereci-lhe uma com desenho masculino e já ofereci almofadas de praia como presentes de aniversário e de Natal mil vezes, é um presente de sucesso garantido.

Gosto tanto da Caia que todos os anos tenho pedido à marca almofadas emprestadas para fotografar as minhas colecções de bikinis e fatos de banho. Recomendo!


  




  












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4.7.17

O parto – parte IV



O parto – parte I, aqui.
O parto – parte II, aqui.
O parto – parte III, aqui.

Importa dizer que quatro dias antes do parto fui parar às Urgências de madrugada cheia de dores no estômago. Comecei a ficar com dores pela hora de jantar, bebi chá, procurei uma posição confortável (se é que isso é possível quase às 42 semanas), procurei dormir, mas pelas duas da matina acordei com dores violentas. Parecia que tinha mil agulhas a picar-me o interior do estômago, nem conseguia esticar o tronco, andava curvada sobre mim mesma e com dificuldade para respirar. Foi tão mau quanto dores de parto sem epidural.

Dado o meu estado, lá rumámos a meio da madrugada para o Hospital de Cascais. Chegando, fizeram-me uma bateria de análises e controles das partes baixas, eu sabia que não estava em trabalho de parto, o meu problema era no estômago. Estive algumas horas a soro, deram-me medicação, a coisa suavizou e eu pude voltar a respirar com normalidade. Pelas 6h quando voltei para casa ainda não estava impecável, mas já muito confortável e dormi até à hora de almoço do dia seguinte.

Isto para dizer que o meu estômago não andava famoso por esses dias, eu tinha tomado o pequeno-almoço às 8H, pelas 18H não havia qualquer resquício de comida em mim e as dores de estômago deram sinal do seu regresso. Comecei a desesperar de dores com uma epidural que funcionava da cintura para baixo, mas terrível da cintura para cima. Isto foi a minha vida: ah e tal, dores de parto foi tranquilo, as dores de estômago é que me iam matando!

Trágico. Ninguém passa por isto.

Comer não me deixavam e mesmo que pudesse, provavelmente não seria a solução. Deram-me então um qualquer revestimento para o estômago, uma saqueta que parecia ter um creme para comer, comi aquilo tudo e melhorou, embora não tenha ficado como nova.

Dei continuidade aos exercícios na bola de pilates, fui conversando com o PAM, estávamos animados e expectantes, até que fomos interrompidos por gritos de terror que se ouviam atrás da porta.
Juro que a nossa disposição estava nos píncaros. Quando ouvi aqueles berros de terror que ainda hoje me lembro, ficámos em silêncio com a disposição no chão. Não há palavras para aquilo que eu ouvi e a aflição que me fez. Se me dissessem que estava ali uma mulher sem pernas vítima de um atentado terrorista, eu acreditava. Ouvir aqueles gritos de terror dignos de espectáculo medieval, foi uma péssima experiência.

Nisto, a Enfª Joana Machado regressou ao quarto para ver as minhas partes baixas e eu tive de perguntar o que se passava lá fora. Era uma mulher que tinha dado entrada em avançado trabalho de parto. Pelo que explicou era o segundo ou terceiro filho, não lembro, dirigiu-se ao hospital logo que rebentaram as águas, mas a dilatação desencadeou-se à velocidade da luz e chegou num estado de descontrole de dor que não conseguiam sequer dar-lhe uma epidural.

Quando me lembro daqueles gritos até fecho os olhos de aflição. Nunca mais me esqueci desta mulher que nunca vi.

Mas voltando a mim, a Enfª lá vistoriou as partes baixas e anunciou: dilatação completa! Mas com a herdeira algures no esófago que nunca desceu com os exercícios, disse-me que tínhamos de encarar a realidade: a minha criança não ia nascer sem ajuda. O discurso era optimista, confessou que quando dei entrada tinha “cesariana” escrito na testa (não sei o motivo, nunca me disseram isto antes), o trabalho de parto tinha corrido lindamente e feito a dilatação completa em cerca de 10 horas, mas a cria não ia descer, ia precisar de uma ventosa e quando mete instrumentos o parto tem de ser feito por médicos, pelo que a minha médica, a Dra. Catarina Gama Pinto ia fazer o parto, mas a Enfª Joana Machado ia lá estar do meu lado.

A parte mais triste é que quando o parto é instrumental, o pai não pode assistir. Fiquei cheia de pena, mas ao mesmo tempo eu estava tão cansada, já só queria arrumar o assunto e fazer a criança nascer de uma vez por todas, pelo que o cansaço não deu muita oportunidade à tristeza para se instalar.

E eis que entra uma bateria de pessoas na minha sala de partos. Mas imensas! Eu nem sei quantas eram. Seis? Oito? Mais? Eu achava que era uma coisa mais tranquila do que dois médicos, pelo menos três enfermeiras, uma pediatra e não lembro mais.

Cada um ocupou as suas posições e começou a preparar o respectivo trabalho que se avizinhava. O PAM foi lá convidado a sair, levaram-no para a sala de espera, onde só o iriam buscar cerca de 30 minutos depois.

A mim colocaram-me em posição, encaixaram uns braços na marquesa para me ajudar a puxar por eles enquanto fazia força, explicaram como tudo se ia processar, a Enfº Joana estava do meu lado esquerdo, a minha médica virada para o meu pipi, ao lado dela e com a mesma vista um colega (homem) que foi ajudar.

O médico, novo e com bom aspecto, olhou para uma mesa de instrumentos e perguntou em bom som: "onde é que está a lâmina?".

Porreiro. É tudo o que uma grávida de primeira viagem precisa de ouvir. Não acho que tenha sido má prática profissional, mas senti ali alguma insensibilidade que levou a minha médica a lançar um olhar e a dar uma cotovelada no colega em jeito de "vê lá se te calas". 

Vou atribuir o episódio a insensibilidade masculina. Levantei os braços, entrelacei os dedos atrás da cabeça como quem apanha sol nas Caraíbas, respirei fundo de pipi escancarado para a plateia da sala de partos, fixei o tecto e esperei pelo melhor.

(continua)

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27.6.17

Desejo de consumo #21


Vestir a herdeira veraneante com ananases.

Da Macaquinhos, aqui.
  
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26.6.17

Subjugação

Ainda que seja um exercício que não adoro, isto de ter vários negócios leva-me a lidar com todo o tipo de clientes. Até tenho na calha um texto sarcástico sobre os diversos tipos de clientes que existem, mas hesito em publicar não vão algumas pessoas não saber ler e atirar-me para uma vida de fome.

Por entre os vários tipos de clientes que existem, a que mais me causa aflição é a cliente que gosta de uma peça, fica horas de volta de uma peça, namora a peça e tem uma única hesitação sofrida: não sabe se o namorado/marido vai gostar. E ali fica que tempos à espera que chegue um momento iluminado ou, o maior desejo, que aparecesse de surpresa o namorado/marido que toma a decisão por ela.

Não me refiro a uma simples questão de opinião do namorado/marido, isso todas pedimos. Falo de a opinião dele determinar se a compra vai ser efectuada ou não.

Honestamente estou-me nas tintas se a venda é efectuada ou não. Falo do lado da compra em que fico ali a observar toda aquela hesitação com impressão e a ouvir as interrogações saídas por entre os dentes: "e se ele não gostar...?". Lá lembro que pode trocar, mas não é nada daquilo que me apetece dizer.

Clientes assim deixam-me a suspirar, sinto-me à beirinha de me meter onde não sou chamada com vontade de as sacudir para a realidade: "mas quem é que tem de gostar?" ou "quantas vezes a sua opinião determina as vontades dele?".

Não consigo compreender mulheres às quais lhes falta firmeza na simples decisão de uma compra. Se é assim para a compra de um bem não fundamental, nem quero imaginar nas decisões importantes. Fico impressionada a pensar quão infeliz eu seria no lugar destas mulheres, a pensar no quanto me choca a dependência de decisão (ou será autorização?). Mas depois lembro-me que não tenho nada com que ficar impressionada, a maioria das mulheres assim são-no exactamente porque preferem assim, alguém que decida tudo por elas com direito de veto.

Lembro-me de um casamento a que fui com o PAM no início do nosso namoro, saí do quarto com um vestido que ele nunca tinha visto e confessou que não gostava. Mas eu gostava e assumi a minha escolha. Não mudei de roupa, respondi "tu aguentas!", mas uma destas mulheres teria dado a volta para mudar de vestido.

Tanta fraqueza e subjugação deixa-me horrorizada. Vejo isto em mulheres (diferentes) em todas as colecções que vou lançando.


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Maternidade e internet: que partilha de informação podemos esperar encontrar na web?



Ainda não comecei a escrever o texto e já me estou a rir. Mas é a rir com medo, que isto é uma coisa sinistra, digna de provocar receios.

Ao fim de uns dias de saber que está grávida, o que faz uma mulher? Escarafuncha o Google com mil e uma questões. E nisto brotam mil e um fóruns com perguntas e respostas. E uma pessoa lê. E uma pessoa não acredita no que está a ler. Recomendação honesta: fujam, não vão por aí.

Nas minhas procuras por informação (das quais acabei por desistir), deu-me a sensação de que todas as pessoas de QI limitado se encontram nestes fóruns. E pior, dão conselhos umas às outras: desde mulheres que não querem gastar dinheiro num teste de gravidez, relatam sintomas e pedem sentença para um positivo ou negativo até mães com filhos doentes que recomendam antibióticos umas às outras, há de tudo. E é sinistro.

Além dos fóruns, existem ainda os grupos de facebook, igualmente sinistros e todos sabemos como o facebook pode acabar por ser um palco de loucura, muito bem representado por aquilo que eu chamo de “mães extremosas”, aquelas que são melhores que todas as outras juntas, só elas sofreram pelos seus filhos, só elas têm informação válida, só elas dominam o mundo das crianças e dos bebés e só os seus métodos estão correctos. Só que não, aos meus olhos são as criaturas mais sinistras e vis para com outras mulheres, vivem num mundo fechado e escuro onde não entra ar há muito tempo, dando a sensação que escrevem no teclado com uma mão, seguram uma faca afiada na outra mão, enquanto um terceiro braço que só elas têm por serem super-poderosas embalam uma criança que dorme.

Faço parte de um grupo facebook de mães da minha zona, do bairro onde vivo, e é só. É um grupo pequeno que conta com cerca de 500 membros em vez das centenas de milhares, como existem outros grupos de maternidade. No meu grupo nunca me deparei com cenários dantescos de quem quer substituir-se a um médico, pessoas que se agridem verbalmente, nunca me deparei com o mais leve incómodo por falta de educação. Mas há dias, num desses grupos grandes, uma amiga minha perguntou se alguém recomendava uma empregada que fosse trabalhar com boa cara, com vontade de trabalhar em vez de carregar um sentimento depressivo contagiante que já tinha experimentado outras vezes. Ui, o que ela foi pedir! Logo brotaram mães a gozar com ela “depois digam como é trabalhar com esta gaja!”, “e escravos, não queres?”, “temos de andar todos felizes, olha-me esta!” e outras respostas sempre muito educadas e carregadinhas de sentido cívico.

Em suma e opinião pessoal, ainda que eu esteja a gostar de pertencer ao grupo de mães do meu bairro (e até tenho sido participativa contribuindo com alguma informação), não se deve esperar muito da internet em grupos/fóruns de mães de grande dimensão. Percebo que muitas vezes seja difícil encontrar informação e aconteceu-me até com livros. Lembro-me de ir a uma livraria no início da gravidez, de estar perante uma estante cheia de livros sobre grávidas e bebés, ir abrindo para acabar a ler conteúdos como “parabéns, esta é a fase mais feliz da sua vida!”. Não há paciência. Para umas mulheres pode ser, para outras não, mas este tipo de conteúdos obriga todas as mulheres à obrigação de se sentirem iguais e as que saem do baralho, sentem-se mal e incompreendidas. Eu só queria um livro informativo do ponto de vista científico, sem romances à mistura, sem me dizerem o que devia sentir emocionalmente e não encontrei. Desisti de comprar um livro.

No fim de contas, a minha recomendação é que façam uma lista de perguntas e que exponham essas questões ao médico assistente e apenas (única e exclusivamente) a pessoas em quem confiam e com quem se identificam no que respeita à maternidade e à forma de estar na vida.

Reduzir o círculo e procurar informação nos mais próximos, escolhendo as pessoas a dedo, é a solução perfeita. Acabam com informação válida nas mãos e sem grandes desvarios. Se começam a variar muito acabam é com as mãos na cabeça, sobretudo se confiarem no que vai escrito pela internet.

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21.6.17

Um dia mato este gajo #87


"Look harder!". É isto, sem tirar nem pôr.


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19.6.17

Como foi o meu 2º trimestre de gravidez? O melhor e o pior


Nota: as gravidezes não são todas iguais (longe disso!), pelo que a minha impressão sobre o segundo trimestre é pessoal. Umas mulheres identificar-se-ão, outras nem pensar. E quem não se identificar não deve estranhar ou pensar que há algo de errado. Em caso de dúvida deve consultar-se o médico assistente e não a grávida ao lado.

Literalmente da 13ª para a 14ª semana, a passagem do primeiro para o segundo trimestre, os enjoos desapareceram. Os livros bem dizem que nesta altura tudo melhora, mas nunca imaginei que fosse de um dia para o outro, quase a régua e esquadro.

O segundo trimestre é o melhor, toda a felicidade ao rubro. Se eu já estava de sorriso fácil, nesta altura nem consigo explicar o bom que foi contar às pessoas mais próximas, ver as reacções e ficar com a certeza que gostam de nós (eu, o pai da criança e a criança). Não é que antes houvesse dúvidas, mas senti-me verdadeiramente querida e, novidade, havia também e mim uma sensação de contentamento por gostarem do bebé que tinha na barriga. Ao partilhar a notícia havia um sentimento novo, já não era só eu que gostava dela.

Mas também não posso mentir - sendo que o que conta no coração são as pessoas que nos interessam e os sentimentos positivos - há aquelas que não têm muito interesse e nos maçam com coisas não interessam a ninguém (ou nós é que não temos interesse em ouvi-las), armadas em doutoras obstetras, prontas a passar receitas das vitaminas que temos de tomar como se não tivéssemos médico assistente, teorizando sobre o que podemos e não podemos fazer, maçando-nos com profecias do tipo “a voz da verdade”, quase como quem nos quer deixar de mal com a vida traçando cenários horríveis do que vai ser a nossa vida quando o bebé chegar. O truque é desligar, fingir que se ouve e não ouvir mesmo.

Nesta fase, ver o bebé na ecografia já com ares de bebé em vez de um feijão, é maravilhoso. No meu caso nunca foi para me emocionar, era simplesmente bom e dava vontade de sorrir. Começar a ver a barriga crescer timidamente foi engraçado, sobretudo porque era de facto uma barriga tímida, para mim evidente, para os meus primos “isso é prisão de ventre”. E eu ria, enquanto trocava fotografias com outras grávidas da família.

No início desta fase as maminhas voltaram ao lugar, passaram as dores e o inchaço e voltei aos soutiens do costume. Em meados do segundo trimestre o cabelo que sempre tive de qualidade miserável, em pouca quantidade, com queda crónica e fino, tornou-se maravilhoso. O cabelo literalmente deixou de cair e foi acompanhado por uma pele do rosto luminosa. Sou capaz de lavar o cabelo, pentear e só caírem dois cabelos. É bom demais! Com o tempo, começou a ganhar volume, a cabeleira ficou mais cheia e não há quem não note diferença. Infelizmente isto não deve durar para sempre, pelo que vou dizendo ao homem surpreendido com a minha melena que aproveite para tirar fotografias, porque depois cai tudo, já me estou a mentalizar.

É no segundo trimestre que começamos a sentir os primeiros movimentos do bebé que muitas mulheres dizem ser como “borboletas”. Não consigo fazer essa associação, mas de uma forma menos romântica é como sentir gases a passar no intestino, mas sem soltar gases. Bem sei, não é a coisa mais bonita que gostariam de ler, mas é a verdade. E se não sai ar, sabemos que foi um toque do bebé.
Esta é uma fase em que as pessoas têm vontade de partilhar as suas experiências, contar as suas histórias e temos interesse em ouvir sem que seja um eterno enfado. Na verdade, temos vontade de ouvir e fazer perguntas, enquanto começamos a espreitar roupas de bebés em sites e armários alheios, a fazer listas do que vamos precisar, a alinhar tarefas e, no meu caso, com a felicidade de perceber que iria ter muita coisa, mas mesmo muita coisa, emprestada. E não imaginam o dinheiro que se poupa!

O pior do segundo trimestre, no meu caso foi deixar de conseguir estar de barriga para cima. Não dava nem para ler um livro, ler uma revista, ver TV, só conseguia de lado. Foi uma limitação inacreditável, impossível de combater, eram 20 segundos para começar a sentir que iria perder os sentidos. Parece que não acontece com todas as mulheres, mas esta indisposição é explicada pela veia cava, que passa algures atrás do útero, agora com peso no seu interior, comprometendo a circulação e por isso dando a sensação de ficar sem pinga de sangue.

A isto juntou-se uma sensação de peso no baixo-ventre ao andar, algumas quebras de tensão, uma desconfortável falta de ar ao mais pequeno movimento (às vezes até no discurso a falar), como quem sobe escadas e fica sem fôlego. Foi no fim do segundo trimestre que desisti do ginásio, tinha a barriga muito subida, a caixa-de-ar reduzida e sentia-me mal. Tive pena, foi mesmo a única razão para deixar o exercício.

Não posso esquecer as noites em que se acorda no nada, “plim!”, tão diferente do primeiro trimestre em que parecia hibernar, no segundo dormia três horas e acordava com a frescura de quem dorme dez horas. E se não acordasse do nada, a bexiga do tamanho de uma ervilha encarregava-se de o fazer, com constantes idas ao WC em que cheguei a contar seis vezes numa noite. Umas vezes ia e voltava para a cama sem saber como, em modo zombie, outras ficava desperta como um alho e demorava horas a voltar a adormecer. Vezes tive em que desisti e me levantei de madrugada aproveitando para trabalhar ou fazer outras coisas, do tipo arrumar a gaveta das camisolas. Interessante!

Na área estética dentro deste trimestre, para mim ver o umbigo saltar foi um desgosto, mas não salta de um dia para o outro, foi com tempo para me habituar à ideia e quando esticou já nem queria saber. A linha nigra nunca se revelou grande coisa em mim, tomei precauções com um sérum anti-manchas, trabalho que valeu a pena. O peso aumentou muito pouco, sempre ligeiramente abaixo do recomendado e até poderia vestir as minhas calças elásticas habituais, não fosse a zona do botão incomodar-me. Lá para os cinco meses optei então por adquirir jeans de grávida, que tenho adorado e tenho a certeza que vou ter saudades de todas as calças de maternidade que fui adquirindo ou me ofereceram.

Mas depois, no que toca a olhar ao espelho, tanto houve dias em que me sentia gira como me sentia feia. Não sou o tipo de mulher que acha o corpo de grávida bonito, mas procurei cuidar-me o melhor que pude e aprendi a aceitar-me. O importante é cuidar, fazer pela saúde e pensar que a gravidez não dura para sempre. Nesta fase nunca me senti gorda e toda a gente me dizia que eu era uma “barriga com pernas”, o que ajudou na auto-estima.

Apesar de todos estes “senãos” em que colocaria a falta de ar e o não conseguir estar de barriga para cima no pódio do pior do segundo trimestre, senti-me feita de alguma fibra em jeito de “isto não importa nada” ou “isto vai passar, nada de dramatismos”. E dou a minha palavra, tenho encarado tudo em paz, embora com alguns queixumes em jeito de desabafo. Já quase a chegar ao fim da gravidez, só tive um dia francamente mau em que queria dar o grito do Ipiranga, uma neura dos diabos com vontade de deixar tudo para trás e não querer que vivalma me dirigisse a palavra. Aconteceu no 3º trimestre e deixo para esse texto quando a gravidez efectivamente acabar e puder fazer um balanço com maior rigor dessa fase. Sim, o último trimestre é o pior, nem vale a pena inventar.

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13.6.17

I love home style #21



O que eu gosto de armários e arrumação!


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12.6.17

Compras baby #1



  

O fim-de-semana foi assim, cheio de passeios e compras, agora que é mais seguro fazer com a herdeira nos acompanhe começámos a sair mais vezes de casa. E foi pela primeira vez a um restaurante! Levámos a herdeira a cheirar sushi no nosso preferido Amaterasu, foi ainda aos melhores gelados do país, a Davvero (que agora tem loja no CCB), foi a um brunch e até foi às compras.

Passo a vida a receber contactos com pedidos para saber onde comprei determinada peça, que artigos recomendo, qual a minha experiência com determinada marca de cremes, é um sem fim de perguntas, pelo que vou passar a deixar algumas dicas.

1. Ultimamente tenho recebido imensa roupa que era das primas, mas aqueles vestidos lindos com golas com este calor fazem-me confusão. Além disso, a herdeira é maior do que eram as primas pelo que há vestidos que já nem entram e comprámos estes jumpsuits de algodão na H&M, bem soltos para não se colar ao corpo nestes dias mais quentes e que custaram 13€ o par.

2. Filha que é minha filha tem acessórios com estrelas! Andava em busca de uma capa para o ovo que tinha de mudar urgentemente, pois a que tinha (que era antiga, das primas) era de inverno com tecido polar e já não dava mais. Felizmente encontrei rapidamente uma capa mesmo ao meu gosto, na Zippy e custou cerca de 25€. Nas redes sociais logo perguntaram de onde era a capa (os xuxus não perdem tempo!) e informo já que existe com estrelas cor-de-rosa e com estrelas azuis, mas eu preferi a versão azul.

3. Há coisas que mais vale a pena comprar logo em bom. Precisava de uma persiana para o carro para proteger a cara da herdeira do sol. Vi umas coisas muito moles e baratuxas, mas a criança vai precisar disto até tarde, pelo que quis comprar logo em bom. Encontrei persianas de óptima qualidade na Chicco por 20€, uma embalagem com duas persianas, uma para cada carro e não se fala mais no assunto.

4. Perdi-me de amores por este tops de algodão com flores. Gostei tanto que depois ainda comprámos um igual com morangos, também na H&M, cada um por 5€.

5. Estava na altura de comprar tetinas para 3 meses e mais um biberão que me fazia falta, arrumei o assunto na Zippy.


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Tenho sardinhas para oferecer!



Desculpem a cabeça da sardinha, necessidades altas se levantaram!


Santo António, Santo Antoninho,
não me engordes nem um quilinho.
Eu quero é chocolate,
não ponho a vontade de parte.

O verão está aí,
penso: "venha daí!",
Mas olho-me ao espelho
e 'tou do tamanho de um concelho.

A balança é dura, 
mas a vontade é pura.
Eu quero é chocolate,
não terei pernas de alicate.

Dá-me sardinhas,
de chocolate ainda melhor.
Eu bato palmilhas,
se a dieta correr melhor.

Deixo este passatempo,
sem nenhum contratempo.
Boa sorte aos participantes,
não ficareis elegantes.

A Arcádia é boa demais,
tão boa quanto arraiais.
Boa sorte, manjericos!
Mas atenção a esses namoricos.



Viva os Santos Populares! Esta pérola de blogue e a Arcádia Casa do Chocolate têm para oferecer dois conjuntos de Santos Populares compostos por uma embalagem de Sardinhas de Chocolate e um Manjerico de Drageias de Licor Bonjour. Ó para esta maravilha de sardinhas!

Para ganhar um destes conjuntos têm de preencher os espaços abaixo, fazer um “Gosto” no Facebook da Arcádia aqui e rezar aos santinhos pela sorte. Há quem peça casamento, este ano terão de pedir também pelas sardinhas de chocolate e por um manjerico que não murcha.

Depois de apurados os vencedores por escolha aleatória através do Random.Org, serão contactados pela marca para indicar o número de documento de identificação e informar qual a loja Arcádia onde pretendem levantar o prémio (ver aqui a rede de lojas).

Assim que os prémios estiverem disponíveis nas lojas indicadas, o vencedor será notificado pela marca através de email, tendo um mês para levantar o prémio na loja escolhida.

Têm até ao dia 16 de Junho. Boa sorte, manjericos!

***

Vencedores

Teresa Batista, do Porto

Filipa Vitorino, de Mosteiros-Arronches

PARABÉNS!


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Como foi o meu 1º trimestre de gravidez? O melhor e o pior


Nota: as gravidezes não são todas iguais (longe disso!), pelo que a minha impressão sobre o primeiro trimestre é pessoal. Umas mulheres identificar-se-ão, outras nem pensar. E quem não se identificar não deve estranhar ou pensar que há algo de errado. Em caso de dúvida deve consultar-se o médico assistente e não a grávida ao lado.

O meu primeiro trimestre de gravidez coincidiu com o verão. Acredito que seja muito diferente atravessar cada um dos trimestres com frio ou calor e até já ouvi mulheres que se recusam a voltar a ter filhos a meio do verão. Grávida sofre!

Para mim, a primeira alteração denunciadora de gravidez foram as maminhas. Eram umas dores, parecia que me estavam a pressionar nódoas negras só para me virar na cama. Em jeito de brincadeira costumava dizer: “parecem vidros!”. Além disso, estavam inchadas, a querer fugir do soutien. Foram as maminhas que me deram a certeza que estava grávida (ainda antes do teste), até porque não costumo sofrer de tensão mamária, muito menos com aquela violência. Este foi o primeiro “pior” da gravidez, não sendo nada de bom, também não foi nada que me deixasse em profundo sofrimento, serve apenas para categorizar “melhor e pior”.

Seguiram-se os enjoos. Ah, os enjoos! Estávamos em Junho quando fiz o teste de gravidez. Há quem fique enjoada e vomite por nove meses, eu só enjoei por três meses, mas curiosamente nunca vomitei. Na verdade, acho que preferia ter vomitado porque assim a agonia passava, mas nunca aconteceu. E no fundo, muitas vezes não percebi se estava enjoada fruto da gravidez ou do calor. Acreditem, foi um verão generoso em termos de temperaturas e uma vez estive em Lyon em trabalho onde estavam 42ºC (literalmente) e, aí sim, foi um sofrimento horrível, eu só queria voltar para casa ou ficar deitada a olhar para o tecto debaixo de uma ventoinha em jeito de “deixem-me morrer aqui sozinha, esqueçam-me”.

A gravidez também me brindou com uma sonolência descomunal. Eu chegava a fechar os olhos nos semáforos só para aliviar as pálpebras. Como queria guardar segredo da gravidez, cheguei a mentir dizendo que ia estar umas horas em reunião para o caso de algumas pessoas me tentarem contactar. E ia directa para a cama dormir sestas de três horas! Sim, cheguei a dormir ferrada sestas intermináveis. E se alguns dias tive medo de estar a trocar horários ao sono ou a alimentar dificuldades em adormecer na hora de efectivamente dormir, não precisava dessa preocupação. À noite adormecia num tiro e dormia ferrada até ao dia seguinte. Achei inacreditável como o corpo me pedia que parasse para descansar, ele precisava de energias para fazer outros trabalhos. Ouvir e corpo e obedecer-lhe é do melhor que temos a fazer (sempre que exista oportunidade) e procurei sempre fazer por isso.

Com o cansaço e o sono, o cérebro tende a desaparecer algures para a estratosfera. Fiquei totó, com dificuldades para os raciocínios mais básicos e com uma enorme queda para disparates que nunca tinha feito antes, como tirar pratos na máquina de lavar para os colocar no frigorífico em vez de arrumar no armário ou, pior, deixar a mala (com dinheiro, cartões, telemóvel e tudo e tudo) em cima da bancada de uma loja, sair, entrar no carro e só aí dar por falta da mala. Deixei de me reconhecer, parecia que o cérebro tinha parado e não me acompanhava. Felizmente este estado durou pouco tempo.

É incrível como a gravidez pode ser transformadora nos cheiros e apetites. Cogumelos que comia quase todos os dias ao pequeno-almoço? Ah, o nojo que o cheiro me dava! Doces e chocolates? Blargh! Comida quente? Por favor não me torturem! Mas o meu espírito era antes enjoar de tudo do que ter vontade de comer metade do mundo. E desejei que isso durasse os 9 meses, só que não aconteceu, com muita pena minha. A minha médica obstetra chegou a passar-me receita de um medicamento para os enjoos, mas avisou-me de um efeito secundário: sonolência. E eu tinha de trabalhar, não podia passar a vida a dormir. Além disso, comecei a fazer contas de cabeça e tive medo que o medicamento me tirasse os enjoos para me abrir o apetite, pelo que nunca o comprei e preferi os enjoos, que também não me iriam matar. Com esta quase-estratégia, não registei qualquer aumento de peso e na verdade emagreci durante o primeiro trimestre. Mas eu costumo perder o apetite em meses de muito calor, pelo que não se registou em mim nada fora do habitual.

Pode parecer um cenário dantesco passar por estes sintomas, mas nunca os encarei como uma fatalidade. Não sei explicar, é algo que sabia que fazia parte e por isso aceitei com muita tranquilidade. E sentia-me feliz e optimista, o que é importante para aceitar todo o lado mau da gravidez.

Além de ficar eufórica ao saber que estava grávida de uma rapariga, eu estava constantemente bem-disposta, simpática, de bem com a vida e querida com os outros. Eu era daquelas pessoas que ia sozinha no carro e sorria para o mundo. Hormonas, não existe outra explicação. Há quem lhe dê para chorar e descontrolar as emoções, a mim deu-me para abraçar o mundo e gostar de toda a gente, ter vontade de acordar e encarar o dia, toda eu era boa disposição e felicidade.

Nunca quis ter barrigas grandes, não gosto e fui correspondida, foi um lado muito bom para mim. Ao longo do primeiro trimestre não tive sombra de barriga, pelo que andei na praia de bikini com a família e pude esconder a novidade enquanto quis, fazendo a minha vida igual. Pude ir ao ginásio, tudo com uma gravidez muito saudável que até me permitiu viajar. O lado mais triste dos planos de viagem que tinha durante a gravidez é que se tornaram impossíveis para destinos tropicais por causa do zika, o que me obrigou a cancelar dois destinos. Foi frustrante, mas jamais estaria em paz sabendo da presença de mosquitos infectados. Olhando para trás, se eu pensar bem, as limitações de viagem foi um dos factores que mais me incomodou durante a gravidez, mais do que os enjoos ou qualquer dor que possa ter tido. Mas a seu tempo retomarei velhos hábitos!

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De bilhete nas mãos



Tenho no chat um grupo de amigos doidos para fazer um cruzeiro. O problema é que a proposta de cruzeiro acontece no verão de 2018 e uma pessoa sabe lá o que é vida daqui a um ano. E depois eu só pensava "isso é no pico de vendas da ROS Beachwear, eu tenho de estar cá!", pelo que a ideia só de pensar me provocava ansiedade.

Não tendo eu a vida ligeira dos meus amigos com muito tempo disponível para o chat, deixei-os discutir o assunto enquanto eu ia lendo as linhas de conversa cheias de graçolas. Foram dias a fio, uns a desafiar-se aos outros, eles a picar o PAM encarregando-o de me convencer, o PAM a responder que era um homem castrado sem poder de decisão, até que decidi contribuir com singelas hastags de suma importância: #titanic #costaconcordia

Os dias passaram e como sou uma fraca está na minha mesa um bilhete para um cruzeiro para duas pessoas, num barquinho que leva nove mil pessoas, tudo daqui a um ano. Cedi à pressão, tomara que não enjoe ou vomito nas calças do JC que é o culpado disto tudo.

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10.6.17

Cozinhar com zero lactose







Entrada, prato e sobremesa. Há dias fui convidada pela Parmalat para ir cozinhar com natas de bater, natas de cozinhar e leite, tudo zero lactose.

Na verdade fui apenas comendo, não cheguei perto das panelas e não pude ficar para almoçar, mas este leite creme de laranja e hortelã está-me na cabeça desde então. Eu adoro leite creme bem fresco, tenho de fazer!

Fiquem com a receitas para fazerem um brilharete junto de convidados, todos os pratos cheiravam que era uma maravilha.


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© A Maçã de Eva

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